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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/12/2012 08:21

Dani Black volta "músico", 12 anos depois do 1º show aqui

Paula Maciulevicius
Parceiro musical de Maria Gadú, foi em Campo Grande que Dani Black subiu ao palco pela primeira vez. (Foto: Rodrigo Pazinato)Parceiro musical de Maria Gadú, foi em Campo Grande que Dani Black subiu ao palco pela primeira vez. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Ele volta ao palco no qual subiu pela primeira vez ainda moleque. Agora consagrado cantor e compositor, com identidade própria, aos 25 anos. Diferente da primeira vez, a participação dele não foi pequena, ao lado da mãe durante show de Tetê Espíndola há mais de 12 anos. Desta vez ele voltou para apresentar o tio Geraldo Espíndola, no lançamento do CD "Pra Depois", e conversou com Lado B.

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Mesmo não tendo nascido e nem sido criado no Estado, ele carrega um pouco de Mato Grosso do Sul. Herança genética dos Espíndola, reforçada pelo fato de viver a música sul-mato-grossense dentro de casa. Jovem, simpático, com leve sotaque paulistano e mais baixo do que a impressão que passa no palco, Dani Black falou da carreira.

"A primeira vez que subi no palco tinha uns 12, 13 anos, foi aqui nessa cidade, para cantar uma música minha, “Beije-me” num show da minha mãe", relembra. A voz passa sensibilidade de um compositor nato, a música nem se fala. É poesia cantada.

Ele compõe desde a adolescência e carrega na bagagem a influência do Estado. "Via toda a família, os primos se reunindo para tocar. Fui influenciado pela música de Mato Grosso do Sul sim, porque ela estava dentro da minha casa. Me sinto parte daqui", comentou. E foi dentro de casa que ele ouviu não só a música regional, mas conviveu bebendo da fonte. Além do talento que passou de pai para filho, um dos cantores e compositores em que mais se inspira tocava na sala de casa, Chico César, só um exemplo dos grandes nomes com quem ele cresceu ouvindo tocar.

Tirando o fato de ser Espíndola, ele ainda carrega Mato Grosso do Sul na sonoridade ao gravar ao lado de músicos daqui: Marcelo Ribeiro, Sandro Moreno e Adriano Magoo. "Que me encontraram lá fora e não aqui, foi em Minas Gerais", completa.

O pontapé inicial para ser reconhecido como um dos grandes nomes da MPB veio das composições, gravadas por Maria Gadú. "Aurora", a primeira delas, seguido de “Linha Tênue” e “Axe Capella”. Juntos, eles deram tão certo, que passou de apadrinhamento para parceria musical.

Não nasceu e nem foi criado aqui, mas carrega além do talento de ser Espíndola um pouco da música regional. (Foto: Rodrigo Pazinato)Não nasceu e nem foi criado aqui, mas carrega além do talento de ser Espíndola um pouco da música regional. (Foto: Rodrigo Pazinato)

"A Maria é da minha geração e foi quem começou a me gravar como compositor e reverberou muito, toca no Brasil inteiro, nas rádios. É incrível, você vai tocar em Portugal e as pessoas conheciam a música que reverberou", relaciona seu sucesso à gravação de Aurora, com Maria Gadú.

Parceria que para ele surgiu da vida mesmo, o que chama de encontro musical. "A gente começou a conversar musicalmente, me encantei com a voz dela e entrei nessa viagem. Éa parceira da minha geração".

Mesmo estando entre os nomes da nova geração da Música Popular Brasileira, Dani prefere deixar os rótulos de lado. Com o mesmo carisma que tem no palco ele explica que sinceramente não tenta se encaixar em nada. "Dou mais importância para a mensagem de minha música. É a prioridade sempre do meu trabalho, independente de rótulo", diz.

O feedback que ele tanto vê como importância tem sido positivo. "A pessoa escuta e existe essa conversa. Eu estou interessando na troca. O que essa pessoa sente, o que ela volta a partir do que a música despertou", vai a fundo.

A autonomia de não querer se encaixar em rótulos, e nem comercialmente, é o que lhe dá a liberdade na música e nos palcos. "Na questão musical, estou livre para circular".

No camarim, a mãe Tetê Espíndola se rasga em elogios. A fruta não cai longe do pé. Sobre o sucesso do filho, ela diz que é maravilhoso e tranquilo. "Uma coisa que parece normal. Eu não tive expectativa, ele sempre foi natural, desde criança, rolou naturalmente", disse. Hoje ela vê além da liberdade que Dani vive na música, o seu nome sendo lembrado. "O Dani puxou o meu trabalho, falam sempre de mim quando falam dele".

"Composições? Não faço ideia, não tenho. Minha vida é composição antes de tudo. Tudo para mim começa pela composição. Eu canto e toco as minhas músicas, e fico feliz de sentir as pessoas, vou fazer de tudo para que sempre a mensagem fale mais alto", finaliza Dani Black.




SENSACIONAL vê-lo no Glauce Rocha em um show que reuniu tanta gente boa... Foi tudo-de-lindo!
 
Alexandra Rocha em 10/12/2012 10:26:07
Maravilhoso! Eu o vi quando garotinho e me encantei. Vivia busando informações
pra saber quando ele lançaria um CD. Quando soube, por uma amiga, que o CD
estava à venda, não tive dúvidas, comprei imediatamente. É muito bom! Ouço-o
praticamente todos os dias. Melhor ainda é saber que uma árvore daqui (se me permite
a Tetê) gerou um fruto com tamanha qualidade.
 
Mônica Ferreira de Sousa em 10/12/2012 09:19:17
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