A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

29/08/2013 06:51

Vereador desiste de patrimônio histórico e coloca casa à venda por R$ 650 mil

Ângela Kempfer
Imóvel na Antônio Maria Coelho, esquina com a 13 de Maio.Imóvel na Antônio Maria Coelho, esquina com a 13 de Maio.

O vereador Paulo Pedra parece ter desistido de brigar com a prefeitura, contra o tombamento do imóvel histórico localizado na esquina da rua Antônio Maria Coelho com a 13 de Maio. Colocou à venda a casa antiga, pelo valor de R$ 650 mil.

Veja Mais
Traços da nossa arquitetura, desde o “Gabinete Téchnico de Desenho" na Calógeras
Casa de madeira mantém as lembranças de 92 anos de dona Nazira na 14 de Julho

Contando com o terreno, são 400 metros quadrados, dois terços ocupados pelo prédio construído há mais de 80 anos.
Desde 2008, o vereador – que é dono do imóvel, tenta impedir o tombamento na Justiça. Houve uma primeira vistoria que constatou a importância cultural para Campo Grande.

O estudo foi contestado pelo proprietário, o que obrigou nova vistoria técnica e 2012. Mas novamente o laudo indicou a necessidade de tombamento do imóvel considerado um dos mais belos da arquitetura de 20, construído para uma família de espanhóis.

Sem poder colocar o prédio abaixo ou descaracterizar a fachada, porque a casa já é considerada de interesse cultural, a saída foi colocar o prédio à venda.

Antes era oferecido de maneira informal, mas agora a faixa com os telefones do corretor de imóveis e o anúncio de “vende-se”, deixa claro o interesse em negociação.

Paulo Pedra é bem sucinto ao falar sobre o assunto. “Não tenho mais interesse na casa é só isso”. Mas faz propaganda aos possíveis compradores. “Tem um bom terreno onde pode ser construído outro prédio.”

O processo de tombamento foi estabelecido pelo decreto 10327, de 16 de janeiro de 2008. Paulo Pedra sempre alegou que o imóvel não é passível de tombamento porque nunca abrigou pessoa ilustre ou foi palco de evento histórico importante para a cidade.

Já a prefeitura sustenta que o prédio da década 20 tem valor incontestável por ser erguido na época de formação de Campo Grande.




Como é que funciona isso ??? um patrimônio quando é dado como histórico tem que se acabar em ruínas ??? quem o tombou então deveria assumi-lo em todos os sentidos não é mesmo ?????
 
Suzi da Costa em 31/10/2013 07:52:57
Bom, nessa situação é irrelevante o fato do Paulo Pedra ser vereador; ele tem um patrimônio investido ali. Se a prefeitura tem interesse no tombamento histórico do prédio pague o preço; pq do jeito que o imóvel está, corre o risco de tombar em sentido literal mesmo.
 
Valter Castilho em 29/08/2013 22:21:25
Esta casa é um marco na história de Campo Grande, deveria ser revitalizada pois tem um grande valor cultural e poderia ser usada para eventos de arte e cultura.
 
MARIA DENALVA em 29/08/2013 21:07:51
De acordo com o Tratado de Tordesilhas - 1494, o Estado de Mato Grosso do Sul pertenceu inicialmente aos espanhóis, e até 1750, nosso território integrava oficialmente a Província do Paraguai.
A imigração espanhola a Campo Grande tem início do Século XX, com a chegada das famílias Cubel, Vasques, Gomes (Ignácio, José e Vicente, os três irmãos), Sobral, Pettengil, Caminha, por exemplo, que trouxeram a esta terra, dentre outras contribuições, edificações originais que ainda hoje resistem ao tempo e ao poder econômico. Não sabemos se a casa de dona Ludovina (filha de Ignácio Gomes) resistirá, torcemos para que seja transformada em um Centro Cultural, quem sabe da própria colônia espanhola...
Desta forma, agiu corretamente o poder público ao proceder ao tombamento da residência.
 
ana gilda gomes de oliveira em 29/08/2013 20:29:36
Povo sem memória é povo sem história. É povo submisso aos poderes de meia dúzia que não se interessa por nada além da riqueza e poder pessoal. Bem a cara de Campo Grande; cidade sem história, sem uma cara, sem...........graça onde as pessoas só vem em busca do ouro.................que não existe.
 
