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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

27/04/2013 19:03

Em competição de dança urbana, a "batalha" contra o preconceito

Elverson Cardozo
Batalha de dança reuniu participantes da Capital, interior do Estado e de outras cidades brasileiras. (Foto: Marcos Ermínio)"Batalha" de dança reuniu participantes da Capital, interior do Estado e de outras cidades brasileiras. (Foto: Marcos Ermínio)

A Capital está sendo palco, neste sábado (27), de mais uma competição de dança urbana. O “Campo Grande Urban Champ”, como o evento foi batizado, tem entrada franca e segue até às 22h, na Concha Acústica Helena Meireles, no Parque das Nações Indígenas.

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No tablado, chão ou arquibancada o que os participantes querem mostrar é a alegria e espontaneidade. O estilo despojado e as roupas mais largadas são apenas detalhes, que acabam ficando em segundo plano quando se compreende a “filosofia” da dança de rua.

Dançarina de breaking há cerca de 1 ano, Jhenifer Mayara, de 19 anos, diz que a arte transforma e enobrece o ser humano. “É minha inspiração. Tudo o que eu sinto eu passo pela dança”, afirmou.

Para a garota, melhor estar se “remexendo”, do que entregue à marginalidade, às drogas e à bebedeira desmedida. O preconceito e os pré-conceitos são apenas considerações de quem não entende as mensagens repassadas, nem se permite entender.

 

Lucas Galante da Silva, um dos jurados que veio de São Paulo. (Foto: Marcos Ermínio)Lucas Galante da Silva, um dos jurados que veio de São Paulo. (Foto: Marcos Ermínio)

É o que pensa Lucas Galante da Silva, de 19 anos, um dos jurados que veio de São Paulo. Eventos como esse, destacou, servem para mostrar que a dança de rua tem seu valor e não é coisa de “malandro”. “Na sua dança você é filosofia que vive. É você, sua personalidade. Não tem muito segredo. É alegria”, disse.

Mas as impressões equivocadas podem ser eliminadas. Para isso é preciso investir, ter visibilidade. A justificativa vem de uma das organizadoras, Mariana Cabreira, de 25 anos, que tem constatado uma mudança de cenário.

“Existe o preconceito, mas quando as pessoas conhecem isso acaba sendo quebrado. É muito legal”, declarou. Andrea Brazuna, de 38 anos, é a prova de que o segredo está em “abrir a mente”. A dona de casa soube do evento pela a filha e por amigos, que são dançarinos.

Jhenifer Mayara reclama do preconceito e afirma que acaba sendo julgada pelo modo de se vestir. (Foto: Marcos Ermínio)Jhenifer Mayara reclama do preconceito e afirma que acaba sendo julgada pelo modo de se vestir. (Foto: Marcos Ermínio)

Resolveu assistir e, antes mesmo da abertura, vendo apenas os “aquecimentos” ao redor do palco, já tinha uma opinião formada: “Muita gente que acha que isso é ligado à droga, mas não é”, disse. “É criatividade e cultura”, acrescentou. Para Mariana é mais que isso: “É vida. É saúde”.

Competição – O “Campo Grande Urban Champ” atraiu participantes da Capital, do interior do Estado e outras cidades como São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

O evento foi organizado pelo diretor e coreógrafo do grupo Soul Guetto, Márcio Oliveira, que teve o projeto aprovado pelo FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura). A competição foi divida por categorias, que permitem a participação de grupos, duplas e dançarinos individuais.

Eles serão julgados por Andre RockMaster, coaching do maior b-boy brasileiro (Neguim) e coreógrafo e orientador de crews; B-boy Klésio, vencedor do programa “Vai Dançar” do Multishow e B-boy Luka, que representou, recentemente, o Brasil no evento “Raw Circles 2013”, na Bélgica.

O evento se estende além da batalha de dança. Neste domingo (28), das 9h às 12h e das 14h às 18h, haverá um workshop no mezanino da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul).

Serviço – A FCMS está localizada na rua Fernando Corrêa da Costa, 559.




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