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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

26/11/2015 15:34

Com aluguel atrasado há 7meses, Fundação de Cultura corre o risco de despejo

Ângela Kempfer
Em março deste ano, artistas ocuparam a Fundac, ainda na administração de Gilmar Olarte. (Imagem: Marcos Ermínio)Em março deste ano, artistas ocuparam a Fundac, ainda na administração de Gilmar Olarte. (Imagem: Marcos Ermínio)

Desde abril, a Fundação Municipal de Cultura não paga o aluguel do imóvel que ocupa na Rua Brasi, em Campo Grande, no valor de $ 6.189,11. Em 7 meses, são R$ 43.324,00 em débitos e uma ameaça de despejo.

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Como o sobrado que serve à Fundac é particular, a dívida com o proprietário também inclui IPTU de 2014 e de 2015, o que ultrapassa os R$ 18.000,00. No total, a Fundação precisa arrumar R$ 61.483,00 para continuar na sede.

A Seplanfic (Secretária de Planejamento, Finanças e Controle) recebeu no dia 6 de novembro o ofício da Oliva Empreendimentos Imobiliários, empresa responsável pelo prédio, com o detalhamento da dívida e prazo de 10 dias para a quitação, sob risco de ação judicial de cobrança e retomada do imóvel.

O tempo passou e a Fundac ainda tenta encontrar uma forma de pagar o que deve.

O presidente da Fundação, Américo Yule, faz questão de esclarecer que essa bola de neve começou com Gilmar Olarte. “A dívida não é nossa. Assumi no dia 22 de setembro e já estava atrasado”, reforça.

Ele garante que está terminando o levantamento de tudo o que a Fundac deve para então providenciar o pagamento, mas não informa a fonte da receita para a quitação dos débitos, inclusive, os referentes aos cachês atrasados de artistas.

“Temos de arrumar condições de sanar (dívidas). Estou hoje mesmo terminado o levantamento do que tem de pagar. Mas vamos arrumar uma solução porque não podemos deixar o prédio”, comenta.

Sobre os artistas que estão sem receber desde o ano passado, Américo assegura que todos devem ser pagos a partir de dezembro, quando termina “moratória” de 90 dias, estabelecida pelo prefeito Alcides Bernal, para a retomada de gastos. “O nosso jurídico está levantando quem está com a documentação toda em ordem, sem nenhuma pendência, para receber o dinheiro”, diz.

Américo garante que não sabe ainda qual o valor atualizado das dívidas da Fundac, nem a quantidade de artistas aptos que esperam cachê ainda de 2014.




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