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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

04/12/2014 14:43

Taxa de juros mais alto inibe investimentos e exige cautelas de consumidores

Priscilla Peres

O Banco Central reajustou em 0,5 ponto percentual os juros básicos da economia ontem, pela segunda vez consecutiva. Com a taxa Selic em 11,75%, consumidores precisam ter cautela na hora de contrair empréstimos e a indústria teme por investimentos menores. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de aumentar a taxa é uma forma de frear a inflação.

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De acordo com o presidente da Fiems (Federação da Indústria de MS), Sérgio Longen, o setor industrial não concorda que a taxa básica de juros seja elevada mês a mês. “Essa medida inibe o investimento e a expansão industrial, que vem demostrando sinais claros de desaquecimento. Esperamos que outras medidas de ajuste de médio e longo prazo sejam anunciadas”, pontuou.

Para os consumidores, o economista Paulo Ponzini alerta que o momento é de cautela. "Não existe impacto imediato, mas temos que ter uma preocupação por que a economia está estagnada. Dificilmente se faz investimento sem crédito, e com a taxa Selic no patamar em que está esse crédito vai ser mais caro", afirma.

Análise da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems aponta que a prioridade do Governo neste momento está no corte de gastos e elevação dos juros para só depois se concentrar no crescimento. “É um movimento que visa promover um choque de credibilidade depois do fracasso da chamada nova matriz econômica”, destacou a nota.

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumulado em 12 meses estava em 6,59% em outubro. Por outro lado, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que ainda está sob efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato.




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