A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

03/12/2013 06:10

Uma das primeiras casas de alvenaria de Campo Grande ainda em pé é recuperada

Ângela Kempfer
Casa fica na Orla Ferroviária.Casa fica na Orla Ferroviária.

Durante 13 meses, a família do ex-maquinista Jovenizio Nazaret esperou ansiosa pela notícia confirmada apenas ontem. Eles já podem voltar para casa, no número 22 da Rua dos Ferroviários, endereço histórico, mas que por anos enfrentou o risco de ruir.

Veja Mais
Traços da nossa arquitetura, desde o “Gabinete Téchnico de Desenho" na Calógeras
Casa de madeira mantém as lembranças de 92 anos de dona Nazira na 14 de Julho

É o imóvel número 1 da antiga Rede Ferroviária Federal em Campo Grande, a primeira de alvenaria do complexo, uma das mais antigas ainda em pé na cidade, levantada para servir de escritório aos engenheiros que naquela época estruturavam o serviço por aqui.

Jovenizio arrematou a casa em leilão, mas no ano passado, com rachaduras nas paredes e risco de desabamento, a família foi retirada para a obra de recuperação. “Mandamos ofício pedindo providências. Em outubro foi autorizada a obra, mas só começou em fevereiro”, lembra o ferroviário aposentado.

Como integra o conjunto arquitetônico considerado Patrimônio Histórico, os operários só entraram na casa depois de um demorado processo burocrático e de levantamento técnico.

Agora, o imóvel da década de 30 está como a saúde renovada, praticamente como há mais de 80 anos. Não houve restauração, porque o prédio foi ampliado 2 vezes ao longo da história e perdeu muito da estrutura original. O que ocorreu foi uma recuperação emergencial, para estabilização da estrutura, realizada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com verbas federais.

Mas muito ainda está preservado, como a maioria das janelas de madeira, os ladrilhos em um dos quartos e a fachada, que depois de raspagem, teve a cor original revelada, o que serviu de base para a escolha da tinta nova.

Alguns detalhes também continuam lá. As telhas francesas, o piso de madeira, as molduras das janelas, os arcos, os adornos, lambrequins e o “óculo”, aquele tipo de abertura na fachada, redonda, pertinho do telhado e normalmente sobre a porta principal, mas que no imóvel está entre as duas janelas com vista para a Orla.

Na sexta-feira, a família Nazaret deve começar a mudança e casa voltar a ser morada para a esposa, a sogra, a filha e o neto do ex-maquinista Jovenízio. “Felicidade é pouco”, comenta sobre o retorno.

Teto e piso de madeira continuam originais.Teto e piso de madeira continuam originais.
Assim como a maioria das janelas e portas.Assim como a maioria das janelas e portas.



eu queria ver as fotos de como era para poder comparar. ficou uma gracinha, charmosa. parabéns!
 
elenir jesus leite barbosa em 03/12/2013 20:18:44
Não conheço toda a família, tenho apreço muito grande pela Jake... estou feliz por vocês e desejo que continuem preservando esta parte da história de Campo Grande. Que esta obra sirva de referência e que o Governo Federal olhe outras também...
 
Valdir José Serra Damasceno em 03/12/2013 18:04:14
NOSSA !
Não dá pra acreditar que essa era aquela casa que estava desabando !!!
Parabéns aos Arquitetos, engenheiros, pedreiros e a todos que trabalharam nessa obra.
Recuperar a história é preservar a memória e o respeito pelas épocas passadas e pelo povo que ajudou a criar o nosso presente.
Parabéns à iniciativa do IPHAN.
Realmente estou impressionado com o trabalho que os profissionais fizeram lá, eu vi de perto como estava terrível e quase caindo a casa.
Mais importante do que reformar foi descobrir, preservar e respeitar as características originais do imóvel.
Campo Grande deveria ter mais iniciativas como essa. Excelente trabalho!!!
 
Marcelo Freitas em 03/12/2013 16:53:26
Muito bom preservar a memória de Campo Grande/MS. Mas IPHAN, pague os direitos trabalhistas de minha cunhada ok?
 
Rodrigo Barros Loureiro de Oliveira em 03/12/2013 13:33:43
Temos que preservar a história faz parte da vida. gostei da iniciativa .Teremos algo para contar as gerações vindouras.
 
sandra mara dos santos barros em 03/12/2013 10:14:43
Ainda bem que temos hoje iniciativa pra guardar um pouquinho da memória de nossa cidade, diferentemente nos anos 70, quando quebraram o nosso imponente, majestoso relógio ali no centro, palco de grandes encontros politico e cultural, simplesmente porquê diziam as autoridades da época que atrapalhava o "trânsito", onde a maioria andavam de bicicletas
 
Carlos Lamarca em 03/12/2013 09:51:32
Parabéns a quem fez a reforma e a preocupação em manter viva a história de vida de tantos anos... A família Nazeret merece receber o imóvel em perfeitas condições, pois ajudou a construir nossa amada Campo Grande!!!! Que a família seja muito feliz e abençoada vivendo numa das referências da nossa cidade
 
Ingrid da S R Damasceno em 03/12/2013 08:17:24
Como dava para ver pelas fotos que contavam a história do imóvel, estampadas na grade durante o período de reforma, esta residencia foi moradia da família Mattos, quando o sr Carlos da Silva Mattos era engenheiro da rede. Terezinha (Tetê), Marcia, Nico como fica o coração ao rever a casa da infância como na época em que vcs ali habitaram?
 
Fernando Almeida em 03/12/2013 08:12:16
Parabenizo aos responsáveis pela reforma, gostaria de ver mais casas antigas assim como essa na mesma situação pois elas com certeza tem historias que não são somente dos moradores da casa assim como tambem trazem uma historia para nossa cidade. mais uma vez parabens...
 
Ronei Araujo em 03/12/2013 07:58:47
Parabéns ao IPHAN que, ao recuperar este imóvel do ex-maquinista da NOB, Jovenísio Nazaret, demonstra sensibilidade e respeito pela nossa História..
 
Sylvia Odinei Cesco em 03/12/2013 06:38:27
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.