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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

17/02/2011 17:44

Artistas reivindicam seus direitos com manifesto irreverente em frente ao Paço

Paula Vitorino

Manifesto “A um PAÇO da Abertura” acontece toda a sexta-feira, com apresentações culturais

Classe artística da Capital está realizando manifesto em frente ao antigo teatro do Paço todas as sextas-feiras. (Foto:Mercado Cênico)Classe artística da Capital está realizando manifesto em frente ao antigo teatro do Paço todas as sextas-feiras. (Foto:Mercado Cênico)

O Colegiado Setorial de Teatro e toda a classe artística de Campo Grande fazem o manifesto “A um PAÇO da Abertura”. Definido pelos próprios integrantes como um “ato poético”, a manifestação tem como principal objetivo reivindicar os direitos do setor cultural da Capital.

Entre os pedidos estão o aumento do orçamento municipal para a cultura, a reforma e abertura do Centro Cultural José Octavio Guizzo, em reforma, e o pagamento imediato dos recursos dos editais de 2010 do FOMTEATRO (Programa Municipal de Fomento ao Teatro) e FMIC (Fundo Municipal de Investimento Cultural).

“Estamos, apenas, exigindo um direito que é nosso”, diz um dos integrantes do movimento, Vitor Hugo Samudi, sobre a principal reivindicação da classe: o cumprimento da Lei do Plano Municipal da Cultura.

Sancionada em 2009, a lei determina o aumento do orçamento municipal para a cultura, que passaria a ser de 1%. Com a nova porcentagem, o repasse passaria a ser mais que o dobro do que atualmente é destinado para a cultura, segundo informou Vitor Hugo.

“Essa porcentagem nunca foi repassada para nós. O orçamento da cultura passaria de cerca de 8 milhões – 0,4% - para em torno de 20 milhões. Isto está previsto em lei, é nosso direito. O próprio prefeito sancionou e não está cumprindo”, ressalta.

Ele destaca que com o cumprimento da Lei, todas as atividades culturais desenvolvidas na Capital irão aumentar. “É um dinheiro que vem para alavancar a produção artística, aumentar as oficinas de bairro e outras atividades”, frisa.

Com mais recursos e mais eventos culturais na cidade, conseqüentemente outra reivindicação do movimento seria atendida. Os integrantes do “A um PAÇO da Abertura” querem chamar a atenção da população da Capital para os grupos e movimentos artísticos locais.

“Muitas pessoas não sabem que existem grupos de teatro aqui, justamente porque não tem investimento. A pessoa mal consegue produzir o trabalho dela, como vai ter verba para pagar mídia?”, questiona.

Cultura – Para Vitor, Campo Grande é uma cidade que ainda não descobriu seu maior potencial turístico: a cultura.

“É como em São Paulo aqui. Os políticos precisam prestar atenção que nossa cidade não tem potencial turístico como Bonito para ser explorado. Na capital paulista os governantes perceberam isso e investiram. Hoje quando se pensa em um lugar para assistir grandes peças, shows é São Paulo. É uma questão de vocação, mas precisa de investimentos pra isso acontecer aqui também”, explica.

Teatro – O título do manifesto “A um PAÇO da Abertura” é uma referência a segunda prioridade do movimento cultural, a reabertura do teatro Paço Municipal José Octavio Guizzo. O local está fechado há cerca de 20 anos por falta de reformas.

“É inadmissível uma Capital não ter um teatro municipal. A reabertura do Paço foi prometida pelo prefeito no início de 2009 e até hoje nada foi feito. O local já foi usado até como deposito”, ressalta Vítor.

O Paço é um teatro pequeno, que já foi palco de grandes apresentações culturais da Capital.

"É um prédio super central, acessível. E em relação ao público é um espaço interessante porque cabe poucas pessoas, cerca de 180, e comporta todo tipo de apresentação”, explica.

Na madrugada de quarta-feira (16), o prefeito Nelson Trad Filho viajou para Brasília, onde participou do lançamento do PAC da Mobilidade Urbana e também buscou recursos para a reforma e revitalização do Teatro do Paço José Octávio Guizzo.

O projeto de reforma do local já aprovado pelo Ministério da Cultura e deve ser no valor de R$ 300 mil. O prefeito deve retornar amanhã a Campo Grande com as definições do governo federal sobre a liberação do recurso.

Para os integrantes do manifesto, a ida do prefeito a Brasília já representa os primeiros resultados do movimento. Mas os integrantes esperam a resposta da administração municipal sobre o pedido de uma audiência com o prefeito.

No ultimo dia 4, o grupo de artistas protocolou um oficio no gabinete solicitando o pagamento imediato dos recursos dos editais de 2010 do FOMTEATRO (Programa Municipal de Fomento ao Teatro) e FMIC (Fundo Municipal de Investimento Cultural) e uma audiência em caráter de urgência com o prefeito

Nenhuma resposta aos integrantes foi dada até o momento aos artistas e a Fundação de cultura informou que enviaria nota oficial sobre o assunto.

