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Campo Grande, Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

03/09/2016 12:25

Renda de produtores cresce 4 vezes com venda para órgãos públicos

Christiane Reis
Produtora agora fornece verduras para o Exército. (Foto: Divulgação)Produtora agora fornece verduras para o Exército. (Foto: Divulgação)
Verduras que são entregues no Batalhão do Exército em Dourados. (Foto: Divulgação)Verduras que são entregues no Batalhão do Exército em Dourados. (Foto: Divulgação)

Melhorar a estrutura da produção, aquisição de itens mais econômicos e a mudança na rotina das famílias. Estes são alguns dos impactos do decreto 8.473, na vida dos agricultores familiares, que chegam a ter perspectiva de quadruplicar a renda, integrando as chamadas compras públicas. O decreto determina que instituições federais comprem no mínimo 30% dos seus alimentos da agricultura familiar. A legislação entrou em vigor em janeiro deste ano.

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Aos 54 anos, a produtora Rosa Maria da Silva está feliz com a oportunidade de poder fornecer para prefeitura de Campo Grande e para o 28º Batalhão Logístico Coronel Francisco Augusto de Lima e Silva, do Exército em Dourados. Ela integra a Associação de Produtores da Agricultura Familiar, Agroindústria Broto Frutos, que envolve 22 agricultores do Assentamento Nova Aliança, em Terenos, Assentamento Melodia, em Ribas do Rio Pardo, e agricultores tradicionais que produzem nas imediações de Campo Grande.

Ela contou que para a Prefeitura de Campo Grande serão fornecidos pães enriquecidos com furtos do cerrados. O contrato prevê fornecimento de 300 mil unidades de 60 gramas, pelo período de um ano, uma média de 3 mil pães semanais, antes do contrato com o município a média da produção ficava em torno de 500 pães por semana.O fornecimento deve começar este mês.

Além disso, os integrantes da associação também produzem hortifrútis e já fornecem para o Batalhão de Dourados. Antes do contrato, a produção ficava em torno de 250 quilos de verduras a cada semana, agora, segundo Rosa Maria da Silva o volume saltou para 580 quilos. “Isso quer dizer que antes de participar das compras públicas, cada agricultor da associação recebia em média R$ 1 mil, isso quando a produção era considerada boa, agora com esses dois contratos a expectativa é de que a renda seja de R$ 4 mil. Isso vai nos permitir mais estabilidade das despesas, porque o comércio desses produtos é sazonal, tem época que vende bem, época que nem tanto e isso faz com que as contas acumulem. Também poderemos fazer mais investimentos”, disse.

Com comercialização e preço garantido a intenção é melhorar a estrutura para produzir mais. “Nosso objetivo é instalar estufas nos assentamentos para produzir bem na época de chuva e quando o sol estiver muito quente. Além disso, queremos adquirir um caminhão para o transporte para assim podermos sair do frete, que hoje é a nossa maior despesa”, disse. O frete para Dourados, segundo ela, cuta R$ 800. Dos assentamentos para Campo Grande os agricultores trazem as verduras com veículo próprio.

Além dos investimentos na associação, o incremento na renda também se reflete em melhorias dentro de casa. “Precisamos de um conforto melhor, adquirir eletrodomésticos e outras coisas, até mesmo para que os filhos percebam que compensa trabalhar na horta. Também podemos começar a sonhar em adquirir notebook e a ter uma tecnologia básica”, contou otimista, ela que mora com o marido e dois filhos, sendo um adolescente.

Orientações - Para esclarecer fornecedores e compradores, o Sebrae realizou que tratou dos requisitos e as burocracias da realização de compras governamentais. Os encontros ocorreram durante Rodadas de Negócios em Bonito, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Nova Andradina e Três Lagoas, atendendo assim as diversas regiões do estado.

Segundo a consultora de apoio aos pequenos negócios no Estado, Cláudia de Matos, a capacitação é uma forma de divulgar a nova regra e promover um encontro entre as instituições e os agricultores. “Como ainda é recente, as duas partes precisam se conhecer. As instituições não sabem quem são os produtores, nem os produtos que são oferecidos, e os agricultores não sabem para quem vender ou com quem falar dentro dessas instituições”.

Outro grupo de agricultores, integrantes da Associação Agrilam, localizada no município de Sidrolândia, foi o vencedor da chamada feita para o Colégio Militar da capital. Há um total de 48 produtores no grupo, dentre os quais 18 estão envolvidos com o fornecimento de alimentos para o Colégio.

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