A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

09/11/2011 17:00

Em casas de mais de 60 anos, a imagem que parou no tempo

Ângela Kempfer
Casa na rua Barão do Melgaço, como há 60 anos. (Foto: João Garrigó)Casa na rua Barão do Melgaço, como há 60 anos. (Foto: João Garrigó)

A cena é bem anos 60, não fosse a pintura desgastada das paredes azuis e a ferrugem no Aero Willys de mesma cor. Na rua Barão do Melgaço, em Campo Grande, no quarteirão que começa na rua Padre João Crippa, os imóveis antigos mostram a cidade que já se perdeu na maioria dos bairros antigos.

Veja Mais
Traços da nossa arquitetura, desde o “Gabinete Téchnico de Desenho" na Calógeras
Casa de madeira mantém as lembranças de 92 anos de dona Nazira na 14 de Julho

Dois imóveis eram do mesmo dono, um fazendeiro da região de Rio Verde que deixou os casarões de herança para o filho.

Na garagem da casa onde a família ainda vive, o Aero Willys azul ano 68 é o que mais chama a atenção para o tempo que passou, apesar da casa ser bem mais velha, da década de 40.

È como se tudo estivesse ali desde um dia depois do trabalho. O veículo é completamente original, “mas o motor não funciona há muitos anos. Precisa ser restaurado”, diz a dona da casa, nora do responsável pela construção.

A mulher, de poucas palavras, se identifica apenas como Creusa. Parece arredia depois de tantos interessados no carro que já bateram fazendo propostas de compra. “A gente não vende de jeito nenhum, é relíquia”.

O marido, identificado como João, compartilha a vontade de preservar o carro do pai na garagem e a vida da família na Barão de Melgaço, no número 445.

Aero Willys ano 68.Aero Willys ano 68.
Armário azul ficará de herança para a filha de 30 anos.Armário azul ficará de herança para a filha de 30 anos.

As propostas de compra do imóvel também perturbam os proprietários, donos também de um casarão amarelo ao lado, ainda mais imponente e original e agora alugado.

“Não tenho interesse nenhum em me mudar, ir para um apartamento. Minha vida é aqui”, lembra Creusa, durante pausa na tarefa de pendurar as roupas no quintal.

Na fachada da casa azul, a única modificação foi a troca das janelas originais de madeira pelo modelo de ferro, mas o tamanho dos quartos, por exemplo, continua sendo uma grande vantagem. "São 4X4, não se faz mais isso", comenta Creusa.

No casarão amarelo nada mudou. No interior dos dois, a dona jura que nunca foi preciso qualquer obra grande, apenas reparos. “É tudo de material muito bom”.

Na despedia, na porta da casa, outra relíquia, um armário azul em madeira, objeto de desejo de qualquer decorador, mas completamente indisponível. “É herança para minha filha, ninguém toca”, lembra Creusa.

Casarão amarelo tem fachada ainda mais preservada.Casarão amarelo tem fachada ainda mais preservada.



Voltar ao passado, é reviver , é sonhar, com tudo que foi de bom, aquele armario é reliquia, muito lindo, as casas maravilhosas, o carro nem se fala, porque não, chamar atençao das autoridades, para essas reliquias que temos em CG, fazer ali um ponto turistico, igual a vila ferroviaria.
 
dalva ayres em 14/03/2012 07:33:17
Esse carro tem muita história pra contar!Meu pai toda vez que passa em frente desse carro lembra-se da época de faculdade quando voltava de carona com o filho do dono deste carro.
 
Ruan Pina Quevedo em 20/12/2011 10:48:42
Maravilhosa reportagem!!!! Minha monografia foi sobre Estilo Art Dèco em Campo Grande!!! E me entristece ver que existem pessoas como a nossa amiga Sandra Aparecida, que escreve aqui, pense desta forma!!!
"Preservar e conservar o patrimônio são necessários para resgatar a história e a memória de Campo Grande."
 
MARISTELA CESCO BRANDÃO em 12/11/2011 01:48:57
Que saudades desse tempo,morei na Padre João Crippa,lembro-me bem dessas casas,tem cheiro de infância.Passo todos os dias enfrente na volta do trabalho,matéria super interessante,e que bom ver que ainda tem gente que vive como antigamente,muito se perdeu hj em dia da simplicidade e do que realmente era bom...heee saudade!!!!
 
alessandra andrade em 10/11/2011 12:05:55
Cada dia que passa, as matérias aqui no lado b, estão cada vez melhores.
Parabéns, sempre olho casas antigas pela cidade e adoro qdo encontro alguma assim...mantendo a originalidade!
 
Raquel Tuller em 10/11/2011 12:05:28
Bons tempos aqueles em que eu e meu irmão estudávamos na Escola Monteiro Lobato, em frente a casa do Sr. Scatena, no início dos anos 80.
A imagem destas casas e do Aero Willys na garagem, marcou a minha a infância e a de todos que estudaram ali na Barão de Melgaço.
A história de Campo Grande deve ser preservada, pois faz parte da vida de muitas pessoas.
 
Artur de Almeida em 10/11/2011 11:37:40
Passei ontem nesse lugar e vi esse carro e as casas. Esse lugar deve ser tombado como patrimônio Histórico da cidade. A Prefeitura poderia restaurar esse lugar e transformá-lo em ponto turístico. O City tour poderia passar por ali. Claro que respeitando os moradores que são os principais atores do lugar.
 