Wilson Braga em 29/08/2013 20:16:46
Esse imóvel foi palco de uma tragédia...coisa horrível, da qual tomei conhecimento por causa de um trabalho profissional!
Quando passo lá na frente só me ocorre na mente a lembrança da história que me foi contada pelos próprios membros da família...
 
mara cristina pagani em 29/08/2013 19:18:18
Parabéns pelo tombamento, devemos preservar a memória da capital.O imóvel é belíssimo, pena que algumas pessoas não tenham cultura suficiente para perceber isso e só pensem em dinheiro.
 
john ortiz em 29/08/2013 19:00:38
Graças a Deus não destruíram essa maravilha, só quem não sabe apreciar sua história a beleza da arquitetura pensaria uma asneira de derrubar tudo. Fiquei feliz em saber que já é tombado pois fiquei com medo de poder virar uma farmácia, ou algo tipo caixote. Estão vendo o que dá a falta da valorização da educação e cultura na cidade, acaba assim com pessoas de pensamento pequeno pra não dizer outra coisa. E isso que nos representa nos gabinetes vixiiiiii. Nossa já tive tanta ideia para aquele lugar , ahh!!! se eu pudesse...
 
Luciana Nemir em 29/08/2013 17:40:17
A história não foi feita só de pessoas ilustres mas sim de todo aquele que participou dela, talvez não se tenha dado o devido valor aos menos conhecidos ou ''desconhecidos'' que se possível devem ser lembrados. O prédio tem beleza inestimável e deve sim ser tombado para futuras gerações conhecerem nossa história, não questiono o proprietário sobre sua decisão, deve ter seus motivos, quem não deve perder é a história de Campo Grande.
 
Gilvan Helfer em 29/08/2013 17:09:53
O imovel nao pode ser demolido! ele pode vender e a pessoa que comprar construir no restante do terreno ao lado, ele queria 400 mil e agora ja subiu 250 mil rsss
 
Nilda Silva em 29/08/2013 16:24:10
Gostaria de incluir junto a estes comentários uma parte do texto escrito pelo competente e letrado advogado de nossa cidade Dr. Edward José da Silva, muito pertinente a essa reportagem:
"De acordo com o Tratado de Tordesilhas - 1494, o Estado de Mato Grosso do Sul pertenceu inicialmente aos espanhóis, e até 1750, nosso território integrava oficialmente a Província do Paraguai.

Em 1774 foi fundado pelos espanhóis um povoado na foz de Ipané, e em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região.

A imigração espanhola a Campo Grande tem início do Século XX, com a chegada das famílias Cubel, Vasques, Gomes, Sobral, Pettengil, Caminha, por exemplo, que trouxeram a esta terra, dentre outras contribuições, edificações originais que ainda hoje resistem ao tempo e ao poder econômico.

Alheios às suas originalidades, normalmente quando esses prédios são ocupados para atividades comerciais, normalmente têm suas fachadas mutiladas e seus espaços internos são adaptados, descaracterizando o edifício e a sua história para sempre.

Exemplo neste sentido é a residência da falecida Ludovina Gomes, situada à Rua Antônio Maria Coelho esquina com a Rua 13 de Maio, erguida pelo seu pai, o construtor espanhol Inácio Gomes, cujas características fundamentais permanecem e resistem ao longo dos seus 80 anos, a merecer estudos, analises, a vislumbrar sua arquitetura eclética.

Desta forma, agiu corretamente o poder público ao proceder ao tombamento da residência de Ludovina Gomes na preservação da historia de um povo que muito contribuiu para esta cidade. Assim, tombamento significa o conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, bens culturais de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser demolidos, destruídos ou mutilados.
 
ana gilda gomes de oliveira em 29/08/2013 16:06:46
Espero que algum empresário compre esta casa, restaure e faça um belo restaurante. A cidade manterá o patrimônio histórico e o estabelecimento vai gerar empregos e renda.
 
Bruno Braga em 29/08/2013 15:47:10
Sempre achei muito interessante essa casa, acho que ela deve sim ser preservada, há poucos vestígios da historia de nossa cidade.
 
Jhonnathan Macedo em 29/08/2013 14:12:12
Acho lindo esse predio,se eu tivesse muito dinheiro,faria uma reforma aproveitando cada detalhe sem modificar nada,nem mesmo a cor,tomara que uma autoridade compre e o mantenha na história de Campo Grande e que ninguem venha a demolir ou modificar.
 
Teresa Moura em 29/08/2013 13:52:22
Um vereador que não valoriza a história de Campo Grande e só pensa no dinheiro!!
 
Karina Lopes em 29/08/2013 12:27:42
Josceli Pereira, perfeito seu comentário, disse tudo de maneira coerente e explícita.
Só uma pessoa sem NOÇÃO de cultura, aprova um crime cultural desse.
 
