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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

29/10/2016 07:20

Biografia que resgata a história da Prata da Casa será lançada em novembro

Naiane Mesquita
Grupo Acaba no show Prata da Casa (Foto: Cândido Alberto da Fonseca)Grupo Acaba no show Prata da Casa (Foto: Cândido Alberto da Fonseca)

O ano era 1979. O projeto Prata da Casa, criado na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), crescia a passos largos. No hall de artistas que se apresentavam no campus, nomes como Almir Sater, Carlos Colman e Guilherme Rondon. Uma geração inteira marcada pela iniciativa, que perdurou até 1983.

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Reescrevendo a trajetória desta história, o jornalista Rodrigo Teixeira realizou mais de 21 entrevistas, entre músicos e profissionais que atuavam nos bastidores do projeto, para lançar o livro “Prata da Casa - Um Marco da Música Sul-mato-grossense”. “O projeto Prata da Casa surgiu logo após a fundação da UFMS, era um projeto cultural com shows, gravação de videoclipe e de um LP em 1982. Depois ainda teve um projeto de circulação”, explica Rodrigo.

Celito Espíndola em mais uma apresentação (Foto: Cândido Alberto da Fonseca)Celito Espíndola em mais uma apresentação (Foto: Cândido Alberto da Fonseca)

Essa é a segunda obra do jornalista, que também é autor de “Os Pioneiros – A Origem da Música Sertaneja”, outra biografia sobre a história da música em Mato Grosso do Sul. “O interessante do Prata da Casa é que foi um projeto pioneiro e que destacou muitos nomes dessa geração como Almir Sater, Lenilde Ramos, Celito Espíndola, Carlos Colman, Guilherme Rondon. Eles ficaram conhecidos como Geração Prata da Casa. Inclusive, essa foi a primeira vez que gravação um LP ao vivo em Campo Grande”, afirma o escritor.

No livro há entrevistas com grandes profissionais que já partiram, como o músico e compositor Geraldo Roca e a escritora e professora Maria da Glória Sá Rosa. “Acredito que foram as últimas entrevistas deles. Fiz questão de entrevistar quem trabalhou na área técnica. A professora Glorinha foi uma das articuladoras do projeto, além do cineasta Candido Alberto da Fonseca e do músico Moacir Lacerda, do grupo Acaba”, ressalta Rodrigo.

No projeto foram apresentadas canções marcantes e emblemáticas para o povo sul-mato-grossense, como “Trem do Pantanal”, “Cunhataiporã”, “Quyquyho”, “Sonhos Guaranis”, “Piraretã”, “Waradzu”, “Estradeiro”, “Violeiros”, “Ciranda Pantaneira”, “Descuidado”, “Horizontes” e “Coração Ventania”.

O autor também explica como foi o processo de federalização da Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), em que a entidade se transformou em Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em 1979. O projeto “Prata da Casa” foi desenvolvido na Presc (Pró-reitoria de Extensão e Serviços Complementares) e idealizado por Cândido Alberto da Fonseca, que se transferiu do Rio de Janeiro para Campo Grande para trabalhar neste núcleo da UFMS a convite de José Octávio Guizzo.

O jornalista e cineasta contou com a colaboração de Moacir Lacerda, integrante do Grupo Acaba e engenheiro, que na época estava trabalhando também da Presc, posteriormente dirigida pela professora Maria da Glória Sá Rosa.

O lançamento do livro pela editora UFMS será no dia 3 de novembro, às 19 horas, no Teatro Glauce Rocha, com direito a noite de autógrafos. O preço da publicação é no valor de R$ 90,00.




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