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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

14/12/2014 08:40

Esquenta de festa em Piraputanga traz "Piraquilombo" ao bairro São Francisco

Aline Araújo
Preparação de ensaio geral no bar Vai ou Racha.Preparação de ensaio geral no bar Vai ou Racha.

Na entrada, quem vai celebrar com a Nação Piraquilombo recebe uma fita florida para colocar no pulso, marcar a presença e já entrar no clima colorido e alegre da Folia de Reis e Festa do Boi Bumbá. A tradição trazida da Bahia para o distrito de Piraputanga, que fica há 135 km de Campo Grande, começou com Chica Baiana, que chegou ao vilarejo por volta de 1949 e trouxe na mala as festas como herança cultural.

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Em Piraputanga a festa dura 11 dias, de 25 de dezembro até o dia 6 de janeiro. O cortejo visita a casa dos moradores levando o boi, muita roda de samba e alegria. Quem pode, contribui para a a grande folia, realizada no último dia da festa, com comida a vontade para toda a comunidade.

 

Folia em Piraputanga. (Foto: Divulgação)Folia em Piraputanga. (Foto: Divulgação)

A tradição até ficou adormecida por anos, Chica perdeu as duas pernas por conta da diabetes e ficou impossibilitada, até passar o “Boi” para o músico Rony Peterson, de 30 anos, descendente da comunidade que ficou incumbido de não deixar a festa morrer.

E para fortalecer a tradição, ele fez parcerias com núcleos de artes e trouxe uma mostra de toda a magia do boi para ser celebrada em Campo Grande e Dourados. Na sexta ocorreu na Capital o ensaio geral da grande festa, como maneira de divulgar a tradição e levar mais gente para Piraputanga.

“O que eu quero é que essa festa se torne parte do calendário oficial do Estado e que ela siga de maneira natural ao longo dos anos. Levando alegria para todos os lugares!”, comenta Rony.

Em Campo Grande, o Bar Vai ou Racha abriu as portas para festejar a folia. O dinheiro da entrada vai ser usado para fazer o boi girar pelo interior.

Nem a chuva atrapalhou a festa, que foi celebrada com muitas “ladainhas”, músicas rimadas que falam sobre o cotidiano e fatos curioso do lugar onde foi criada. “Oh limoeiro... baixa o galho que eu quero tirar o limão. Tava sentado em baixo do limoeiro meu amor é bandoleiro? Eu não. Eu não”, brinca uma das canções.

Em Campo Grande a festa ganha a força do Imaginário Maracangalha e Dourados tem o apoio do Coletivo Casa dos Ventos. Junção do religioso e do profano, com muita alegria, o boi todo trajado de chita e brilho entra na roda para girar e exaltar a benção que é viver.

No ano passado, um documentário filmado no vilarejo contou um pouco da história da tradição e de como o Boi Bumbá entrou para a cultura do Estado, pelos imigrantes que fundaram Piraputanga na década de 50. Quando o som do pandeiro e do tambor entram em cena, não tem quem fique parado.

Confira abaixo do documentário sobre a festa:




Piraputanga se ñ fosse o homem destruir locais lindo pela natureza seria igual bonito ou até melhor , e pior destruido por turista a anos atrás que ia de trem etc e tbem via muitos moradores tbem sem conciência de preservação , e com isso ficou uma cidade quase que fantasma etc
 
JEFF em 15/12/2014 02:45:13
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