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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/07/2015 06:34

Em quarto "montessoriano", tudo fica ao alcance da criança e do bolso dos pais

Paula Maciulevicius
Toda parte do mobiliário e decoração é da altura dos olhos da criança e não de um adulto, explica arquiteta. Toda parte do mobiliário e decoração é da altura dos olhos da criança e não de um adulto, explica arquiteta.

Não é só um quarto, é o conceito aplicado na arquitetura voltada para as crianças. Quando tudo é novidade, é preciso que o mundo que está sendo descoberto esteja ao alcance dos olhos deles. Dentro da filosofia montessoriana, o quarto é assim: da criança e para a criança. Sem berço, com a cama quase no chão, tapetes, brinquedos em menor quantidade e num sistema de rodízio. No conjunto, o que se trabalha é a autonomia deles desde as primeiras engatinhadas. 

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A arquiteta Kemily Onça recebeu o pedido dos clientes para projetar um quarto montessoriano. À época, o ocupante do cômodo tinha 1 ano mas o projeto cabe até aos bebês recém-nascidos. A primeira coisa que ela fez foi estudar o que era o conceito, para depois aplicá-lo na arquitetura.

O método, desenvolvido pela médica e educadora italiana Maria Montessori, propõe a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo, adequado para o desenvolvimento da criança e capaz de permitir a livre expressão de suas capacidades. 

Num rodízio, tanto decoração como brinquedos são trocados com frequência. Num rodízio, tanto decoração como brinquedos são trocados com frequência.

"Ele preza o desenvolvimento e a autonomia da criança, que ela aprenda por si só e a arquitetura possibilita isso. Toda parte do mobiliário e decoração é da altura dos olhos da criança e não de um adulto", explica Kemily.

A cama se resume a um colchão no chão ou quando muito, acima de um estrado. "É para ela se levantar sozinha da cama, o pai, a mãe, não precisa ir lá tirar. Por isso a cama baixinha", descreve. Do lado, tapetes para que o bebê possa engatinhar à vontade e ao lado, um espelho ora na horizontal, ora na vertical.

"Ali ele vai reconhecer outra figura, que não seja a da própria mãe. O bebê vai se reconhecer, ele vai se soltando e isso é super importante no desenvolvimento da criança", exemplifica a arquiteta.

Os nichos, ao contrário dos tradicionais, têm as pontinhas arredondadas, para evitar acidentes, além da pequena estatura. Apoiados no chão, eles que guardam os brinquedos para que os próprios pequenos possam apanhar. Outra característica do quarto está na quantidade deles: quanto menos brinquedos, melhor.

"É importante trabalhar num sistema de rodízio, onde cada semana há uma troca. Por exemplo, os quadrinhos da decoração seguem o tema fundo do mar, então vai ter baleia, navio... Na outra semana podem ser frutas ou até mesmo fotos do tio, dos avós..." explica a arquiteta. Os brinquedos também entram no rodízio, para aos poucos serem trocados.

"Você vê que é um projeto minimalista, mas não é um quarto cheio e e não pode ser. A proposta é essa", enfatiza a profissional.

Mais simples e o suficiente para a criança desenvolver a autonomia, o quarto dentro da filosofia montessoriana também pode sair mais barato. Primeiro pela economia no mobiliário e na cama. Para a execução do projeto em questão, Kemily calcula um gasto máximo de R$ 3 mil reais. O segundo ponto é a durabilidade. Ao contrário dos quartos de bebê tradicionais, com berço, poltrona e companhia, são poucos os itens que precisam ser adequados com o passar da idade.

"Este quarto por exemplo do projeto, acima de 1 ano o espelho já deve vir par ao vertical. Isso é para a criança que está engatinhando, andando, para que ela possa se ver de perto", acrescenta a arquiteta.

Se não dá para aplicar o conceito no quarto todo, Kemily resume que em casa, um espacinho que seja, dá para brincar. "Você pode fazer canto da casa, montar um colchão no chão. A ideia é trabalhar a autonomia da criança, para que ela consiga fazer aquilo sozinha".

Na internet são vários os projetos graciosos de quartos montessorianos para se inspirar, dá uma olhadinha:

 

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