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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

21/03/2014 11:10

Usinas pressionam governo por aumento da gasolina e ICMS de 12%

Aline dos Santos
Realizado em Campo Grande, Canacentro foi encerrado com carta aos presidenciáveis. (Foto: Divulgação)Realizado em Campo Grande, Canacentro foi encerrado com carta aos presidenciáveis. (Foto: Divulgação)

Num cenário de paralisia dos investimentos e pouca rentabilidade, o setor sucroenergético cobra que o governo federal aumente o preço da gasolina e padronize o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do etanol em 12% nos Estados. Já o imposto da gasolina deve ser mantido em 25%.

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As medidas para alavancar o setor e estimular o consumo estão na “Carta de Campo Grande”, documento que será enviado aos pré-candidatos à presidência da República. O texto foi lido nesta sexta-feira, no encerramento do 2º Canacentro (Congresso do Setor Sucroenergético do Brasil Central), realizado na Capital . 

“O governo vende a gasolina mais barato do que compra. Está sangrando o caixa da Petrobras e impede o setor do etanol ser competitivo”, afirma o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho.

Quinto lugar no ranking nacional de produção, Mato Grosso do Sul ainda está em fase de crescimento da produção, apesar de não receber novos projetos. “Isso é porque as usinas são novas e ainda não completaram o canavial”, explica o presidente da Biosul.

No papel, também ficou o plano de levar o Estado ao status de segundo maior produtor. “Ser o segundo não é coisa que nos preocupa não, mas crescer de forma sustentável”, afirma Roberto Hollanda.

A produção é liderada por São Paulo. Segundo o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, Goiás e Minas Gerais vêm em segundo. Com Paraná e Mato Grosso do Sul em terceiro. “Mas o Paraná, praticamente não tem aumentado a safra”, afirma.

No Estado, a última safra foi de 41,5 milhões de toneladas de cana-de-acúcar. No Paraná, 42 milhões. O setor conheceu a prosperidade a partir de 2003. “Veio o carro flex, o governo de São Paulo fez diferenciação do ICMS, o mercado mundial se abriu para o etanol”, relata André Rocha.

São Paulo adotou alíquota de 12% para o etanol. Em Mato Grosso do Sul, o ICMS é de 17%. Já a estagnação começou a se desenhar em 2008. Com a crise mundial, as dificuldades de créditos colocaram várias empresas em dificuldade financeira. “Entre 2008 e 2010, 25% do setor mudou de mão”, diz o presidente do fórum.

Com a crise no setor energético, que exige a ativação de termelétricas, portanto energia mais cara, André Rocha critica a falta de estímulo para utilização da biomassa. “Queríamos R$ 180 por megawatt. Hoje, estão pagando R$ 822”, afirma.




Conheço um pouco a história da produção do etanol em MS, vim para ca em 1976, antes da divisão do Estado com o Sr. Paulo Antonio Meneghel, que foi o pioneiro no setor, viemos montar a Destilaria Rio Brilhante no Km 191 da BR 267, em seguida o Roberto Silva montou a Quebra Coco em Sidrolandia e a MR em Maracju, o Pedro Stradiotti montou uma no entroncamento, os Tavares de Mello montaram a Passatempo em Rio Brilhante, o Moura Andrade montou a de Nova Andradina, e um grupo italiano montou a de Sonora, ainda teve o Arthur Hoffman que montou a de Brasilandia, assim começou a historia da fabricação do etanol no MS, atualmente todas estas destilarias trocaram de donos e inclusive algumas fecharam ou estão paradas por ingerencia de seus atuais proprietarios.
 
juvenil marques do vale em 21/03/2014 16:50:55
Absurdo a Petrobras vender gasolina abaixo de preço de custo e ainda aplicar dinheiro em refinarias obsoletas, o etanol é um combustive limpo, e o Brasil não depende de sua importação, portanto o governo com esta politica acaba sufocando o setor e ao mesmo tempo sangra os cofres da Petrobras.
 
juvenil marques do vale em 21/03/2014 16:24:26
Acho que tudo tem que ter um equilibrio, não é assim, sobe a gasolina e baixa o icms, acho que para o consumidor tem que ser um ou o outro, se vai subir a gasolina, deixa o icms como está, se vai baixar o icms então não meche na gasolina, os usineiros são engraçados, eles querem tudo, se queixam de tudo, mas todo usineiro é rico, muito rico, claro, sei que com o tempo, se não houver uma melhora eles acabam quebrando, mas na hora de defender os trabalhadores, os empresarios não o fazem, claro, não querem pagar salários maiores, mas isso é na riqueza e na riqueza, não importa o quão rico eles fiquem, se não for por lei eles não aumentam o salário dos trabalhadores braçais, a verdade é uma só eles querem ganhar cada vez mais e dane-se o mundo.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/03/2014 12:34:34
O que adianta o Estado querer ser o primeiro em produção de etanol, se pagamos um dos preços mais caros da região centro sul...Lutam por diminuir a alíquota do ICMS e aumentar o preço dos combustíveis...Brasillll...um país de todos!!
Todos os "senhores do poder" contra a classe trabalhadora que é a que mais sofre com todas as "lambanças" governamentais.
 
Edgar Lima em 21/03/2014 12:09:05
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