Manifesto - Até o dia 27 de março – Dia Nacional do teatro – os artistas continuarão com o manifesto “A um PAÇO da Abertura” em frente ao desativado Paço Municipal. O movimento é realizado toda sexta-feira, desde o último dia 11, às 10h30.

Os artistas começam com um cortejo musical em volta da prefeitura e depois seguem com uma apresentação cultural em frente ao teatro. Amanhã (18), será a vez do mágico

Rick Thibau se apresentar.

“Cada sexta será um artista. Mas todos nós da classe cultural estaremos lá no manifesto”, explica.

O movimento é aberto a todas as pessoas que simpatizam pelo movimento cultural de Campo Grande e os espetáculos são gratuitos.

Link do primeiro manifesto “A um PAÇO da Abertura” no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=MSgZeVQTZIE

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Muitas coisas são prioridade como alguns falaram, e está certo, sem saúde ninguém vai ver uma peça, e sem educação a pessoa sequer entende o que está sendo discutido. Porém uma pessoa que diz que arte e evolução cultural não são importantes é um analfabeto de alma, pois quando jovens estão envolvidos com arte, dificilmente vão para a criminalidade, e quando a cultura de um lugar é baseada com manifestações puras da sensibilidade artística, a sociedade evolui e é isso que buscamos: evolução! Educação pode ser passada através do cinema, teatro, literatura, pintura, etc. ou vai me dizer que não tem nada a ver? Por isso os artistas que lutarem por seu espaço, assim como qualquer outro profissional luta. E acredito que isso não precisa ser feito com violência, nem greves severas que atrapalhem outros sistemas. E como já diz a música: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.
 
Daniele Silva dos Santos em 10/03/2011 12:22:38

Diz o artigo que artistas reivindicam seus direitos. Mas diga-se de passagem, são direitos de toda a sociedade, certo? Pois eu, como consumidora de bens culturais, sinto-me lesada também.

E perguntemos: por que em alguns casos a lei é cumprida e em outros não?

Mas fazer barulho é um passo. E no próximo "paço" haverá mais e mais pessoas. Até corações e mentes se abram para a ARTE.
 
Marília Chinchilla em 21/02/2011 07:40:15
O Yago Garcia, (ATRAVÉS DA ARTE VOCÊS PODEM MUDAR A SOCIEDADE?) fala sério meu! e você ainda vem sitar "CHE GUEVARA" como exemplo, um bandido sanguinário, que só tinha um sonho, que era o mesmo do seu hermano, achar um país com o povo fragilizado para eles tomarem e lá montar seu reino, com o FIDÉL deu certo, e se não fosse o governo Boliviano junto com Americanos ele também teria conseguido transformar a BOLIVIA em uma outra CUBA, acorda cara! e sobre essa fabula de 8,000,000.00 hoje, e que passaria de 20,000,000,00 para a cultura, eu acho um absurdo, pois seria muito melhor aproveitado este dinheiro, se fosse investido em EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA, MORADIA, NA QUALIFICAÇÃO DE JÓVENS para enfrentaren o futuro com dignidade e outras deficiências mais da nossa sociedade, pois, "PÃO E CIRCO O POVO JÀ TEM de sobra neste país.
 
Antonio Mazeica em 19/02/2011 12:33:10
Como disse Che guevara"Lutam melhor os que têem belos sonhos"
E eu como fazedor de teatro acredito que todos que estamos nessa luta,não estamos somente atrás de 1%,mas estamos lutando por uma sociedade justa,sabendo que através da arte podemos transformar toda a sociedade!
 
yago garcia em 19/02/2011 11:44:04
Que alegria em ver esse ato poético... nossa capital e nosso Estado precisam aprender a valorizar a sua riqueza cultural e inclusive buscar o fomento à produção artística...
Parabéns aos nossos artistas-heróis pela iniciativa.
Não só de dinheiro, boi e cana vive a humanidade!!!
 
Vera Penzo em 18/02/2011 12:43:33
Posso ser criticado por isso, mas essas manifestações passivas não resultem em nada, apenas faz um barulho que logo passa e tudo fica como esta. Atitudes só são tomadas quando algo é realmente afetado, algo essencial tiver sido bloqueado, e coisas assim. Isso ai não adianta. Algo que com certeza funcionaria era uma grande parte da população fechar a prefeitura. Porque Campo Grande esses ultimos meses vem tendo protestos de todos os lados, parece que o comando dessa cidade esta completamente perdido, é a saude, é a cultura, é o futebol largado, é a economia que sofre reajuste incriveis, e tantas mais.. Poxa, ta na hora de se unir e parar essa cidade por um dia, e pedir explicações, uma cidade que não tem Rio, só tem corregos sofrer com enchentes gigantes.. o que esta acontecendo??? Esse IPTU é reajustado a troco de que?? onde foi que ouve tanto aumento que justificasse o aumento da tarifa de onibus?? O que que o Campograndense tem para fazer nessa cidade de bom? ir ao unico shopping dar voltas e voltas para parar o carro.. ir tomar terere no pq. das nações.. ir ver o campeonato estadual no morenão absolutamente esquecido pelos poderes publicos e privados burros, que não enchegão o que significa investir no futebol.. Aff, acho que quem arruma as malinhas e vaza daqui é q esta certo, amo minha cidade, mas ñão posso fazer nada por ela alem de reclamar inutilmente em foruns e em rodas de terere...
 
