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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

01/10/2015 10:11

Vendas caem 60% e trabalhadores de Pedro Juan procuram outro emprego

Como a maioria ganha comissão, vendedores de lojas e de grandes shoppings de importados estão abandonando o comércio; algumas empresas já começam a demitir funcionários

Helio de Freitas, de Dourados
Rua Mariscal Lopez, a principal do centro comercial de Pedro Juan Caballero; movimento grande, mas lojas vazias nesta quinta (Foto: Leo Veras)Rua Mariscal Lopez, a principal do centro comercial de Pedro Juan Caballero; movimento grande, mas lojas vazias nesta quinta (Foto: Leo Veras)
Comércio de rua também sente queda nas vendas e movimento despencou com dólar alto (Foto: Leo Veras)Comércio de rua também sente queda nas vendas e movimento despencou com dólar alto (Foto: Leo Veras)

A disparada do dólar afeta em cheio o comércio de Pedro Juan Caballero, um dos principais paraísos para compras de importados na fronteira do Brasil com o Paraguai. Dividida de Ponta Porã apenas por uma rua e localizada a 320 km de Campo Grande, a cidade paraguaia sente os efeitos da crise e o comércio local começa a perder funcionários.

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Alguns trabalhadores estão sendo demitidos por causa da queda nas vendas, mas a maioria deixou o emprego nas lojas para procurar outro setor e tentar ganhar um salário maior, já que, assim como no Brasil, os vendedores ganham comissão.

Gerentes de lojas de Pedro Juan Caballero ouvidos pelo Campo Grande News nesta semana afirmam que a queda nas vendas chega a 60% nos últimas semanas.

Nesta quinta-feira o dólar está cotado a R$ 4,10 na cidade paraguaia. Dólar muito alto significa real desvalorizado e menos brasileiro comprando no comércio paraguaio. As ruas do comércio de Pedro Juan continuam movimentadas, com muitos carros circulando de um lado ao outro da fronteira, como ocorre nesta manhã. Mas as lojas estão vazias.

Procurando outra área – Anderson Carpes, da diretoria da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, confirma a “migração” dos empregados do comércio para outros setores da economia. “Como todos ganham comissão e as vendas caíram, muitos estão mudando para outras áreas. Além do boom das faculdades de medicina com mais de 6.000 alunos brasileiros, 22 indústrias abriram só aqui em Pedro Juan nos últimos meses”.

Segundo Anderson Carpes, diante dessa situação e como as vendas estão baixas, as lojas não repõem os funcionários que pedem demissão ou são demitidos por algum outro motivo. “Assim como no comércio de Campo Grande e nas outras cidades do Brasil, a crise é séria e todos estão se readequando à nova realidade. Todos estão reduzindo os custos para conseguir repassar esse corte de custos aos consumidores”.

Shopping China – Maior loja de importados da América Latina, o Shopping China ainda não começou a demitir funcionários, mas a medida será inevitável se a crise continuar, segundo a gerente geral de vendas, Mercedes Bogado Winckler.

Ela afirmou que as vendas caíram pelo menos 60% depois que a cotação do dólar disparou no Brasil, mas garante que os trabalhadores que deixaram a empresa pediram demissão de forma voluntária, na esperança de ganhar um salário melhor em outro setor. O Shopping China tem cerca de 800 funcionários.

“Por enquanto o Shopping China não tomou medida de demitir funcionários, alguns saíram de forma voluntária, outros estão de férias. Mas se continua assim [a crise por causa do dólar] não haverá outra saída”, afirmou Mercedes.

A gerente confirma que alguns funcionários saíram da empresa por causa da redução nos ganhos em função da queda na comissão das vendas, mas acha difícil conseguirem salário maior: “Consideramos difícil ter uma melhoria de salário agora, porque tudo está muito parado. Não há um lugar onde não tenha problema neste momento”.

Movimento no Shopping China antes da crise provocada pelo dólar; vendas caíram 60% (Foto: Divulgação)Movimento no Shopping China antes da crise provocada pelo dólar; vendas caíram 60% (Foto: Divulgação)



É a hora de valorizar os produtos brasileiros na fronteira, pois os comerciantes brasileiros pragam 40% de impostos em tudo que vendem, e os paraguaios não pagam imposto nenhum, além de venderem mercadorias com procedência duvidosa e sem garantia nenhuma.
 
wild em 01/10/2015 12:54:16
Antes, com o dólar baixo, dava pra encarar ir até Pedro Juan, fazer umas comprinhas e encarar o PÉSSIMO ATENDIMENTO DOS LOJISTAS PARAGUAIOS (um descaso tão grande com o comprador brasileiro que faz até pensar que talvez eles não dependam de nós em seus comércios).....hoje, com o dólar nas alturas ( OBRIGADO DILMA, PT!!).....realmente não compensa aguentar "pouco caso" de paraguaio (se o atendimento fosse bom, até relevaríamos e a ida a Pedro Juan somente a passeio).
 
DS em 01/10/2015 11:55:07
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