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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

16/12/2013 06:20

Herdeiros do 1º prédio de 3 andares da Capital não conseguem aproveitar imóvel

Paula Maciulevicius
A estrutura remete ao passado na esquina da Cândido Mariano com a 14 de Julho. (Fotos: Marcos Ermínio)A estrutura remete ao passado na esquina da Cândido Mariano com a 14 de Julho. (Fotos: Marcos Ermínio)

O primeiro prédio de três andares da cidade. Revestido de pó de mica, típico do estilo “Art Décor”. Construído por José Abrão na década de 30. E por fim, onde funcionou o Hotel Americano. A estrutura remete ao passado na esquina da Cândido Mariano com a 14 de Julho e no presente, os herdeiros pedem ajuda para revitalizar e dar utilidade ao que caminha para ser patrimônio histórico, processo que tramita na Fundac (Fundação Municipal de Cultura).

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O empresário Teto Abrão, neto do construtor do prédio, fala que a herança acabou virando um problema pelas exigências de acessibilidade. “Hoje se exige muita coisa para alugar e não temos como reformar, por elevador. Nosso sonho é dar um uso ao prédio”, comenta.

Depois de ser Hotel Americano, há mais de 10 anos, o imóvel começou a ser reformado para receber consultórios odontológicos. A empresa chegou a retirar as janelas originais, de madeira, mas teve a obra embargada pela prefeitura. E há pelo menos cinco anos, as salas dos dois andares estão fechadas.

São 40 salas divididas em dois andares. São 40 salas divididas em dois andares.

“São 40 salas no coração de Campo Grande. A gente quer resolver, negociamos carência de aluguel, estamos dispostos a qualquer negócio, precisamos de parcerias”, completa Teto.

O prédio sempre foi alugado, nunca administrado pela família. Hoje é mantido dedetizado e com os cuidados de manutenção. As janelas ganharam tapumes e por questão de saúde, o espaço é limpo regularmente.

O arquiteto e professor da UFMS, Ângelo Arruda, tomou o projeto de revitalização para si e junto com um grupo de alunos, pretende fazer o levantamento arquitetônico, atualizar a planta e traçar estratégias de uso.

“Vamos procurar a Caixa Econômica Federal para ver uma linha de crédito para esse tipo de empreendimento. Mais um prédio importante da cidade que começa a tomar forma de sumir na nossa frente”, disse.

O prédio sempre foi alugado e teve as janelas retiradas na última reforma.O prédio sempre foi alugado e teve as janelas retiradas na última reforma.

Ângelo reforça que é preciso divulgar a importância histórica do hotel, para que apoiado pela iniciativa privada, se faça um projeto de restauração. “Internamente alguém se encarrega de fazer atividade produtiva”.

O que chamou a atenção do arquiteto para ajudar foi o revestimento da fachada ainda ser original. “Dá para recuperar tudo, principalmente o revestimento da fachada. Isso que está me deixando com vontade de ajudar a cuidar desse patrimônio”, completa.

A estrutura do hotel tem duas escadas, uma frontal e a outra lateral que serão adaptadas para receber um elevador que suba até o segundo andar. Ângelo descarta dificuldade nisso e diz que o problema mesmo é a falta de cuidado.

O processo para o tombamento ainda está em trâmite e caso seja autorizado, o projeto de reforma deve ser encaminhado para a Fundac e Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) para aprovação ou não.

“Ali não é para mexer na fachada, mas dá para fazer uma lavagem, recuperar as letras José Abrão, recolocar as janelas no lugar e ver o telhado como está. Tem que começar...” finaliza Ângelo.

No presente, os herdeiros pedem ajuda para revitalizar e dar utilidade ao que caminha para ser patrimônio histórico.No presente, os herdeiros pedem ajuda para revitalizar e dar utilidade ao que caminha para ser patrimônio histórico.



Pessoas o que há com vocês hein?? quanta baboseira!!!quem disse que o governo vai dar dinheiro?? onde ta explícito isso na matéria?? daí um fala uma b.... outro vem e pisa, barbaridade...Considero louvável a atitude do professor Ângelo Arruda, em tomar a frente das pesquisas acerca da restauração do prédio, isso demostra paixão pelo seu trabalho e no que concerne a questão histórica do fato. Envolver os alunos nisso me faz ter vontade de cursar arquitetura. Se eu fosse da iniciativa PRIVADA, investiria certamente, em parceria com os herdeiros, o retorno seria com certeza vantajoso e prazeroso. Que Teto consiga uma linha de crédito pra poder dar inicio a restauração e que esse belo patrimônio histórico, possa reluzir novamente e tenha acima de tudo utilidade, seja lá qual for.
 
Brisa Febraio em 17/12/2013 00:30:45
Memória vc tira fotografia e guarda... Eu acho ridículo esse negócio de tombamento histórico. Quer preservar a "história", então a prefeitura compra o prédio e faz um museu... Mas PAGA pelo que vale o prédio.
 
