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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

11/05/2011 19:20

Fotos revelam transformação de um dos cartões postais de Campo Grande

Viviane Oliveira
Feirante fazendo sobá na antiga feira. (Foto: Reprodução)Feirante fazendo sobá na antiga feira. (Foto: Reprodução)

O fotojornalista Roberto Higa tirou material do acervo particular para a mostra “Feira Livre: Ontem e Hoje”. As fotos ficam expostas até o dia 15 na Feira Central, em Campo Grande.

A exibição revela o quanto a feira mudou nesses 84 anos. Há sete anos com o novo espaço as pessoas aprovam o local e garantem que a feira ficou muito mais bonita para receber turistas de toda a região do Brasil.

Estão expostas aproximadamente 200 fotografias, entre coloridas e preta e branca que retratam vários momentos da Feira Central, ainda na Rua Abrão Júlio Rahe e no endereço atual na 14 de Julho.

A estudante Vanessa Keiko, 17 anos, eufórica aponta a foto da mãe no quadro. “Olha é a minha mãe”. Entre várias fotos o retrato de 1990 é da feirante Elisabete Keiko Okama, 41 anos, que até hoje trabalha na Feira Central.

Emocionada Elisabete relembra que os pais, Seiei e Dona Mitsuko, eram feirantes em São Paulo, e se mudaram para Campo Grande e desde então a família começou a trabalhar com a venda de sobá.

Apontando para as fotos ela conta que as barracas eram baixinhas com os bancos de madeiras e lâmpadas incandescentes. “Antes nós trabalhávamos no improviso, agora mudou a estrutura e as condições de trabalho melhoraram”.

Elisabete é casada e têm quatro filhos, sempre foi feirante e seu esposo aprendeu com ela. “Hoje ele é um dos empresários da franquia de sobá e é daqui que tiramos o nosso sustento”, diz orgulhosa.

Foto de 1972 do ex-governador José Fragelli e a esposa comendo sobá. (Foto: Reprodução) Foto de 1972 do ex-governador José Fragelli e a esposa comendo sobá. (Foto: Reprodução)

Os mais antigos relembram das fotos com muito carinho. É o caso de Luiz Higa, 70 anos, que sempre frequentou o local. “Lembro como se fosse hoje à água escorrendo a céu aberto e o jeitinho da feirona”, ressalta Luiz que hoje o local está mais apresentável para os turistas.

Segundo o feirante Claudionor Pedro da Silva, 61 anos, hoje o local está muito melhor por causa da estrutura. “Lá era lona quando chovia diminuía o movimento aqui não, pode chover que continua a mesma coisa”, ressalta o feirante que é dono de uma barraca de frutas.

Muitas fotos mostram como as pessoas trabalhavam, o local cheio de gente, as bacias que eram usadas para lavar os utensílios. Em algumas fotografias têm até autoridades políticas da época como a do ex-governador José Fragelli e a esposa comendo sobá em 1972.

A cerimonialista Rosangela Faracco, 52 anos, conta que sempre frequentava a feira no antigo endereço. “Aqui não tem comparação é confortável tudo limpo. Mas, confesso que a atual feira virou um centro comercial e perdeu um pouco do jeitinho popular que a outra tinha”, finaliza.

Elisabete quando tinha 21 anos. (Foto: Reprodução)Elisabete quando tinha 21 anos. (Foto: Reprodução)
Ela relembra o tempo que começou a trabalhar na feirona com seus pais. (Foto: Viviane Oliveira)Ela relembra o tempo que começou a trabalhar na "feirona" com seus pais. (Foto: Viviane Oliveira)
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Esse evento vale a pena. Eu recomendo!
 
CHRISTOPHER PINHO FERRO SCAPINELLI em 13/05/2011 10:30:14
Os principais momentos da historia de MS passaram por suas objetivas. Parabens Higa, fotohistoriador do MS.
 
ORIVALDO MENDES JUNIOR em 13/05/2011 08:03:53
parabens Higa, icone da fotografia de Mato Grosso do sul, com meu pai jorge sayegh foram os criadores da associação dos fotografos e grandes defensores desta maravilhosa classe que registra para o Brasil e para o mundo as belezas de nossa capital e de nosso estado
 
Dr. Munir sayegh em 13/05/2011 02:46:10
Grande Higa. A sua historia se confunde com a de nossa cidade. Lembro de vc ainda no Diario da Serra. Outras mostras de fotos em varios momenot de nossos contemporaneos ( Feitosa ), na praça como uma caixa de engraxate. Tbem outros grandes momentos de nossas vidas aqui nesta bela e formosa Cidade Morena.Parebens.. Temos por aqui Almir Sater, Ney Matogrosso, Aracy Balabaniam, Manoel de Barros mas temos tbem ROBERT HIGA.
 
