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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

07/07/2011 18:07

Circuito Revelando os Brasis mostra filmes de MS sobre lenda e carvoaria

Vanda Escalante

Há oito anos o Projeto Revelando os Brasis tem conseguido promover a inclusão e a formação audiovisual por meio do estímulo à produção de vídeos digitais executados por moradores de municípios com até 20 mil habitantes, previamente inscritos e que tiveram seus trabalhos selecionados. Na atual etapa, as produções de representantes de todo o Brasil estão prontas e participam de uma mostra nacional itinerante que chegará a várias regiões brasileiras.

Em Mato Grosso do Sul serão exibidos, entre outros, os dois filmes representantes do Estado: “Enterro”, de Hilda Maria dos Santos e “Saga de um carvoeiro”, de Lúcia Regina Alves Pereira. A primeira exibição será no próximo sábado (09), às 19h30, em Terenos, no Assentamento Nova Querência, no espaço da Escola Isabel Rodrigues. A segunda, no domingo (10), em Ribas do Rio Pardo, às 19h, na Praça de Eventos Ciro Abes, na Avenida Nelson Lírio. Em Campo Grande, será na terça-feira (12), às 19h, na Praça do Rádio Clube, sempre com entrada franca.

“Enterro”, com roteiro, produção e direção da ex-professora e ex-esteticista Hilda Maria dos Santos, resgata uma lenda da época da Guerra da Paraguai, em que as pessoas enterram suas economias e, ao morrerem, escolhem alguém para quem enviam sinais de onde está o tesouro. “O roteiro é baseado na minha história de vida, uma mulher casada com um condutor de carreta de boi, que se ausentava de casa para trabalhar, deixando a família sozinha por muito tempo”, explica Hilda, moradora de Terenos.

A partir daí, e baseada num poema que ela escreveu para o marido ausente, revive o momento da visão de três tochas de fogo, que simbolizariam o tal “enterro”. As filmagens duraram dois meses e no elenco Hilda contou com familiares. “À exceção de um amigo, os demais são todos parentes – cunhada, cunhado, neto. Todos nós estreantes”.

Para Hilda, a experiência foi enriquecedora: “Sempre fiz muitos projetos na vida, tive muitos sonhos, mas nunca esperei participar de algo assim. Foi um desafio e tanto, mas que chegou para levantar minha autoestima e fazer com que minhas ideias fossem mais valorizadas”.

Carvoaria - A outra sessão contará com o representante de Ribas do Rio Pardo: “Saga de um carvoeiro”, de Lúcia Regina Alves Pereira, moradora da cidade e educadora social da ONG Essência da Mulher. Baseada em fatos reais ocorridos em diversas carvoarias clandestinas da região, ela dividiu o filme em duas partes.

“A primeira é um documentário que mostra a realidade no cotidiano destas carvoarias. A segunda, uma ficção que conta a história de Gregório, migrante mineiro que vem para a cidade em busca da realização profissional, mas acaba sofrendo nestas carvoarias. Ao conhecer a ONG Essência da Mulher, aprende uma nova profissão e se torna um escultor de renome internacional, mostrando, por meio de sua arte, o cotidiano dos carvoeiros”, conta Lúcia.

Foram 3 meses de filmagens, com elenco local de 20 pessoas, todos amadores. Segundo a diretora, a expectativa da exibição de seu trabalho é grande. “Estou apaixonada, eu acho que ficou lindo, mas vamos ver a opinião das pessoas. Foi uma experiência maravilhosa, que me deu uma nova perspectiva de trabalho dentro daquilo que eu faço na ONG. Hoje, documentamos todos os nossos projetos, mudamos nossa forma de agir. E, claro, pretendo inscrever o filme em vários festivais”. A realização é do Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras e parceria estratégica da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura.

(Com informações da assessoria)

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Que maravilha!!! Em nosso estado se destacam muitos profissionais da cultura é só terem incentivos que o pessoal mostra seus talentos e seus potenciais. Fico feliz que um filme destacando a luta de um trabalhador carvoeiro será mostrado nas telas dos cinemas. O trabalhador carvoeiro que a muito tempo é explorado pelos patrões das carvoarias ,sempre deixaram sua juventude e sua saude nos fornos quentes. Estes mesmos carvoeiros discriminados e que fazem funcionar os fornos das siderurgicas do estado e do Brasil.Não vou me iludir sei que os carvoeiros não viraram artistas do dia pra noite,mas uma coisa eu sei eles são protagonistas de uma triste realidade,sempre atuando nas carvoarias de Mato Grosso do sul,mostrando seu talento como homens que produzem a riqueza do estado e muitas vezes não são reconhecidos por isso.Na cadeia produtiva do ferro guza existe o carvoeiro que com seu trabalho e esforço produzem para as grandes montadoras do mundo o ferro Guza que é usado na cadeia produtiva automobilistica e nas grandes empresas multinacionais. Espero que este filme chegue até além de nossas fronteiras para que o mundo la fora saiba que os carrões que eles usam é feito de gente humilde aqui do Brasil ,brasileiros que não sabem ler e nem escrever mas que pruduzem a riqueza do Brasil.
 
marcos vinicio marin em 07/07/2011 07:32:27
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