Taylor Mello em 10/11/2011 10:10:55
Parabéns pela reportagem!
Pessoas que ajudaram a construir Campo Grande moravam nesta rua.
Familias Salomão, Dib, Kawano, Pessoa, Alves, Escatena e tantas outras.
Povo sem memória é povo sem história!
 
Ione Pessoa em 10/11/2011 10:08:35
voltei ao tempo que era criança ,vendo esse foto,é muito bonita essa casa e não deve nunca ser demolida ,mas sim reformada,mesmo com o progresso que estamos tendo em CG,e o carro tbm deveria ser reformado e conservando o original ao maximo,a prefeitura pode dar uma ajuda nesse patrimonio.
 
Lucas da Silva em 10/11/2011 09:56:13
Linda essa casa,que deve tbm ser reliquia,deveria ser tombada como patrimonio e ser protegida pela prefeitura,e o carro tbm,como ficaria bonito tudo reformado mas conservando o original e o que é importante não tirar da familia,se eu tivesse dinheiro pagaria essas reformas.
 
Teresa de Moura em 10/11/2011 09:50:31
OLá bom dia! Morei em frente essa casa, dizem que la tem assombraçãooooo, na verdade eu presenciei... lá quando entra ainda mais depois do meio dia... você ouve vozes de crianças... passos... pessoas conversando dando risada é muito louco. abraços. A cultura precisa ser preservada. vamos fazer um filme lá uma gravação.
 
Humberto Torres em 10/11/2011 09:40:50
Aqui no Cabreúva tem uma caminhoneta bem antiga também numa casa na Rua Laguna, e se não me engano ainda funciona, de vez em quando eu a via pelas ruas do bairro, mais a algum tempo isso não acontece.
 
Oswaldo Benites em 10/11/2011 09:06:53
poxa...muito legal, eu morreu muito tempo bem proximo dessa casa, na minha infancia eee saudades....espero que preservao esta casa....
 
Paulo Jorge Batistote Goes de Souza em 10/11/2011 08:45:05
Nasci, cresci e vivi nesta rua. Conheço esta casa. Que bela lembrança dos bons tempos que não voltam nunca mais. Parabéns a quem fez a reportagem.
 
Youssif Domingos em 10/11/2011 01:13:16
Passei a infância nessa rua também. Estudei numa escola chamada Monteiro Lobato, que ficava em frente dessas casas. Tenho uma prima que alugou um dos casarões na mesma época, e segundo ela, era assombrado. Tinha umas colunas que pareciam um oratório, e á noite, se ouviam sons estranhos no interior da casa. Lembro bem do sr. "Toninho", dono do carro, e das filhas dele. Parabéns pela reportagem
 
Raquel Ovelar em 09/11/2011 10:05:22
Meu pai tem um desse, e é do mesmo ano.. as pessoas vêm perguntar se ele vende e a resposta dele é sempre a mesma da dona Creuza.. "é relíquia!"
 
Angela Barbosa em 09/11/2011 09:25:46
amei a matéria,e cinceramente respeito e compreendo a vontade dos proprietrios de manter tudo como si o tempo não tivesse passado,e este carro para alguns male educados pode ser lata véia mais para eles deve ser a vontade de respeitar as coisas e a memória do pai.ao invés de criticar procuramos compreender.
 
regiane yasmim em 09/11/2011 09:05:22
Amei a reportagem!!! Precisamos ajudar a reconstruir as histórias/estórias de nossas cidades, para que no futuro as pessoas vejam como era a nossa vida!!!!
 
JOILSON VIEIRA DE OLIVEIRA em 09/11/2011 08:29:08
Boa matéria, quem, que já não cruzou por ali, e reparou tal veículo, e ficou curioso.

 
Carlos Maldonado em 09/11/2011 06:29:39
Então, minha infancia morava na Barão de Melgaço. Um Abraço ai para Antonio Benedito Scatena, Tatiana Scatena, Regina Scatena e Sidney , Cleuza Scatena. Boas Lembranças!! Abraços!!
Lucas Verardo.
 
Lucas Verardo em 09/11/2011 06:24:33
Puxa! eu estacionei o carro na frente dessa casas e me chamou a atenção, principalmente o carro na garagem. Voltei no tempo e parecia que tava na minha infancia!
 
Terezinha Pompeo em 09/11/2011 05:43:06
Esse carro tem é que ser restaurado. Lata-Velha é um atentado. Duvida? Procure por 'a farsa do Lata-Velha' pra entender melhor o caso.
 
Daniel Francelino da Silva em 09/11/2011 05:41:36
O PASSADO E O PRESENTE SE MISTURAM,ISSO SE CHAMA NOSTALGIA,E ISSO É SENTIMENTO HUMANO E DOS BONS,POR ISSO VAMOS PRESERVAR NOSSAS RELÍQUIAS,RESTAURÁ-LAS QUANDO NECESSÁRIO.
 
LUCIA HELENA MALUF em 09/11/2011 05:20:14
nossa.. esse carro era bom ir pro lata velha. Ia ficar perfeito!
 
sandra aparecida em 09/11/2011 05:09:37
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.