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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

26/08/2013 21:13

Artistas são barrados na entrada da feira e criticam rumos da cultura na cidade

Vinícius Squinelo
Manifestação popular foi barrada por seguranças (foto: Mara Rojas)Manifestação popular foi barrada por seguranças (foto: Mara Rojas)
Confusão ocorreu na entrada da Feira Central.Confusão ocorreu na entrada da Feira Central.

Com o “portão batido na cara” e a sensação de que não há mais espaços culturais em Campo Grande, integrantes do Cordão Valu e do grupo de teatro popular Maracangalha protestam após terem sido barrados ao tentarem entrar na Feira Central de Campo Grande.

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Na noite de ontem, artistase apoiadores faziam cortejo de São Genésio, em homenagem aos 7 anos de existência do Teatro Imaginário Maracangalha, mas a tentativa de passar pela feira central desencadeou a confusão. O responsável pela portaria do local público não permitiu a entrada do cortejo e bateu com o portão na cara do grupo sem dar uma explicação sequer, reclamam os artistas.

Depois de muita discussão, batidas de tambores, e até citações da Constituição Federal, o cortejo entrou na Feira Central, para ter nova surpresa. Os integrantes do manifesto artístico popular foram abordados por mais dois homens, que informaram que um evento estava sendo realizado na Feira e eles estariam atrapalhando.

“Então eu disse pra ele que abordagem no portão deveria ter sido de outra forma, disse que o rapaz deveria ter nos explicado o motivo, e não fechar o portão na nossa cara, e ele simplesmente virou para mim e disse que o rapaz podia sim fechar o portão”, reclamou Silvana Valu, em postagem conjunta com Eronildo Barbosa da Silva, na página do Cordão da Valu no Facebook.

O cortejo seguiu seu rumo, sem atrapalhar o tal evento realizado na Feira Central, garantem os artistas.

Oportunidade – Após o caso, Silvana e Eronildo aproveitaram para reclamar da falta de respeito e de espaços culturais em Campo Grande, infelizmente, no dia em que a cidade morena comemora 114 anos.

“A praça Ary Coelho está cercada, vários movimentos já foram proibidos de se manifestar ali. E durante o dia também não se pode ficar na praça tranquilamente, pois fica tocando uma música num volume super alto, e as pessoas que ali estão ficam reféns do gosto musical do guarda da praça, que não é dos melhores. Estou indignada como cidadã e moradora de Campo Grande”, opinou Silvana.

Pela mesma toada relata Eronildo. “Nos últimos dias a cultura de Campo Grande tem sido vilipendiada grosseiramente. Os bares, que ofertam música ao vivo estão fechando ou amargando sérios prejuízos porque não podem ter musica ao vivo. A orla morena, por sua vez, por imposição de uma louca que ali reside não pode apresentar o teatro de rua, e agora, a feira do sobá que a cultura da cidade adotou com muita força, proíbe, de forma canalha, que a cultura popular mostre sua performance naquele espaço”, lamentou.

Veja os depoimentos na íntegra (retirados do Facebook) - "Esses últimos dias tenho postado várias fotos da nossa cidade, com muito orgulho de algumas histórias que eu vivi e de outras que só ouvi contar.

Porém justo hoje no dia do aniversário de Campo Grande venho deixar aqui minha indignação pelas várias coisas que vêm acontecendo na nossa cidade, fatos que infelizmente já estão ficando corriqueiros.

Pois bem, ontem ao fazermos o cortejo de São Genésio com o Teatro Imaginário Maracangalha e tentarmos entrar na feira central, fomos impedidos pela pessoa responsável pela portaria, que fechou o portão na nossa cara e nos impediu de entrar, sem dar nenhuma explicação do porquê daquilo. É claro que não ficamos quietos, começamos a gritar para que todos vissem o que estava acontecendo, o Fernando Cruz citou a constituição para o rapaz que nos impedia, tocávamos os tambores bem alto... Sei que abrimos o portão e entramos gritando: "ocupem os espaços públicos". Antes de chegarmos ao meio da feira fomos abordados por mais dois homens dizendo que não poderíamos continuar, pois ali estava tendo um evento. Então eu disse pra ele que abordagem no portão deveria ter sido de outra forma, disse que o rapaz deveria ter nos explicado o motivo, e não fechar o portão na nossa cara, e ele simplesmente virou para mim e disse que o rapaz podia sim fechar o portão.

