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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

26/09/2013 15:44

Com movimento "Música não é ruído", artistas estão prestes a mudar Lei

Paula Maciulevicius
Músicos e apoiadores em seminário sobre o assunto nesta semana.Músicos e apoiadores em seminário sobre o assunto nesta semana.

Os artistas que literalmente vestiram a camisa “Música não é ruído” trabalham agora para resgatar a representatividade da categoria. Na próxima segunda-feira, músicos se reúnem para a reformulação do estatuto e dar o pontapé inicial para reativar o Sindicato dos Músicos do Estado de Mato Grosso do Sul, que deixou de atuar há mais de 10 anos.

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Joey 4 foi quem puxou a ideia e chamou um a um para a formação de uma comissão. Ao Lado B ele conta que o trabalho veio de uma brincadeira, quando um cliente lhe perguntou do couvert artístico. Polêmica à parte, o valor que o cliente paga não é todo revertido aos músicos. E quando Joey contou isso, o consumidor perguntou da atuação do Sindicato.

“Nos reunimos no começo de ano e fizemos vários estudos. Não dava para ter uma lei municipal porque o couvert é serviço, não tem como tabelas. O caminho é o Sindicato e já que estamos nos reunindo, vamos dar um pulo de uma vez”, explica.

No contexto que está a cultura em Campo Grande, com lei do silêncio, secretaria e prefeitura querendo enclausurar as artes a portas fechadas, um sindicato passa a ter representatividade de uma categoria que até então lutava só, além de força jurídica para mudar artigos.

“Eu acho que vai beneficiar como todo sindicato, saúde, lazer e possibilitar o trabalho sem disputa, mais honesto. Essa luta minha talvez nem seja pela minha geração, mas também para os próximos que virão”, resume Joey.

Um dos músicos que encabeça o movimento, Raimundo Galvão, explica que um dos papeis do sindicato também vai ser de traçar políticas culturais dos artistas. Na próxima semana, todas as propostas de alteração da Lei do Silêncio já discutidas em audiências públicas serão passadas para votação em caráter de urgência na Câmara Municipal.

As principais propostas são para complementação da lei, e não mudança em si. A primeira sugestão é de que seja colocado um tópico que diferencie ruído de música. Em segundo ponto, os artistas sugerem que a música seja conceituada na Lei, assim como o barulho e que a fiscalização e medição dos decibéis seja acompanha de perto por uma comissão da cultura, incluindo músicos e artistas. O mesmo grupo também vai aavaliar as licenças ambientais. 




A sociedade precisa conhecer o conceito de música primeiramente.Nós que fazemos música, não queremos atormentar ninguém com nosso trabalho, queremos apenas trabalhar.É por isso que na lei há necessidade que tenha pessoas habilitadas para discernir o que é música e o que é ruído.É claro que gostamos de frequentar bares que a música não seja alta a ponto de termos que gritar e não conversar, bom senso por parte da casa, dos músicos tem que haver sim, e por outro lado bom senso por parte da população também.Precisamos sim de Lei do Silêncio, mas que esta seja justa, e não tire o direito do músico trabalhar!
 
renata christóforo em 27/09/2013 10:09:11
gosto é gosto. o que para um é música, para outro é apenas barulho. ainda mais atualmente que qualquer baderna é chamada de música. a lei deveria impor que cada um colocasse só para si o "barulho ou música" que quisesse e não obrigasse o outro a ouvir.
 
antonio raimundo zucareli em 27/09/2013 06:13:18
O grande problema, e que até hj eu não entendo, é porque tem que se tocar música alta nos botecos,bares e até mesmo em igrejas? O povo é surdo?Gosto de ir em barzinho e afins para além de tomar uma cerveja e comer, jogar conversa fora, o que com o som alto que algumas casas apresentam fica difícil e até certo ponto inviável, pq não deixar o som ambiente de forma que se ouça a música, mas que se mantenha no máximo num volume que se possa manter uma conversa sem que ser precise gritar, fica a dica.
 
Luciano Yamauchi em 27/09/2013 00:13:57
Parabéns a todos que estão nessa luta, unidos poderemos mudar!!!
 
ANA RIBAS em 26/09/2013 22:08:36
Estamos nos encaminhando pra uma nova etapa de organização de artistas da música aqui em Campo Grande e o primeiro passo foi dado: mudar aspectos excrescentes da lei do silêncio que tem causado um verdadeiro tsunami na capital, fechando bares e criando uma indústria de multas abjetas, perseguindo músicos, donos de bares e o pior, por parte de quem deveria zelar pela harmonia e alegria de uma cidade que já é carente de lazer! É um foco tacanho, já que as estatísticas mostram que quase cem por cento das queixas de desassossego público se dão por barulhos de carros e outros e não por músicas ao ar livre! Gostaria de pedir esse apoio aos leitores,nos ajude nesse etapa, dizendo pra todos que musica não é ruído, pois não queremos acabar com a Lei do Silêncio, só humanizá-la e torná-la eficaz!
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 26/09/2013 20:22:15
As pessoas tem direito à diversão, é fato. Mas vale lembrar que aos nossos ouvidos, uma música indesejada, pode ser o pior dos ruídos. Então tem que se disciplinar quais locais essas músicas podem ser escutadas livremente de forma a não atormentar os que, após ou antes de um dia de trabalho, sonham apenas com um pouco de sossego e silêncio em casa.
 
Eduardo Figueiredo em 26/09/2013 20:03:49
A maioria dos sons produzidos em bares de CG é ruído e muito chato e ainda somos "obrigados" a engolir e pagar couvert (artístico?).
 
ricardo rodrigues em 26/09/2013 16:51:15
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