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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

13/11/2014 21:10

Cerca de 150 artistas e educadores participam de sarau-protesto no Paço

Eduardo Penedo
Artista e Educadores se reúnem em sarau-protesto no Paço Municipal. ( Foto: Alcides Neto).Artista e Educadores se reúnem em sarau-protesto no Paço Municipal. ( Foto: Alcides Neto).

Grupo de mais de 150 artistas e educadores participaram na noite desta quinta-feira (13) do sarau-protesto pelo reajuste salarial dos professores e pelo investimento de 1% assegurados em lei na Cultura, além da revitalização do Teatro do Paço Municipal, fechado há décadas pela Prefeitura de Campo Grande.

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Para tentar conseguir que o prefeito Gilmar Olarte (PP) cumpra a lei do 1% da Cultura, os artistas vão entrar, na segunda-feira (17), com uma ação no MPE-MS (Mistério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) por improbidade administrativa.

O diretor do grupo Imaginário Maracangalha, Fernando Cruz, explicou que os produtores culturais já tentaram conversar com o prefeito, mas não houve diálogo. Ele conta que até os artistas que foram contemplados com FMIC (Fundo de Investimento Municipal a Cultura) ainda não foram pagos.

“A coisa está mais grave agora. O que nos queremos é o cumprimento de uma lei. Isso é improbidade administrativa. Depois de esgotar as tentativas de diálogo com o poder público agente vai para rua dialogar com a sociedade porque o que nos queremos é Cultura para o povo”, explica Cruz.

O músico Baldenir Bezerra, 55 anos, cobra o comprometimento com a Cultura em Campo Grande. Ele comenta que o Teatro do Paço está fechado há 26 anos e reclama que o diálogo com a prefeitura está estreito. “Eu não entendo porque as portas fecharam. A Cultura tem que ocupar todos os espaços. O Teatro do Paço não pode ser um balcão de IPTU da prefeitura. E nada diferente que não seja a Cultura. Nos aqui temos uma preocupação muito verdadeira com a Cultura e o prefeito não pode nos boicotar a Cultura e a Educação”, explica.

Durante o sarau-protesto, a energia foi cortado e os artistas tiveram que improvisar ligando os aparelhos de som por meio da fiação dos holofotes que iluminam o Paço Municipal.

Os artistas cantaram e tocaram violão nas escadarias do teatro do paço onde dançaram e baterão palmas. Em cada intervalo das musicas, os artistas e educadores explicavam para quem estava próximo o motivo do sarau-protesto.

A guarda municipal fez uma barreira para que os artistas e os educadores não invadissem a prefeitura da Capital.

A coordenadora do grupo Camalote, Maria Ivonete Simonese, comenta que a manifestação é pacífica e só estão cobrando a lei do 1% para a Cultura. ”Agente esta aqui tentando reivindicar o 1% da Cultura. Aqui estamos em uma manifestação pacífica e uma maneira de mostrar que agente está aqui”, argumenta.

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