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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

14/12/2015 11:52

Depois de operação do Gaeco, FIC volta com mesmo valor, mas com novas regras

Ângela Kempfer e Leonardo Rocha
Governador Reinaldo Azambuja lançou editais na manhã de hoje, ao lado do secretário de Cultura. (Foto: Marcos Ermínio)Governador Reinaldo Azambuja lançou editais na manhã de hoje, ao lado do secretário de Cultura. (Foto: Marcos Ermínio)

O governador Reinaldo Azambuja garante que há dias é cobrado pela Secretaria de Cultura sobre o lançamento de editais. Nesta segunda-feira, finalmente, o anúncio foi feito. O Estado vai liberar R$ 7 milhões em editais para a Cultura, R$ 5 milhões apenas para o FIC (Fundo de Investimentos Culturais do Estado de Mato Grosso do Sul).

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“Vamos poder ajudar diversos setores, apesar do ano de dificuldades que ainda teremos em 2016. Os editais tiveram ampla discussão com os setores, com a participação do pessoal da Cultura”, explica o governador.

No total, são 8 editais, além do FIC. Também foram lançados os prêmios Rubens Correa de Teatro e Célio Adolfo de Dança, ambos no valor de R$ 240 mil, o Circuito Sul-Mato-Grossense de Teatro terá R$ 350,00 e o Circuito Dança do Mato outros R$ 350,00 mil. Para o cinema são R$ 169 mil e o Som da Concha volta com R$ 405,00 mil disponíveis aos artistas regionais. O edital de audiovisual para curtas-metragens terá R$ 160,00.

Dos R$ 5 milhões do FIC, R$ 1 milhão será destinado para as fundações municipais de cultura.

Em fevereiro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) recolheu documentos e abriu investigação sobre suposta fraude na utilização de R$ 500 mil destinados a convênios financiados pelo FIC, entre 2013 e 2014. O resultado é a reformulação nas regras.

Entre as novidades, estão 80 especialistas, contratados via seleção pública, que vão avaliar e depois emitir pareceres para a coordenação do FIC. Segundo o governo, os critérios de pontuação também mudaram e agora são bem embasados, para acabar com subjetividade na avaliação dos projetos inscritos.

Representante do Fórum Estadual de Cultura, o ator e diretor Vitor Samudio lembra que 2015 foi um ano terrível sem investimentos públicos. “Quando começa uma crise econômica, o primeiro setor que os gestores cortam é a cultura. Ainda tratam como perfumaria. Mas a Cultura é essencial, junto com a Educação”, defende.

Na avaliação dele, os 9 editais já são um alento. “Um bom sinal para 2016. Mas além dos editais do FIC, o setor espera políticas públicas voltadas para a Cultura”, avisa.

O maior problema de 2015 foi a ausência da prefeitura, com muitos pagamentos atrasados e nenhum edital publicado. “Os músicos ainda continuam com shows em bares, os atores fazem espetáculos de rua... Nosso grupo existe há 30 anos e a gente se vira como pode, por isso não depende tanto do poder público. Mas o apoio melhora a produção dos espetáculos”, justifica Jair de Oliveira, do Grupo Unicórnio.

A expectativa é de que no segundo ano de governo o Estado esteja mais tranquilo para investir. “Mas em Campo Grande a insegurança continua. Por isso defendemos um calendário definido de eventos, festivais, lançamentos de editais, para o setor se programar melhor”, comenta Jair.

Os artistas também aproveitaram para cobrar mais apoio da iniciativa privada. “Empresas privadas investem muito pouco em teatro e quando patrocinam, o dinheiro vai para peças nacionais, com atores globais. Tem de pensar em médio e longo prazo. Para os grupos ficarem conhecidos”, defende Jair.




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