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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

28/06/2016 09:34

Produção industrial cresce 9,5% e aumenta otimismo dos empresários

Renata Volpe Haddad
Produção industrial em Mato Grosso do Sul cresceu 9,5% de um mês para outro.  (Foto: Fiems)Produção industrial em Mato Grosso do Sul cresceu 9,5% de um mês para outro. (Foto: Fiems)

A produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 9,5% em maio e marcou 46,8 pontos em comparação com abril, conforme a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias) junto às empresas estaduais. Com isso, o otimismo dos empresários também apresentou melhora.

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De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o índice de produção industrial indica que na passagem de um mês para o outro houve diminuição do número de estabelecimentos com queda na produção.

"O resultado em maio apontou que 36,4% das empresas apresentaram queda na quantidade produzida, contra 41,1% em abril, enquanto os estabelecimentos que apresentaram crescimento aumentaram de 10% para 19,5%".

O pessimismo dos empresários recuou e as expectativas melhoram expressivamente, principalmente, em relação à demanda e quantidade exportada. O ICEI/MS ( Índice de Confiança do Empresário Industrial) apresentou o melhor resultado em maio, dos últimos 23 meses, crescendo 5,7 pontos na comparação com abril e registrando 46,1 pontos e acumulando variação de 6,8 pontos nos dois últimos meses.

Capacidade - Porém, de acordo com o levantamento, o nível de ociosidade da indústria segue em alta, já que para 52% dos pesquisados, a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês.

“O índice ficou em 37,1 pontos em maio e segue muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos. Por fim, a ociosidade média em maio foi de 39%, contra 38% em abril”, explica o coordenador.

Expectativa - Em junho, para 69,8% dos empresários entrevistados, as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 64% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 46,8% dos respondentes, sendo que para 45,5% elas não se alteraram.

Resende destaca ainda que intenção de investimento permanece baixa. “O índice de intenção de investimento do empresário permanece baixo, mas aumentou 2,4 pontos na passagem de maio para junho. Com o aumento, o indicador alcançou 38,1 pontos e, adicionalmente, é importante ressaltar que a parcela dos empresários que pretendem investir nos próximos seis meses aumentou para 32,9%, contra 26,7% do último levantamento”.




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