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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

06/06/2016 06:15

Sonho de engenheiro trazido de Campos do Jordão, "chalé" virou casa no Dahma

Paula Maciulevicius
Depois de uma viagem a Campos do Jordão, engenheiro pediu uma casa com características de chalé, mas urbana. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)Depois de uma viagem a Campos do Jordão, engenheiro pediu uma casa com características de chalé, mas urbana. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)

Foram dois anos de conversa e um de execução para que a casa no Dahma saísse do sonho do engenheiro para a realidade da família. Depois de uma viagem a Campos do Jordão e algumas revistas de arquitetura guardadas, ele se viu morando numa casa como aquelas em que havia visitado, no estilo "chalé", apesar de bem urbana. 

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A arquitetura que ele pediu para ser referência, é encantadora, mas feita especificamente para climas frios. O telhado inclinado é pensado e calculado para que a neve não acumule ali. Cenário que aqui nunca existiria.

"São variantes ao contrário do que se busca em Campo Grande, que é uma arquitetura de conforto ambiental, então adaptamos algumas coisas que remetessem a isso", explica a arquiteta responsável pelo projeto, Chiara Duarte.

A bay window - aquela janelinha saliente -  por dentro: o escritório do dono. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)A bay window - aquela janelinha saliente - por dentro: o escritório do dono. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)

A bay window - aquela janelinha saliente - um dos pontos característicos do estilo, foi projetada de forma que não aumentasse a entrada de luz natural no ambiente. "Ela geralmente é envidraçada para pegar sol e ficar aquecida. Então fiz algo que remetesse a isso, mas para o leste, onde a incidência de sol não é tão grande e somente pela manhã", descreve a arquiteta.

A ideia original da janela é ser "estufa", recebendo calor e impedindo ele de sair. "Em climas frios é para fazer isso, mas usar aqui ao pé da letra não dava", avalia Chiara. Foi então que ela fez uma releitura, a base de uma janela fixa menor, envidraçada, mas sem o conceito.

Graciosa, fachada é cheia de telhados e tem charme do tijolinho à vista. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)Graciosa, fachada é cheia de telhados e tem charme do tijolinho à vista. (Foto: Fellipe Lima - Fotografia de Arquitetura)

Na tentativa de usar adaptado ao nosso clima, a arquiteta escolheu o tijolinho à vista. "Para dar uma rusticidade bem pontual e manter esse ar de casa de campo", detalha Chiara. O cômodo da bay window já tinha sua função definida assim que o dono escolheu o estilo.

"O primeiro pedido era um escritório que remetesse à uma casa da infância dele, que tinha um ambiente daquela forma, porque lhe traziam boas lembranças", explica a arquiteta.

Diferentemente do que se vê como padrão na fachada das casas de condomínios fechados, esta é composta de quatro telhados. O uso do tijolinho à vista trouxe um toque aconchegante, junto das esquadrias de madeira da janela. "E não é um elemento muito caro. O ambiente ficou para o casal estudar", diz ela. Uma das partes preferidas da casa.

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