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08/12/2014 12:30

Vale analisa fechar unidade com 1,2 mil empregados em Corumbá

Priscilla Peres
Mineração de Corumbá exportou US$ 488 milhões esse ano. (Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)Mineração de Corumbá exportou US$ 488 milhões esse ano. (Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)

Terceira empresa com maior participação na balança comercial de Mato Grosso do Sul, a unidade de Corumbá da Vale passa por momentos complicados devido ao preço da matéria-prima do aço. Executivos da gigante do minério disseram que os lucros estão menores e já não descartam o fechamento da mina de ferro.

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Executivos da Vale participaram uma reunião de negócios em Londres no dia 5 de dezembro. Na ocasião, o executivo Peter Poppinga, afirmou a reportagem da agência Reuters que "sempre há uma dúvida sobre Corumbá, que é o nosso pequeno sistema, no oeste do país".

Entre janeiro e novembro de 2014, a mineração de Corumbá exportou US$ 488 milhões, o que equivale a 9,97% de toda a balança comercial do Estado. O montante também é 17,90% maior que no mesmo período do ano passado, quando as exportações somaram US$ 414 milhões. Atualmente, 1.200 funcionários trabalham na unidade. 

De acordo com Peter, a lucratividade têm caído, mas é preciso tempo para decisões sobre o mercado. “Se você considerar o manganês como parte do sistema, porque, como vocês sabem, nós mineramos minério de ferro e de manganês no mesmo sistema, então, na verdade, ainda é um negócio positivo. Então não é fácil parar o sistema de uma vez. Então, preferimos esperar mais para ver para onde os preços vão. Porque não vamos fazer um julgamento com base em dois ou três meses de preços enfraquecidos", disse.

Já o presidente da Vale, Murilo Ferreira, explica que o motivo de o lucro de Corumbá ser menor. “Há uma parte da produção de Corumbá que não está atrelada ao [índice chinês de preço] IODEX. O que significa que a lucratividade é maior. A Argentina não está no mesmo contexto. Como o Peter disse, temos que tratar dessa questão com uma perspectiva de, pelo menos, médio prazo”.

Em Nova York, na semana passada, o diretor executivo de Finanças e Relacionamento com Investidores, Luciano Siani, disse que “a situação em Corumbá é uma pouco diferente. Estamos dando prioridade a suprir o mercado argentino, em que o sistema de Corumbá é competitivo, e vendendo o minério do tipo granulado, que recebe prêmio [valor acima da média de mercado].”

Investimentos - No fim do ano passado, a Vale aguardava autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para dar início ao projeto de expansão da produção da mina de minério de ferro pertencente à antiga MCR. O intuito era de ampliar para 10,5 milhões de toneladas por ano a produção de minério de ferro. Na época eram produzidos a4 milhões de toneladas anuais.

A Vale mantém hoje cerca de 1.200 empregados próprios em Corumbá, sendo que 95% deles são da região. De janeiro a setembro deste ano produziu mais de 5 milhões de toneladas de minérios de ferro e manganês no complexo de Corumbá.

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