Afonso Netho em 16/12/2013 23:05:31
se o prédio for aberto por dentro não tiver muitas paredes pode abrir uma loja em baixo e em cima quartos para alugar nesse nível ia ser uma boa bem área central !!!!!!!!!
 
JOSE ADRIANO PEREIRA DE ANDRADE em 16/12/2013 20:59:12
depois de pronto parceria COM OS PROPRIETÁRIO para o CAMPO GRANDE HOSTEL VITORIA REGIA - FONE 067 3382 3303 99137507 facebook hostel vitoria regia
 
LEDA BRUM em 16/12/2013 20:04:43
Absurdo o depoimento do Sr. Cabrelato. Ou é de fora de Campo Grande ou não tem amor pelo patrimônio histórico. E provavelmente não entendeu o teor da noticia, pois, pelo que li, diz o proprietário, procura uma forma de fazer restauração de um prédio que é histórico e remete à familiares que ja partiram. Espero que haja essa restauração e não fique somente em conjeturas. Outro prédio grandioso e que vejo cada dia mais "doente" é o antigo Hotel Campo Grande. São memórias que estão sendo apagadas.
 
Jéssica Santos em 16/12/2013 16:24:22
Este prédio faz parte da minha infância , e acho que deveria ser considerado Patrimônio público da nossa cidade. Não entendo nada de política de quem seria a iniciatva governo ou prefeitura mas já fizemos tantas mobilizações , porque não mais uma. Salvem o que é nosso .
 
Mary Albernaz, em 16/12/2013 15:16:50
Eu indicaria e daria uma ideia Arquiteto e Professor da UFMS, Ângelo Arruda, na possibilidade desta imóvel ser anexado ao Hotel Anache, que fica aos fundos do Edifico José Abraão e que ainda é um Hotel em Funcionamento, já que o Edifico José Abraão já foi um hotel.
 
Lude Simioli Junior em 16/12/2013 14:46:39
Além dos herdeiros não ter como fazer o imóvel lhes gerar renda (ao invés de somente despesas), os orgãos "competentes" não permitem qualquer modificação.

Ora! Sem modificações não há como funcionar por não se adequar às normas atuais. Modificações não são permitidas. O que os herdeiros têm a fazer? Continuar gastando com manutenção e sem ao menos saber se têm condições para tal?

Se o governo quer preservar sua história, que pague por isso.

 
Rodrigo Franco em 16/12/2013 12:30:32
dinheiro pulblico nao deve ser usado. o predio e propriedade particular se toda construçao antiga for usado dinheiro de contribuinte estamos f .se for assim a casa que tenho de herança de familia em aquidauana com mais de cem anos vou querer dinheiro pulblico tambem.
 
MARCELO TIMOTEO em 16/12/2013 12:29:50
Gostaria de saber quem vai indenizar os herdeiros ? Muito bonitinho esses arquitetos e políticos falarem em restauração com o que nao lhes pertencem .. Lembram a infância ... Faz parte da historia de Campo Grande etc ...etc... e ai vai...Nao vi ate' hoje , nenhum imóvel de político ser tombada como patrimônio histórico. Agora para fazer tombamento histórico do imóvel alheio nao falta vontade. Uma vergonha, e ninguém aborda esse lado.
 
Nestor Cabrelato em 16/12/2013 11:17:56
Isso, sim, é um patrimônio histórico da cidade, não o camelódromo que deveria ser implodido e recebeu a categorização porque a secretária de Paulo Siufi e presidente da associação era secretária do então presidente da Casa. Uma vergonha!
 
maria angela coelho mirault em 16/12/2013 10:41:00
Eu acho este prédio lindissimo...é o retrato da historia de Campo Grande, deve ser preservado....
 
Denise Jovê em 16/12/2013 09:54:57
AÍ SIM ESTAMOS FALANDO DE PATRIMONIO HISTORICO, ESTE PRÉDIO SIM MERECE SER RESTAURADO E CONSERVADO, NÃO O ALBERGUE, AGORA A PREFEITURA DEVIA AJUDAR FINANCEIRAMENTE, JÁ QUE O PROPRIETÁRIO FICA PRATICAMENTE "ENGESSADO" QUANDO SEU IMÓVEL É TOMBADO.
 
maximiliano nahas em 16/12/2013 08:44:05
tem mais é que valorizar , porque aqui em campo grande as pessoas tem o costume de demolir tudo não preservam nada, tomara que façam bom uso desse prédio depois de pronto
 
angelica miranda em 16/12/2013 08:16:47
ISSO É MUITO BOM,SABERMOS QUE PRÉDIOS QUE REMOTAM A NOSSA INFÂNCIA PODEM SER CONSERVADOS,LEMBRO-ME BEM DA FARMÁCIA QUE FUNCIONAVA NA PARTE DE BAIXO,PARABÉNS PELOS HERDEIROS SE NÃO PODEM MANTER,PROCURAR AJUDA É O CORRETO,MAIS PESSOAS DONAS DE IMÓVEIS QUE PODEM SER PATRIMÔNIO DEVERIAM FAZER O MESMO.
 
lucia helena maluf de araújo em 16/12/2013 08:09:22
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