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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

30/03/2014 09:49

Parte dos "desempregados" não está em busca de vaga e o mercado sofre

Viviane Oliveira
Letícia quer trabalhar na área fiscal. (Foto: Cleber Gellio) Letícia quer trabalhar na área fiscal. (Foto: Cleber Gellio)

A advogada Letícia Sousa Gonçalves parou de trabalhar para se dedicar aos estudos. Há pouco mais de 1 ano, a estudante de 26 anos deixou o emprego em um escritório de advocacia para virar concurseira. O objetivo dela é conseguir vaga na Receita Federal ou na Secretaria de Fazenda.

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De acordo com Aldo Eurípedes Donizete, que foi diretor da Funsat (Fundação Social do Trabalho), Letícia faz parte de um grupo de pessoas desempregadas, mas que não estão procurando emprego. É gente que deixou de trabalhar para estudar ou montar o próprio negócio. Quem perde, são as empresas maiores. “É nacional esse problema de escassez de mão de obra”, diz.

O mercado tem dificuldade de encontrar mão de obra para as redes de supermercado, indústrias, emprego doméstico, comércio e até varredor de rua. No geral, a falta de profissionais nessas áreas lidera o número de vagas disponíveis. "Hoje as pessoas estão estudando mais e, cada vez querendo empregos melhores", afirma Aldo.

Eduardo de Lima Arantes, que é um dos responsáveis pela agência de emprego Mary Help, especializada em contratar diaristas e mensalistas, afirma que de dois anos para cá o serviço de empregada doméstica, por exemplo, valorizou muito por causa da falta de mão de obra.

“Antigamente anunciava uma vaga e tinha várias concorrentes. Hoje a maioria das boas funcionárias já está empregada”, diz. Segundo ele, tem ainda aquela parcela da população que não quer trabalhar porque recebe algum tipo de benefício do governo.

Eliane atendendo na loja que montou há 1 anos e 4 meses. (Foto: reprodução/Facebook) Eliane atendendo na loja que montou há 1 anos e 4 meses. (Foto: reprodução/Facebook)

Para Eduardo, outra parte dos trabalhadores está saindo da formalidade para trabalhar por conta própria. Essas pessoas se legalizam como pequeno empresário, chamado de MEI (Microempreendedor Individual). O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

A lei complementar nº 128 de 2008 criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado. Como é o caso da microempreendedora Eliene de Oliveira Cerqueira, 29, que depois de trabalhar por dez anos no comércio resolveu abrir o próprio negócio.

Eliene conta, que quando recebeu a rescisão do último emprego, em 2012, resolveu investir o dinheiro comprando roupas para revender. Primeiro ela começou a vender de porta em porta, quando viu que estava dando retorno alugou um salão e hoje tem uma loja de roupas na Rua Spipe Calarge.

O negócio deu tão certo, que daqui para frente a lojista pretende aumentar, cada vez mais, o estoque de roupas. “Se Deus quiser vou contratar uma funcionária para me ajudar na loja, assim posso continuar com as vendas externas”, comemora, acrescentando que valeu a pena o investimento.

Outra que pretende mudar de vida é a diarista Marta Alice Oliveira, 38 anos. Ela cuidou dos três filhos trabalhando de empregada doméstica e depois que eles cresceram resolveu estudar. Ela, que tinha parado na 5º série, terminou o ensino médio e o próximo passo é entrar na universidade. “Quero fazer Serviço Social. Eu gosto do que faço, mas quero crescer profissionalmente para ajudar minha família”, destaca.




Esta faltando mão de obra em Campo Grande , pelo fato dos proprietários explorarem os funcionários que obrigam a trabalhar sábado e domingo e folga na quarta feira ou segunda para ganhar 720,00, e muitas vezes sem almoço e condições dignas de trabalho, vai querer empregos esdrúxulos desses, se quiserem empregados de qualidade , paguem por essa qualidade. Duvido que esse cara (gustavo almeida ) pague mais que um salários para seus funcionários...
 
Danilo de Carvalho Pinheiro em 31/03/2014 10:20:08
sabe a coisa é preocupante, quando você contrata um funcionário o mesmo nao quer trabalhar aos sábados e domingos mesmo ganhando um bom salario, outra coisa para o dono da empresa ser (FELIZ) tem que deixar o funcionário mandar na empresa dele como por exemplo deixar chegar a hora que quer, fazer o quer quer , atender o cliente da forma que ele acha que ta afim de atender, e se você cobrar para ele que o mesmo tem quer dar um sorriso(MEU DEUS DO CEU, TEM QUE PAGAR EXTRA) boa noite a hora que chega o cliente ta ferrado, nao adianta voce ter refeitório na empresa, oferecer boa condições pode ganhar o que for nao ta satisfeito, e olha essa ( SE ELE FALTAR E TRAZER UMA FOLHA DE COMPARECIMENTO NO POSTO QUE NÃO É ATESTADO ==== AGRADEÇA ==== pois ainda lhe trouxe isso.
 
gustavo almeida em 30/03/2014 18:43:32
Sinceramente não creio nessa informação, meu filho há 4 meses corre atras de um emprego e ele precisa muitooo pois é acadêmico de direito e precisa trabalhar urgente vai nos orgãos de busca de emprego pega indicação e ninguem chama, qualificação ele tem e boa mas acho que é mais enrolação de certas agencias..na verdade...
 
GINA MAURICEIA BRITEZ em 30/03/2014 16:32:52
(tem aquela parcela da população que não quer trabalhar porque recebe algum tipo de benefício do governo.) Exatamente, e é a grande maioria das classes menos favorecidas que ao invés de estudar se qualificar e trabalhar em busca da realização de seus sonhos, pois "nada cai do céu", que encontrou no mau caratismo do governo federal um meio de viver no ócio, porém de barriga cheia, para isto basta votar neles consentindo a sua eterna permanência no poder para que continuem roubando-os, este mesmo povo que não ensina filho a trabalhar, estudar e buscar o sucesso é que está pagando o preço da sua cumplicidade com esta situação, pois o rico e o político tem tudo, mas a este pobre "de barriga cheia" falta tudo, além de viver sobre a mira do revolver do filho do vizinho adepto da mesma pratica.
 
Antonio Mazeica em 30/03/2014 10:34:22
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