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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

16/02/2015 06:34

Campo-grandense muda para Bogotá, cria marca e leva arte de rua para camisetas

Aline Araújo
Brunno aprendeu a fazer serigrafia na Colômbia. (Foto: Arquivo pessoal)Brunno aprendeu a fazer serigrafia na Colômbia. (Foto: Arquivo pessoal)

Colocar em camisetas desenhos que retratam a arte urbana de Campo Grande é um novo desafio para o artista Brunno de Paula, de 26 anos. Grafiteiro desde os 13 anos, ele se mudou para a Colômbia para aperfeiçoar técnicas de grafite, conheceu a serigrafia e tirou do papel o projeto para divulgar a arte de rua.

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“Já pintei em todo o Brasil, muitos amigos viviam me falando: Mano, seus desenhos são loucos, você deveria lançar umas camisetas. Mas eu nem ligava, achava besteira, então tive a oportunidade de vir morar em Bogotá. Para evoluir nos grafites, conhecer coisas novas e acabei criando a marca V LOG” relata Brunno.

A primeira edição saiu este ano e serão lançadas 60 camisetas por coleção a partir de agora, 30 em Bogotá e 30 em Campo Grande. São ilustrações únicas. Depois de esgotados os modelos, as estampas não serão repetidas, garante o artista.

A primeira edição retrata um cenário comum nos prédios da Capital Morena, a juventude e as pichações da cidade. “A primeira ilustração tem a tipografia brasileira, utilizada nas pichações e nos grafites. É um estilo exclusivo do Brasil. Me baseio em algumas escritas que vi na nossa cidade”, explica o artista.

Cada camiseta custa R$ 60,00 e pode ser comprada pela fan page da marca. A distribuição é dividida entre os dois países. Os produtos são enviados pelos correios.

A tiragem das camisetas é limitada. (Foto: Arquivo pessoal)A tiragem das camisetas é limitada. (Foto: Arquivo pessoal)
Peça pronta.Peça pronta.

Brunno defende a pichação como uma caraterística da cultura nacional e decidiu passar a tipografia usada aqui para as telas da serigrafia. “A marca é campo-grandense! Sabe o que e curioso, que no Brasil a pichação é uma coisa que todos odeiam, mas é único estilo único de grafia Brasileira”, afirma.

Com as camisetas ele quer mostrar que Campo Grande tem uma característica fortíssima na cultura de rua e espalhar um pouco mais do que é feito aqui. “Tento mesclar essa cultura urbana com as estampas, quebrando esse rótulo de arte pré-moldada. Arte tem que ter identidade. Busque trabalhar com um pouco das ruas do Brasil. Não é apologia a pichação, mas a valorização de uma riqueza cultural nossa”, comenta.

Primeira edição de camisetas assinada por Brunno.Primeira edição de camisetas assinada por Brunno.



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