Fernando Faracco em 12/05/2011 11:59:34
Nada muda da noite para o dia, tudo se transforma ao longo do tempo, com sacrifícios e com benevolências. Assim é a história contada pelas fotografias de Roberto Higa. Parabéns a Feira Central pela sua existência e ao Fotográfo pelo seu trabalho.
 
Carlos Eduardo Goulart em 12/05/2011 11:17:51
curioso em 1990 eu fiz o vídeo documentário independente com o mesmo nome Feira Livre, não sabia desta poética de Higa...aliás, a locução é Baldinir Bezerra da Silva.
Quando eu fiz este doc ja era o filho do Fragel na feira...hehehe. hummm feira livre é?
 
sonia bacha sb em 12/05/2011 11:08:14
Sinceramente eu gostava mais da antiga "Feirona", era uma verdadeira feira, hoje já não tem jeito de feira.
 
Vanilda Landgraf em 12/05/2011 10:43:07
Que legal, observem o Governador Fragelli com um litrão de Wuísky na mesa dele, rsss; Esta matéria ficou fantástica, mas sugiro ao campograndenews, que em, algum momento futuro fizesse uma parceria com o fotógrafo Roberto Higa e coloquem, postem em algum espaço, estas fotos da feirona, algumas fotos da saudosa Campo Grande da década de 80, 90 ou até 70 mesmo, seria magnifico e o leitor iria se deileitar com estes achados, haja vista que muiutos de nós, buscamos na net fotos da nossa Capital de outras épocas, outras arquiteturas e costumes.
Fica ai nosso pedido especial, quando digo nosso, respondo pelos anseios da maioria dos leitores, que imagino, tem o mesmo desejo, vamos lá campograndenews, garanto que a idéia vai ser sucesso.
 
Gustavo Cesar C. Gonçalves em 12/05/2011 10:20:18
Primeira derrubaram o relógio lá no centro, dizendo que atrapalhava o trânsito, depois foi a vez da matriz na esquina da 15 com a Calógera, aí resolveram tirar os históricos paralelepipedos e derrubar os inganzáis danto lugar ao asfalto da Y-Juca Pirama. Acabaram com a nossa famosa feira que tinha aquele charme que só nós legítimos campograndense conhecia e inventaram aquele "coisa" que quando entramos lá saímos todos "perfumados" de carne assada. Temos que tomar cuidado porque daqui a pouco acabam com o Mercadão. Isso sem falar da Estação Ferroviária e suas casas, achei que iria ser preservado como um museu.
 
carlos lamarca em 12/05/2011 10:07:52
Fico muito feliz de ver a cultura que a feira nos proporciona há tanto tempo!Parabéns à feira, aos organizadores e principalmente aos trabalhadores!
 
Jéssica Salles Ricardo em 12/05/2011 09:28:09
Quanta saudade desta feira.
Hoje, apesar da feira estar remodelada, ainda prefiro a feira de antes onde tudo era mais natural.
Me arrependo muito de não ter fotografado nesta época esta nostálgica feira.
 
João Luiz Mendes em 12/05/2011 08:14:26
PARABENS ao Sr. Roberto Higa, pela brilhante exposição.



Profissionalismo é isso.


Ney Salviano



 
zildeneis Salviano em 12/05/2011 07:37:35
Parabens higa !! por essa bela homenagem,é atraves do seu trabalho, que podemos viajar no tempo. eu tive o previlegio de vender melancia na antiga feirona quando criança, com o meu pai, era um serviço ardo, porem guardo na lembrança desses tempos.
 
vitor eduardo cesar rojas em 12/05/2011 07:31:51
André Puccinelli, quando prefeito, ferrou com dois pontos turísticos importante em Campo Grande numa só pancada. Ao levar a feira central para a esplanada da ferroviária, acabou com a tradição local da feira e detonou com o entorno histórico da ferroviária que não tem nada a ver um com o outro. Hoje, ambos se transformaram num camelódromo. Parabéns governador.
 
Otavio Laurindo da Silva Neto em 12/05/2011 07:27:10
Eu ia todo, mas todo sábado na Feirona, era o programa familiar obrigatório de minha casa, mas depois que mudou, eu deixei de ir na feira, não sei se foi pelo preço (Já que foi Elitizado, é só ver os valores do Sobá) , ou se por descaracterizarem sua forma original.

Mas Parabéns á todos que trabalharam e trabalham em pró desse patrimônio Campo Grandense.
 
Antonio Marques em 12/05/2011 01:51:32
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