Eeeepaaa! Assim não, somos gente, somos cidadãos, somos campograndenses e essa cidade também é nossa. O povo já está cansado do conservadorismo e dos abusos de poder nessa cidade. Essa mesma feira fechou os banheiros, no sábado de carnaval, para o Cordão Valu esse ano.

A praça Ary Coelho está cercada, vários movimentos já foram proibidos de se manifestar ali. E durante o dia também não se pode ficar na praça tranquilamente, pois fica tocando uma música num volume super alto, e as pessoas que ali estão ficam reféns do gosto musical do guarda da praça, que não é dos melhores.
Estou indignada como cidadã e moradora de Campo Grande.

Pois somos GENTE, merecemos respeito" (Silvana Valu).

"TEATRO DE RUA E OS VAGABUNDOS . Nos últimos dias a cultura de Campo Grande tem sido vilipendiada grosseiramente. Os bares, que ofertam musica ao vivo estão fechando ou amargando sérios prejuízos porque não podem ter musica ao vivo. A orla morena, por sua vez, por imposição de uma louca que ali reside não pode apresentar o teatro de rua, e , agora, a feira do sobá que a cultura da cidade adotou com muita força, proíbe, de forma canalha, que a cultura popular mostre sua performance naquele espaço. Ainda bem o povo do teatro não tem medo de cara feia. Abriu os portões e desfilou por la garbosamente. Os safados que dirigem a feira precisam saber, de verdade, que ali é publico. Que deve estar aberto para a cultura. Fevereiro tá chegando. Se fecharem os portões é muito bom que o pessoal entre na marra. Depois, os engomadinhos vão dizer que a Silvana Valu e seu pessoal é anarquista, comunista, Ninja e outras coisas novas que eu nem aprendi a escrever ainda . Cuidado moçada. A praça é do povo. Respeite a cultura de rua. Vivemos outro momento. A feira só existe porque o povo quer. saibam dissooooooooooooooooooooooooo" (Eronildo Barbosa da Silva).




absurdo o que esta acontecendo nessa cidade. o povo não pode aceitar essa ditadura contra os grupos culturais de todas as categoarias que muito alegram e beneficiam a população. abaixo a ditadura e os politicos retrogratos que hojê estão a frente do governo matogrossense.
viva a cultura nacional.
 
josé luiz fernandes em 28/08/2013 17:37:13
"E durante o dia também não se pode ficar na praça tranquilamente, pois fica tocando uma música num volume super alto, e as pessoas que ali estão ficam reféns do gosto musical do guarda da praça, que não é dos melhores." Fazer carnaval de rua pode, Bar com música ao vivo pode, som na orla pode. Já o radinho do guarda, porque não agrada ao seu gosto musical não pode? Já ouviu falar em diversidade cultural. Como um artista, pode se denominar como tal, reclamar de apoio, querer espaço público para manifestar-se e não respeitar o gosto musical de outras pessoas?
 
Alessandra Pereira em 27/08/2013 22:43:00
Importante esclarecer que ao ser informado sobre a dupla que estava se apresentando
(o que não aconteceu na entrada) o cortejo ficou em silêncio com a intenção de assim passar pela feira,ao ser sinalizado por duas pessoas ligadas a organização da Feira o cortejo retomou seu percurso pela via pública da feira e foi recebido calorosamente pelos músicos já que o Sto. homenageado (São Genésio)protege músicos e atores ,sem constrangimento algum ,nem para com artistas e o público .Não vejo falta de respeito entre pares ,pelo contrário ,vejo a capacidade de de utilizarmos as vias públicas nos princípios de convivência ,na ética e no direito de igualdade ,sem burocracia e com afeto.Algo que desenvolvemos na prática do dia a dia.Muito barulho por nada,No final ,quem realmente estava lá ,curtiu!
 
ana capilé em 27/08/2013 20:26:40
Acho Campo Grande uma cidade provinciana, onde o povo se sente muito importante, preocupando-se com a roupa que vc veste, com o carro que vc anda, mas cultura que é bom a maioria não tem, e não vai ter ainda por muito tempo.
Quem vem de uma cidade maior, fica horrorizado com certos acontecimentos daqui.
As músicas regionais são lindas em sua maioria, bons cantores, mas cultura zero, pois não deixam o povo conhecer os seus tesouros!
 
