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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

11/05/2014 10:38

Revendedoras de cosmésticos reclamam de movimento menor

Luciana Brazil
Cleide lamenta queda nas vendas. (Foto:Marcelo Victor)Cleide lamenta queda nas vendas. (Foto:Marcelo Victor)

O movimento foi intenso, mas não como em anos anteriores. A leitura é das consultoras de produtos de beleza vendidos por meio meio de catálogos, que tem no Dia das das Mães uma de suas datas mais importantes. 

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Algumas revendedoras até arriscam um palpite sobre o que poderia ter provocado este cenário. “Eu acho que a Copa tem alguma influência nessa queda. O povo ta guardando dinheiro para Copa. Eu vejo os lojistas fazendo promoção para trair os clientes e isso pode até ser geral”, disse a dona de casa e revendedora da Natura, Dalila Aparecida Fialho Viegas, 48 anos.

No ano passado, segundo Dalila, a comemoração rendeu a ela aproximadamente R$ 2 mil em lucro. “Hoje, a procura está muito pequena. As minhas revendedoras estão com dificuldade para trabalhar. Ano passado, eu vendi mais de R$ 2 mil. Nesse ano não vendi nada ainda, não teve procura nenhuma”.

O crescimento e desenvolvimento deste segmento é consenso. “Esse setor tem crescido muito. E a gente percebe pelo número de pessoas que estão vendendo. A cidade cresce e o mercado crescer mesmo. Só na minha rua, já são cinco revendedoras. Isso me faz procurar um diferencial, outros produtos, porque passo a ter concorrência”, explica Dalila. De acordo com ela, que revende Natura, Avon e Boticário, neste período a receita sofre acréscimo de mais de 30% por causa dos presentes para as mães.

Parece não haver dúvida que o segmento deslanchou, entretanto a venda minguante neste ano também é consensual. 

“Mas esse ano caiu muito a procura dos clientes. O número de pedidos antecipado está pequeno, a venda não está boa”, revelou a revendedora Cleide Rebouças Dourado Moraes, 55 anos. Ela não acredita que a Copa seja o problema, mas a aponta a economia, de forma geral, como a grande vilã. “Tudo gira em torno da economia. Se ela não está bem, os empreendimentos vão sofrer a influência”.

Revendedores confirmam o que já se tornou evidente: brasileiro costuma deixar para última hora. “As pessoas deixam sempre para última hora", frisou Cleide. Mas faltando dois dias para o Dia das Mães, a expectativa não é das melhores.  "Queríamos que as vendas fossem como no ano passado", lamentou. 

A revendedora da Mary Kay, Luzinete de Oliveira, é otimista e espera que o sucesso continue. O lucro, conforme ela, chega a ser 60% maior que ao longo do ano.

“Nesta época, traçamos uma estratégia de venda, montamos kits com produtos e vamos também às empresas para fazer demonstração. É um trabalho diferenciado e vale a pena”, explicou Luzinete.

Para ela, os cuidados com a beleza, o que tem sido mais constante entre homens e mulheres, contribui diretamente para o sucesso do segmento. “De uns tempos pra cá aumentou a procura de homens e mulheres. O crescimento é fantástico no Brasil inteiro. Há cinco anos, houve um crescimento estrondoso”.




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