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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

22/05/2016 16:12

Mesmo com anúncio de volta do Ministério da Cultura, ocupação segue na Capital

Manifestantes aguardam a publicação da recriação para deixar espaços

Mayara Bueno e Leandro Abreu
Manifestante na ocupação do Iphan, neste domingo (22). (Foto: Marcos Ermínio)Manifestante na ocupação do Iphan, neste domingo (22). (Foto: Marcos Ermínio)
Manifestantes montaram acampamento na sede do Iphan. (Foto: Marcos Ermínio)Manifestantes montaram acampamento na sede do Iphan. (Foto: Marcos Ermínio)

Mesmo com o anúncio de que o Ministério da Cultura será recriado, manifestantes que ocupam, desde sexta-feira (20), o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), em Campo Grande, permanecerão por lá até que de fato o retorno da pasta seja oficializado, o que pode ocorrer na segunda-feira (23).

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De acordo com o representante do Colegiado Setorial de Teatro e Teatro Imaginário Maracangalha, Fernando Cruz, a decisão de não cancelar as ocupações é de movimentos nacionais e leva em consideração a não oficialização do ato. O anúncio da retomada do ministério foi feito no sábado (21) pelo presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB).

Alinhados a um movimento nacional, que já soma 20 ocupações, sendo 11 em prédios do Iphan, pelo menos 50 representantes da cultura de Campo Grande protestam, desde sexta, contra a extinção da pasta.

Além da reclamação nacional, os artistas campo-grandenses levantam demanda local e também por isso, afirma Fernando, a ocupação por aqui continua. Eles questionam a reserva de 1% do orçamento municipal voltado para a cultura, o não pagamento de fundos do setor de 2014 e 2015, bem como a luta pela criação de um sistema estadual, que prevê 1,5% do governo na cultura.

A luta pela reivindicações acontece simultaneamente com eventos culturais. Mais tarde, haverá roda de capoeira, teatro e cinema para quem quiser conferir. No ‘acampamento’, há de 15 a 20 pessoas ‘fixas’ que dormem e se alimentam por lá, mas, durante o dia, passam cerca de 50 a 200.

 

Local foi tomado por faixas em protesto pela extinção do Ministério da Cultura. (Foto: Marcos Ermínio)Local foi tomado por faixas em protesto pela extinção do Ministério da Cultura. (Foto: Marcos Ermínio)



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