Lais Del Negro Peruzzi Maia em 27/08/2013 19:22:34
conheço pessoalmente vários dos integrantes tanto do cordão quanto do maracangalha e sei que em outras ocasiões ambos os grupos se beneficiaram do espaço da feira, o maracangalha apresentando peça e o cordão passando com o bloco, e em ambos os casos houve um agendamento prévio para que houvesse uma preparação do espaço para que os mesmos pudessem se apresentar sem interferência alguma.ORGANIZAÇÃO é outra característica que está em nossa essência, e dessa prerrogativa não abrimos mão! tenho certeza que o Fernando cruz que é meu amigo pessoal não gostaria de ter uma peça sua interrompida no meio, mesmo que por uma manifestação "cultural". organização não é sinônimo de preconceito e nem de opressão.
sou artista e posso dizer "ARTISTA RESPEITA ARTISTA" e a dupla que aqui estava não foi. triste
 
rodrigo de oliveira kampa em 27/08/2013 18:39:42
na condição de artista, feirante e membro da diretoria da feira central venho por oportuno tecer algumas considerações sobre o ocorrido no último domingo a fim de esclarecer alguns pontos difusos. primeiramente a feira não é um espaço 100 % público e sim de natureza mista, ou seja, somos uma associação de caráter privado administrando através de um convênio um espaço público; a feira sempre esteve e sempre estará de portas abertas a todas as manifestações culturais, somos em essência um espaço cultural(vale lembrar que bem no momento do acontecido ocorria um show musical no espaço e em consideração aos artistas que ali se apresentavam é que se deu o questionamento em relação ao referido cortejo que tbém tocavam instrumentos musicais). continua...
 
rodrigo kampa em 27/08/2013 17:55:33
Eles são muito despreparados la na feira, a pouco tempo estava indo jantar lá e fui pedalando, assim eu entrava empurrando a bike encostava próximo e ia destruir um sobá tranquilamente, assim que pisei na entrada da feira fui abordado pelo porteiro que me disse que não poderia entrar com a bike, por um momento fiquei até animado pois cheguei a conclusão que eles teriam bicicletario, perguntei ao porteiro onde ficava o bicicletario e este me responde que não havia, a bike tinha que ficar na rua, percebi que ali eu não era bem vindo, e de novo fui surpreendido, uma hipocrisia, desta vez sem relação com a feira central. Estava tendo um evento sobre SUSTENTABILIDADE ali na antiga ferroviária ao lado da feira, decidi visitar, já que estava por ali, e... sem lugar para guardar a bike no evento.
 
Bruno Miranda em 27/08/2013 16:21:08
Além de seus significados enquanto manifestações do melhor, da nossa cultura popular, Maracangalha e Cordão da Valu deveriam ser homenageados com gratidão, pelas alternativas que nos oferecem com qualidade e sustentabilidade no lazer! O poder público desconhece o volume de gente que circula entre ambos, realizando trabalhos criativos e necessários à urbe! Não sabe da imensa produção de reflexões e conhecimentos, que esses movimentos aportam, com seus seminários. E decerto não atentou para o fato de que a população presente nas barracas da feira, aplaudiu e apoiou a passagem do cortejo. Só perdem com isto..
 
Yuri Matsunaka em 27/08/2013 13:42:31
Te garanto que se fossem artistas de fora, com suas pecas caras e sendo apresentadas no Palacio Polular da Cultura, nao seriam parados e nem portao fechado nas suas caras....mas como sao artistas do Estado, pessoas batalhadoras para ter uma cidade mais cultural, recebem esse tratamento....é uma vergonha uma Capital, nao ser igualada aos grandes centros, e sim ser conhecida como uma capital interiorana!!!!!
 