Neyde de Oliveira em 29/08/2013 12:24:07
As letras na fachada alta, JGI, significam José Gomes e Irmãos. 2 espanhóis galegos que aqui chegara no início do século passado, e que aqui ficaram para a eternidade.
 
Julio Gomes em 29/08/2013 12:07:58
Deixando, esse homem não vai deixar PEDRA sobre PEDRA.
 
Luciano Correia em 29/08/2013 11:55:39
Esta Casa foi construida em 1920 pelos irmãos Ignacio e Jose Gomes, O sr. Pedra diz que ali nao morou ninguem ilustre, verdade, meu bisavo Ignacio odiava politicos. O Sr. Ignacio foi o primeiro Industrial do Antigo Estado do Mato Grosso, um dos fundadores da Santa Casa com a doação de tijolos que vinha de sua Olaria em Ribas do Rio Pardo, Tenho provas documentais que foi ele quem montou a primeira companhia Telefonica de campo grande e nao os Neder, a companhia foi vendida pra eles depois. Chegou aqui trabalhando na estrada de ferro fazendo pagamento dos operarios, e foi o primeiro maquinista a cruzar o Rio Parana pela Estrada de ferro Noroeste do Brasil. Infelizmente, minha tia avó, mesmo contra a vontade da familia vendeu o Imóvel ao sr. Paulo Pedra, que em nada representa esta cidade.
 
Roberto Gomes Magalhaes em 29/08/2013 11:33:50
Muito importante o patrimônio cultural. Mas o patrimônio pessoal também é, então agora o estao ou quem tombou a obra, paga o valor ao proprietário
 
silvio santos em 29/08/2013 10:36:15
O dono do imóvel um vereador que tem o dever de ter conhecimento sobre a cidade que o elegeu. Falar que esse imóvel não possui história, e um passado importante para ser considerado como patrimônio... aonde ???
 
Diane Aparecida em 29/08/2013 10:24:40
A faxada desse prédio é muito bonita , tem que ser valorizado, não deixa de ser um prédio histórico, a família Pedra é tradicional na Cidade, será uma pena se for comprado e depois demolido. Quando passo de ônibus fico admirando ,está bastante judiado mas é bonito.
 
helena da costa andrade em 29/08/2013 09:25:38
Bom dia, um periodo de minha infancia foi em frente esta casa, muita curiosidade existiu, muitas histórias foram contadas, eram contadas, muitos mistérios, acho que sim, deve ser tombada, era muito linda por dentro em decadas passadas, era muito bem cuidada, tem uma arquitetura alta, invejável temperatura em tardes que tomamos lanches na década de 70, nos fazia sonhar.....
Seria muito bem se tombada e transformada em um lugar de literatura, leitura, tem muito de romance...Pense bem Paulo Pedra! É um bem imperdível, pena não poder comprar!!!

Abraços

Loadir
 
Loadir Ap. Silva em 29/08/2013 09:20:07
Uma das grandes ações desse vereador é trocar nome de rua.
 
Tereza Cunha em 29/08/2013 08:51:14
Sou apaixonada, encantada... pela Arquitetura da referida casa.
Acredito, ser uma grande perda para cultura da capital, caso o imóvel seja vendido e demolido para construção de uma nova edificação.
 
Neyde de Oliveira em 29/08/2013 08:36:14
Esta matéria feita sobre o imóvel construído quando Campo Grande começava a se tornar esta cidade maravilhosa que é hoje nos remete a uma reflexão da ganância financeira de determinadas pessoas.
Nos causa repulsa ver que uma pessoa pública como é o caso do proprietário do dito imóvel estar mais preocupado com o vil metal que com a história da sua cidade.
Existem tantas maneiras de explorar o imóvel de forma sustentável e ainda conservar a sua arquitetura que marcou época nos anos 20.
O proprietário perdeu a oportunidade de mostrar respeito por Campo Grande e sua população... Este imóvel tem mesmo que ser vendido... Quem não respeita o passado é um ser sem presente e não terá, com certeza, um futuro. O tempo dirá!
 
JOSCELI PEREIRA em 29/08/2013 08:00:18
O Paulo Pedra, competente empresário e vereador, vacilou nessa. O prédio em questão está em péssimas condições há muito tempo, deveria ter sido demolido há 20 anos. ainda bem, para ele, que é bem sucedido. Esse tal prédio não vai vender nunca e ainda vai cair sozinho.
 
Fabiano Silva em 29/08/2013 07:05:42
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.