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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

21/02/2014 09:23

Do jardim à biblioteca, Aquário tem Arquitetura inédita no mundo, diz Ruy Ohtake

Paula Maciulevicius
O projeto é assinado e acompanhado a cada 15 dias in loco, pelo arquiteto paulista Ruy Ohtake, referência na arquitetura moderna nacional. (Foto: Marcos Ermínio)O projeto é assinado e acompanhado a cada 15 dias in loco, pelo arquiteto paulista Ruy Ohtake, referência na arquitetura moderna nacional. (Foto: Marcos Ermínio)

De formato bonito e instigante. É essa a explicação do porquê escolher uma elipse como arquitetura para o Aquário do Pantanal. O projeto é assinado e acompanhado a cada 15 dias in loco, pelo arquiteto paulista Ruy Ohtake, referência na arquitetura moderna nacional.

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Nesta quinta, como de costume, uma sim, outra não, o arquiteto veio à Capital e abriu um espaço na agenda para falar sobre os 44 anos de projetos para acadêmicos na UFMS. A aula na verdade é um show de ousadia, de quem conseguiu harmonizar até concreto e cobre. Fascinado pelas curvas, em cada explicação de trabalhos anteriores deixava transparecer a paixão pelo belo e inovador, com a ideia de que a Arquitetura é sim uma manifestação artística.

“A gente precisa conversar, entender a comunidade e ela aprender conosco”, dizia sobre um dos papeis do arquiteto. Em Campo Grande, ele é responsável pelo projeto arquitetônico do Aquário do Pantanal, previsto para terminar até o fim deste ano.

“Por quê uma elipse? É um formato bonito. É instigante, todo mundo quer saber o que será ali. É uma forma inovadora, não tem anda parecido no mundo”, explica.

A elipse, formato escolhido pelo arquiteto, é instigante e inovadora, garante. A elipse, formato escolhido pelo arquiteto, é instigante e inovadora, garante.
Auditório será iluminado pelo próprio aquário no palco. Auditório será iluminado pelo próprio aquário no palco.

A arquitetura para um projeto desse porte, que promete ser o maior aquário da América Latina, tem de levar em conta as funções significativas do espaço, explicou Ruy. “Como ainda faltam equipamentos culturais na cidade, aproveitamos e agregamos a eles certas áreas culturais”, explana sobre a biblioteca, auditório, salas e jardim a céu aberto, além da contemplação de peixes daqui e espécies de outras partes do mundo.

O projeto desde a entrada pela avenida Afonso Pena, a elipse e o círculo onde vão funcionar os aquários, foram pensados seguindo o próprio roteiro da água. “Temos que mostrar esses aspectos didáticos”, complementou.

A elipse, forma do Aquário já amplamente divulgada, é composta por vigas metálicas inclinadas em vermelho e coberta de zinco nas duas laterais. Por dentro, cada ponta é forro de madeira. “Como se fosse uma mola deitada”, exemplifica. Ao meio, a elipse leva vidros que vão permitir a claridade do local.

Na parte externa do formato, o projeto aproveitou a própria descida do terreno para fazer um jardim aberto e uma passarela metálica, ligando a volta do círculo dos aquários. Segundo o arquiteto, o jardim vai contemplar a vegetação nativa e também pantaneira. “Nós temos dois tipos de paisagens, uma parte central que é a elipse e a paisagem pantaneira. A parte externa levou em conta a vegetação que já existe no córrego”, comentou o arquiteto.

A vegetação desmatada da área entre o a construção e o córrego, Ruy fala que foi toda catalogada e que será replantada.

A luminosidade, outro item importantíssimo na obra, virá da própria claridade e também dos aquários, que vão irradiar luz através de placas internas. Nas imagens projetadas de como ficará o Aquário traz o auditório como um dos exemplos.

Em um espaço de 5m de altura por 6m de largura, com forro de madeira que arremata com o piso, atrás do palco um grande aquário promete luz e beleza ao lugar. “A luz vai ser tão bonita e forte que vai dispensar outra luz de acordo com a cerimônia”, acrescentou Ruy. Em tom de brincadeira, ele mostrou dois cenários já pensados para o aquário do auditório. “O cara precisa ter boa palestra, se não vão olhar para os peixes mesmo”.

Um dos pontos levantados foi quanto à preservação ambiental, já que o projeto é construído na área do Parque das Nações Indígenas. Ruy explicou que levou em conta o que já existia de edificação, a obra do Museu Dom Bosco e os caminhos internos do Parque.

“Teve que deslocar alguns traçados de área interna, principalmente pelo tráfego de manutenção, de lixo e de pessoal e fazer uma base maior para suportar esse trânsito. Na passarela, não mexemos nas árvores, o público pode ir até próximo ao córrego. Foi basicamente viário”, classifica o arquiteto.

A estrutura metálica que vai compor todo o projeto é espanhola. Vindo de fora, aqui só se trabalha na montagem e fixação das fundações.

O arquiteto garante também que como é feito em galerias e museus, a claridade não vai trazer raios de sol junto e nem provocar calor. “Tem que ter conforto térmico”, ressalta. Tanto é que o vidro terá em torno de 14mm, formado por uma película dupla, que protege contra os raios, garantiu Ohtake.

