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03/10/2013 13:27

História da música em MS corre o risco de perder arquivo de cinco mil vinis

Paula Maciulevicius
A coleção traz músicas brasileiras e internacionais, de Roberto Carlos a Bruce Springsteen. (Fotos: Marcos Ermínio)A coleção traz músicas brasileiras e internacionais, de Roberto Carlos a Bruce Springsteen. (Fotos: Marcos Ermínio)

Vinis que contam a história da música brasileira, regional e internacional. A poeira e o mofo do lugar ainda assim não tiram a surpresa dos olhos quando a gente se depara com um disco da dupla Jandira e Benitez, por exemplo. Só mais um dos achados que estão jogados pelo acervo do Centro Municipal de Música, no bairro Monte Líbano, em Campo Grande.

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Até para localizar as obras é difícil. A direção do Centro contabiliza em torno de cinco mil vinis. A sala não conta com iluminação e nem ventilação. Entre um espirro e outro, se acha a coleção de Roberto Carlos, Aurélio Miranda, Délio e Delinha, Chico Buarque, Vinícius de Moraes até discos de Marilyn Monroe. De bolero às cantigas de roda, tudo está sujeito a perder valor.

Vindo da Arca (Arquivo Histórico de Campo Grande), em 2005, pouquíssimo do acervo foi catalogado e guardado com plástico entre caixas de capa dura. De resto, sobram nas estantes caindo aos pedaços, parte da história de épocas passadas sujeito às agruras da umidade causada pelas infiltrações na sala.

Fora a pequena parte catalogada, discos estão jogados nas estantes. Fora a pequena parte catalogada, discos estão jogados nas estantes.
Dupla de Campo Grande, uma das surpresas que se encontra, Jandira e Benitez.Dupla de Campo Grande, uma das surpresas que se encontra, Jandira e Benitez.

O coordenador do Centro, Evando Jorge da Silva, atribui a situação de agora a falta de pessoal qualificado para lidar e também de equipamentos. A intenção era digitalizar o material e deixar disponível à população. Mas falta até computador para organizar os vinis. Ele diz que protocolou junto à prefeitura o pedido para que o acervo fosse então, levado para um lugar mais adequado.

“O que a gente precisa é material funcional para digitalizar isso e mostrar ao público. Como que as pessoas vão entrar num acervo e dar logo de cara com mofo? O prefeito precisa ter carinho, vir aqui olhar. O que falta é carinho pelo acervo”, reforça.

Evando não tece críticas, fala também que o problema já vem das gestões anteriores e que agora, acarreta à limitação dos discos. “Tem pessoas que querem doar o acervo pessoal para o Centro da Música só que a gente não tem como aceitar nessas condições. Eu já mandei uma circular dizendo que o acervo está acabando e que já perdemos relíquias”, completa.

A banda, também muito mal alocada no prédio, deve ser transferida ainda este ano, segundo a Fundac. A banda, também muito mal alocada no prédio, deve ser transferida ainda este ano, segundo a Fundac.

O diretor-presidente da Fundac (Fundação Municipal da Cultura), Júlio Cabral, disse que órgão está tentando achar uma solução e pela urgência, de não se deixar perder os vinis, o acervo não vai esperar até que o Centro esteja concluído e deve ser relocado para outro lugar dentro de, no máximo, um mês e meio.

“O que estamos tentando fazer é ver um outro local, não só para o acervo, como a banda e a orquestra também”

Uma das possibilidades seria o prédio ocupado pelo Cnec, ao lado da prefeitura, na avenida Afonso Pena, para onde iriam também outros departamentos do município ou ainda uma sala na Casa da Memória da Ferrovia, na Esplanada Ferroviária.

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sou historiador e professor de historia nas duas redes publicas me ofereço para guardar esses "arquivos históricos" na minha casa por 60 meses sem custo ao poder publico para preservar parte dessa tao valiosa fonte histórica . Apos esse prazo outro professor de historia assumiria essa missão. Esse arquivo ficaria catalogado e nós professores devolveríamos quando o povo eleger líderes comprometidos com a memória da cultura .
 
ronnie roriz em 03/10/2013 23:07:58
Vamos trabalhar, Júlio Cabral!!!
 
Maria José em 03/10/2013 14:30:16
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