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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

31/03/2015 10:36

Preço dos remédios fica até 7,7% mais caro a partir de hoje nas farmácias

Priscilla Peres e Caroline Maldonado
Consumidores terão que arcar com reajuste a partir de hoje. (Foto: Marcelo Calazans)Consumidores terão que arcar com reajuste a partir de hoje. (Foto: Marcelo Calazans)

Os medicamentos podem ficar até 7,7% mais caros a partir de hoje, isso porque a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento) fixou este valor de reajuste máximo para as fabricantes em 2015. Os consumidores devem sentir no bolso o aumento dos preços, nos próximos dias.

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A decisão publicada no Diário Oficial de hoje vai atingir 9 mil medicamentos, e os aumentos são autorizados em três patamares, conforme o perfil de concorrência. A gerente da farmácia Medicinalis, Marcia Lourenço, explica que há seis meses os medicamentos estão com preço fixo, mas agora será impossível não repassar o aumento.

"Conforme formos comprando com os distribuidores, vamos ter que reajustar o preço para os clientes. Isso deve diminuir ainda mais a procura pelos produtos, que já vem caindo nos últimos meses", conta Marcia, que sentiu o consumo diminuir e se preocupa com a saúde da população que pode ficar prejudicada.

Para a dona de casa, Fatima Aparecida Dias Barbosa, 45, o reajuste pegou de surpresa. "Acho um absurdo ainda mais como está a saúde da população. Os remédios já são caros e muitos não se encontra nos postos de saúde", diz. A mãe de Fatima, tem 76 anos e gasta cerca de R$ 200 por mês com remédios e ela acredita que vai aumentar.

O mesmo caso acontece com o porteiro Gilberto Pereira da Silva, 51, que vai na farmácia todo mês comprar remédios para sua mãe de 89 anos, que tem graves problemas de doença e gasta mais de R$ 200 por mês. "Eu acho um absurdo, ao invés de diminuir está aumentando o preço", disse ele, culpando o governo.

Para definir o valor de reajuste, CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento) levou em consideração a inflação acumulada em 12 meses, calculada pelo IPCA e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.




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