João Luís Flores em 18/02/2011 12:38:35
Pela arte em toda parte!
Estamos juntos nesta jornada de arte e cidadania.

Cristiano Pena
Teatro Terceira Margem - MG
 
Cristiano Pena em 18/02/2011 10:34:10
A cultura é uma necessidade de todo ser humano, por isso um direito, logo, um dever do Estado. E a arte é um dos elementos centrais da cultura.
Senhor prefeito não negue esse direito aos cidadãos!
 
Adailton Alves em 18/02/2011 09:57:15
Vem cá: esse centro cultural tá uma loucura! A reforma é somente uma maquiagem! Olhem os fundos dele: mau cuidado, calçadas estouradas e falta de paisagismo! E pior são os funcionários, coitados: massacrados pelo presidente da fcms, não tem apoio para nada! Nem apoio para reivindicar melhores salários eles tem! Mas quem reinvindica da prefeitura fala mal do estado só que não cita! Que medo é esse de fala em público aquele que vocês repudiam?!
 
marcia lemos andrade em 18/02/2011 09:01:27
O problema é que a democracia coloca um monte de "seu creisu" no poder.
Algumas coisas melhoram, mas a cultura fica prá depois.
 
Áttila Gomes em 18/02/2011 09:01:16
Acho que os protestos tem que aumentar, folga dos politicos esta muito grande... o exemplo estamos vendo nos paises arabes.Aqui no brasil as pessoas são muito pacientes....temos muitas deficiencias a reclamar: asfalto ruim, falta de rede de esgostos, saude e agora estamos vendo que a policia não tem veiculos para trabalhar.... vale ou não um protesto?
 
agricio araujo em 18/02/2011 08:14:09
exemplo de cidadania e amor à arte. vida longa aos artistas e produtores culurais de ms.
 
Paulo Carvalho em 18/02/2011 08:08:28
O teatro é o suporte da identidade de uma Nação. Um espaço de possibilidades, de liberdade de expressão, onde o homem discute o futuro da sociedade. Um prefeito que não apoia a abertura de um teatro não tem futuro. Vai voltar para casa. Vai ser esquecido muito rapidamente.

Campo Grande merece ter ações de fomento ao teatro, a dança, ao circo, as artes em geral.

Vamos a luta!

Richard Riguetti
Grupo Off-Sina
Circo Teatro de Rua
Rio de Janeiro
 
Richard Riguetti em 18/02/2011 05:38:49
"O pior anafalbeto é o analfabeto político" , essa frase esclarecedora do poeta e dramatugo alemão Bertold Brecht expressa o sentido do movimento ao ir as ruas, reivindicar seus direitos e expor para a classe política e a sociedade local, a importância e o significado da cultura para o desenvolvimento da cidade.

Andréa Freire - produtora cultural, atriz e diretora de teatro
 
Andréa Freire em 18/02/2011 02:32:14
Sou funcionário da Fundação de Cultura Estadual e o negócio aqui é osso, vivemos miseravelmente com um salário baixo e falta de estrutura e incentivo. Estou desanimado, como vamos atender a população desta forma. Nos ajudem por favor!
 
joão júnior em 18/02/2011 02:12:23
Nos que fazemos teatro em Campo Grande ficamos felizes em ver que a população da capital esta atenta e nos apoiando nesta luta, venha dia 25 de fevereiro unir-se a nós no nosso "ato poético" as 16:30 em frente ao paço municipal para prestigiar as apresentações e contribuir nesta causa que é de todos.

Mauro Guimarães
Circo do Mato-Grupo de Artes Cênicas
 
Mauro Guimarães em 18/02/2011 01:58:11
Salve, galera da cultura de Campo Grande e de MS, força, não desistam dessa luta, digo isso pq muitos amigos meus estiveram hj nessa mobilização.
 
Raphal Lanziani Bernardo em 18/02/2011 01:08:35
Saudações a quem tem coragem, é preciso manifestar-se mesmo camaradas, uma vergonha não repassarem a verba que por lei deve ir para cultura. Para onde foi esse dinheiro ?? auditoria nas contas da prefeitura já !!! fora nelson trad filho.

Um viva a classe artistica de campo grande e do mato grosso do sul que fazem o teatro acontecer, por muitas vezes sem a ajuda daqueles que tem a obrigação de fomentar essas atividades
 
wilson faria lima em 17/02/2011 06:57:23
As autoridades municipais é igual carro velho, só pega no tranco. Infelizmente temos que aturá-los mais dois anos pela frente. Por favor, indica-me um vereador de Campo Grande que tenha apresentado um projeto relavante que venha com os anseios do povo? Campo Grande não tem cultura porque nossos políticos não sabem o que é isso. Só visam os interesses deles e de sus cupinchas. Só fazem honrarias e congratulações para dono de Mercearia.
 
osmiro capistrano da costa em 17/02/2011 06:33:10
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