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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

14/08/2016 11:24

Sonho da casa própria fica mais perto com vendas de imóveis estagnados

Anny Malagolini
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)

Com imóveis emperrados há meses, construtoras de Campo Grande tentam emplacar campanhas repetidas, com ofertas tentadoras para quem sonha com a compra da casa própria. Em alguns casos, as facilidades para fechar o negócio incluem até mesmo o pagamento da escritura do novo proprietário.

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Há mais imóveis à venda do que clientes à procura da casa própria. É nesse desequilíbrio entre oferta e demanda que o consumidor pode se dar bem. Mas na maioria dos casos, embora exista as chamadas facilidades, os preços continuam o mesmo.

Para a dona de casa Fátima Gonçalves, 52 anos, que vive de aluguel, os esforços das empresas em conceder descontos é uma maneira de realizar o sonho. “A gente quer sair do aluguel, é a velha história de morar onde é nosso, mas não está fácil como parece. Ainda vamos esperar”, avaliou.

O auxiliar administrativo Marcus Ribeiro, 36 anos, disse acreditar que este não é o melhor momento para quem queira financiar o imóvel, embora a propaganda seja tentadora. "É a oportunidade ideal para quem tem dinheiro em mão. A facilidade de negociação aceita, e é que a compra fica lucrativa. Para quem quer comprar financiando 80% do imóvel não vai encontrar boas opções", opinou.

Para Marcos Augusto Netto, presidente da Secovi (Sindicato da Habitação), esse é o momento para quem quer comprar, e não é apenas um marketing. “O mercado está bom para o comprador, isso porque as construtoras estão criando mecanismos para facilitar a venda, estão fazendo que nem carro. Oferecem bônus, pagam documentos, uma série de estratégias".

Segundo ele, o que tem travado o desempenho do setor é a insegurança do momento. O alto número de desemprego no país e a inflação em ascensão, costumam amedrontar os investidores. “Depois do boom imobiliário de 2010, tem muito imóvel a venda, e o estoque é mais alto do que o normal”.

A MRV engenharia, por exemplo, instalou um feirão no estacionamento de um supermercado da Capital, em um bairro populoso, na expectativa de atrair o público que vive de aluguel. A empresa tem pelo menos 1,2 mil imóveis a venda, e para acabar com o estoque vale quase quase tudo.

Em um dia foram 40 atendimentos, ainda nenhum negócio fechado, mas a sensação é de que o mercado está voltando a reaquecer, garantiu o gerente comercial Leonardo Zimermann. “Percebemos uma nova intenção de compra, a volta do crédito é um aliado. Agora é hora de facilitar a compra”, afirmou.

A marca também oferece uma entrada parcelada em 36 vezes, e a propaganda diz que os descontos chegam a R$ 13 mil. E para fechar o negócio, o gerente comercial confirmou que a construtora paga até a documentação do imóvel. 




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