Mario Rodrigues em 27/08/2013 13:35:51
Caros amigos,
Me reservo o direito de comentar o ocorrido por ser a muitos anos integrante da comunidade artística teatral de Campo Grande, e integrante da associação da Feira Central .
Não venho através desse apoiar ou criticar o acontecido. Venho simplesmente dar o meu relato pessoal como atriz, e produtora cultural.
Devo lembrar que não sou responsável pela programação cultural da Feira Central, mas me sinto na responsabilidade de dizer que existe alguém desempenhado para essa função, por questões organizacionais.
Questoes essas, ignoradas pelos colegas no momento do ocorrido.
Felizmente fui convidada para o evento comemorativo com vários dias de antecedência, por integrantes do “Maracangalha”, do qual admiro e tenho uma boa relação há anos com seu diretor Fernando Cruz.
 
luciana kreutzer em 27/08/2013 13:31:53
Acompanho essa garotada desde a criação do Cordão Valu, fundado por meu filho e sua esposa Silvana, além de conviver e ter participado de movimentos do Maracangalha...São todos, jovens de boa formação, educados e de bem com a vida e as pessoas....São artistas que se entregam a arte das ruas levando alegria e cultura para a população, principalmente àquela parcela mais carente e marginalizada pela nossa sociedade.
Tudo o que foi dito é verdade...Estão detonando nossa cultura popular!!! Fecharam escolas de samba, impedem manifestações em espaços públicos, fecham bares, sem quaisquer critérios de avaliação, bastando a reclamação de um ou outro alienado religioso ou pessoas se julgam donas da razão em detrimento de muitos.
A província persiste!!!
 
Eddson Carlos Contar em 27/08/2013 11:51:16
Ínfelizmente estamos a mercê de atitudes lastimaveis como essa que ocorreu com os atores de Teatro que faziam cortejo de São Genésio, em homenagem aos 7 anos de existência do Teatro Imaginário Maracangalhae e integrantes do Cordão Valu, que só queriam homenagear e presentear a Capital em seu aniversário ... , é vergonhoso o tratamento dado aos nossos artistas, com agravante ... São todos Cidadãos comuns que merecem respeito acima de quaquer circunstancia, principalmente quando se fomenta a CULTURA. É inadimissivel ter pessoas sem o preparo devido para trabalhar em local público como a Feira Central.
Estamos profundamente indiguinados com essa situação, e solidário as ações Culturais em nossa Morena que completa 114.
Diretoria da Escola de Samba IGREJINHA

 
Paulo Freire Thomaz em 27/08/2013 09:20:49
parabéns Fernando cruz,querem fazer com o teatro de rua como fizeram com a escola de samba igrejinha o ano passado.
 
NELSON BATISTOTE em 27/08/2013 07:51:17
A onda é PROIBIR, REPRIMIR, OPRIMIR , em todos os cantos observa-se excesso de zelo e proteção; de altos muros, com cerca elétrica nas residências às lombadas semáforos quebra molas e outras parafernálias que parecem brotar do chão . TEM ALGO ERRADO , ou melhor está faltando algo.... seria EDUCAÇÃO ????
 
Luana Tróvoli em 27/08/2013 06:25:06
E ASSIM MESMO O PRECONCEITO ESTA INSTALADO E NÃO E DE HOJE HA 16 ANOS LUTO POR EXEMPLO A PRACA ARY COELHO JÁ PEDI A VOLTA DOS VENDEDORES AMBULANTES ARTISTAS DE RUAS E ABAIXO AQUELA CERCA DESDE DO ANO PASSADO E UMA PROMESSA ME FOI FEITA QUE ESTE ANO SERIA DIFERENTE TUDO COMO ANTES MENTIRAM A PRAÇA AS FECHADA PARA O POVÃO E OS ARTISTA DE RUA E VENDEDORES AMBULANTES CONTRA CARAS FEIAS E TODO TIPO DE CANALHICE NAS RUAS
 
paulo do radinho em 27/08/2013 03:58:44
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