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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

01/06/2016 06:10

Documentário francês grava cenas no Pantanal e tem canção de Geraldo Espíndola

Naiane Mesquita
Geraldo Espíndola compôs música especial para documentário sobre economia criativa Geraldo Espíndola compôs música especial para documentário sobre economia criativa

É descendo o Rio Paraguai, atravessando o Pantanal e seguindo com o trem até Santa Cruz de La Sierra que uma ONG francesa pretende contar um pouco sobre a população ribeirinha de Mato Grosso do Sul e como a economia solidária se torna uma fonte de renda ou não para essa população. O projeto tem o aval e a participação do músico Geraldo Espíndola, que participa da trilha sonora e concede depoimentos ao projeto.

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“Estou fazendo parte do filme, certas canções minhas foram incluídas e também tem uma parceria com os franceses, com a canção que tem o nome do filme, Novo Luar”, afirma Geraldo.

O projeto surgiu de um contato de longa data de Geraldo com a Ong Apreies, formada por artistas franceses. “Esse filme ele vem desde a Europa e passa por Ceará, Bahia, Minas Gerais e chega em Mato Grosso do Sul, em Corumbá e vai até Santa Cruz de La Sierra. Eu vou pegar o trem até a Bolívia e sei que minha participação vai terminar com uma pacha mama”, explica Geraldo.

Por enquanto, a produção está nas regiões ribeirinhas de Corumbá. “Não tem luz, não tem nada, são as pessoas que moram realmente na beira do Rio Paraguai. Nós já gravamos alguns sons na praçae, em Corumbá. Ainda não está claro como vai ser minha participação. Eu sou meio lento para cinema”, confessa aos risos, o músico.

A canção composta especialmente para o documentário tem a participação dos artistas que encabeçam o projeto. “O Julien Dayan é um ótimo pianista francês, a canção é feita a três mãos, minha dele e do Leo Dayan, outro músico. Por enquanto, a música ainda não foi gravada, mas em breve será e vamos ver como será mais para frente”, indica.

Como as gravações já estão acontecendo, a previsão é que até junho o projeto esteja finalizado na América do Sul e siga para a pós-produção na França. O interessante é que todas as línguas maternas estão sendo preservadas, o que torna o material ainda mais rico. Francês, português e espanhol reunidos em um só filme.

“Ele será exibido nas universidades da Europa e nada impede que vá para o cinema. A pretensão é essa”, ressalta a esposa de Geraldo e produtora regional do documentário, Dalila Saldanha.




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