Sobre os próximos projetos, o arquiteto admite ser ‘arrogante’. “O grande projeto é sempre o próximo”. Dentre tantos trabalhos assinados, com formas e efeitos singulares, ele descarta ter um preferido. “Que filho você mais gosta? Arquiteto é mais ou menos parecido. Nós temos que nos habituar em ser um pouco mais ousados”, finaliza.

A estrutura metálica que vai compor todo o projeto é espanhola. Vindo de fora, aqui só se trabalha na montagem e fixação das fundações. (Foto: Cleber Gellio)A estrutura metálica que vai compor todo o projeto é espanhola. Vindo de fora, aqui só se trabalha na montagem e fixação das fundações. (Foto: Cleber Gellio)



Campo Grande ganha um excelente ponto turístico! As linhas e formas do projeto demonstram ousadia e muita criatividade! Parabéns!
 
celeste cruz, ex-acadêmica de Arquitetura e Urbanismo em 22/02/2014 12:53:23
Ja diziam que o verdadeiro cego é aquele que não quer enchergar, André vai ser lembrado como o melhor prefeito de Campo Grande e tambem o melhor governador do estado, e muito disparado a frente.
 
antonio carlos em 22/02/2014 06:01:21
Sou contra a obra em si, quer ver peixe, vá nadar com eles nos rios da região da Bodoquena. Esta obra segue o mesmo caminho das faraônicas obras da copa do mundo. Dinheiro do povo desrespeitado e jogado fora. Espero que o amigo Antônio promova visitas e vá sempre ao aquário para manter um público razoável. Pergunto quantas vezes o mesmo visitou o Museu do Índio.

Falando um pouco de arquitetura, esta obra não corresponde em nada com a cultura, e o meio ambiente de nosso estado, é ridículo ter que comprar estrutura metálica na Espanha para ser montada em Campo Grande. Mais uma vez um desrespeito ao nosso dinheiro e a nossa inteligência. Que me desculpe o GRANDE arquiteto Ruy Ohtake mas nada igual no mundo é muita pretensão.
 
André Costa em 21/02/2014 20:17:09
PARABÉNS, CAMPO GRANDE MERECE ESTE TIPO EMPREENDIMENTO O PANTANAL AQUI DENTRO.
 
arq.jeronimo barros da costa em 21/02/2014 17:08:31
Queria que meu imposto fosse para algo mais importante do que esse elefante branco
 
Jucilene Saraiba em 21/02/2014 16:56:42
Campo Grande possui arquitetos a nível nacional e até mesmo internacionais. Imaginem só um aquário do Pantanal projeto pelo Arquiteto Celso Costa, com decorações de Luís Pedro Scalise. A gama de bons profissionais aqui na cidade é extensa. Para fazer esse supositório gigante aí, que nada tem a ver com um "Aquário do Pantanal", poderiam ter chamado sei lá, eu por exemplo...
 
Gabriel dos Santos Correia em 21/02/2014 16:35:43
aH É!! Um grande supositório!! Conspurcando um parque tão lindo quanto o das Nações Indígenas!
É visivelmente poluidora a imagem do aquário diante do Parque, ademais o retalhou de forma dilacerante!
Como dói ver aquela "obra" sujar o recinto em outrora tão belo!
 
Juliana Maldonado em 21/02/2014 15:02:19
E tem gente que reclama ainda...

Vai ser um marco no Brasil e tem caipira que reclama...São tão hipócritas que serão os primeiros na fila de inauguração...

Povinho sem memória e ingrato
 
Antonio Harper em 21/02/2014 14:35:58
É uma pena que o aquário não vai estar pronto a tempo de pegar a copa do mundo, tenho certeza de que nossa cidade estaria no roteiro turistico dos gringos e eles iriam pirar com o nosso aquario.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/02/2014 12:30:19
Espero que além de melhorar o fluxo turistico para Campo Grande a grande contribuição seja na pesquisa e incremento da piscicultura como alimentação para o Estado e o País. Junto com as propostas do Ministério da Pesca que pretende deslocar boa parte do pescado para a alimentação escolar o barateamento do pescado comporá dieta significativa para o sul-matogrossense. Aguardemos, para ver.
 
Joao Alberto Gomes e Silva em 21/02/2014 12:21:33
Parabéns pelo trabalho, pela criatividade e visão ao criar essa obra que por certo será um marco importantíssimo para nossa bela capital morena; e com toda certeza, bem mais importante do que as obras do fiasco que será a copa do mundo aqui no BR, ainda bem que C. Grande não foi escolhida para fazer parte desse saco sem fundo de corrupção e roubalheira que são essas obras em todo o país, hiperfaturadas, não há $ que chegue e o "grande legado" que ficaria para as cidades sedes, foi pro ralo; pois o transporte continuará um caos, a saúde uma miséria, a segurança + ou - porque tem que vender bem esse peixão da roubalheira pros gringos verem. Jogos em Manaus, Cuiabá, Brasilia, Natal, após a copa, meros elefantes ociosos e dispendiosos para sua manutenção.
Tu vai longe desse jeito BRASIL, SIL.
 
Erudilho Nabuco em 21/02/2014 12:03:28
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