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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

10/09/2015 06:23

Na onda retrô, até a fita cassete ressuscitou com trabalhos inéditos de bandas

Lucas Arruda
O selo Inseto Tapes pretende lançar um trabalho inédito até o fim do mês (Foto: Fernando Antunes)O selo Inseto Tapes pretende lançar um trabalho inédito até o fim do mês (Foto: Fernando Antunes)

O estilo, no geral, é o punk rock. Bandas clássicas, como Lobotomia, Cólera, Olho Seco estão na playlist, mas nada de MP3, CD ou vinil, só fitas cassetes ou K7 (como preferir). É assim que o novo selo que está nascendo na Capital pretende lançar os novos trabalhos de bandas do cenário underground, além de grandes clássicos nacionais.

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A "Inseto Tapes" ainda não começou com as gravações, mas pretende lançar o trabalho inédito da banda campo-grandense Bizonhentos até o fim deste mês, junto com uma coletânea de bandas nacionais do fim dos anos 80. “CD nunca foi muito bom de venda e vinil é muito caro pra se fazer, então resolvemos gravar em fita cassete”, justifica o músico Felipe Faia, um dos criadores do selo. DxDxO, Japura Noise Project e outras bandas também terão trabalhos inéditos gravados pelo selo.

Felipe Faia é um dos idealizadores do projetoFelipe Faia é um dos idealizadores do projeto

Ele é da época em que todos tinham o rádio em casa e ainda ouviam bastante fita. Mas o hábito perdura até hoje. “O som do meu carro tocava só fita até pouco tempo atrás. Nem sei baixar música da internet, minha namorada que baixa às vezes pra mim”, afirma.

A ideia pode parecer um pouco louca, mas segundo a maior fábrica de fitas cassetes dos Estados Unidos, a Nac, o negócio está animador por lá. Em 2014 foram produzidas mais de 10 milhões de fitas e as vendas aumentaram 20% neste ano, que foi o melhor desde sua inauguração, em 1969.

Eles garantem que ainda existe público aqui para comprar as fitas cassetes. “Algumas vitrolas que estão saindo no mercado agora, além de tocar vinil e ter entrada USB também tocam fitas. O público quer isso, eles querem algo palpável, não só pela internet. Além disso, tem muito material que existe só na fita, nem na internet tem, como alguns shows ao vivo e queremos relançá-los”, ressalta Felipe.

Atrativos também farão parte do material para chamar mais atenção de quem curte a onda retro. “Na Europa as bandas nunca pararam de lançar seus trabalhos em vinil e em fita. Aqui no Brasil tem algumas bandas fazendo isso também, então vamos começar. Quando lançarmos os clássicos, queremos conversar com as bandas e quem lançou o trabalho naquela época e contar a história no encarte e fazer zines também”, conta Juberto Souza.

 

Juberto conta que querem contar a história das bandas nos encartes das fitasJuberto conta que querem contar a história das bandas nos encartes das fitas

Este também será um meio de divulgação das bandas autorais de Campo Grande. “Quando uma banda lança um CD ou põe seu trabalho na internet não chama muita atenção, agora quando grava em vinil ou fita cassete deixa o trabalho muito mais interessante”, acredita Felipe.

Será feito intercâmbio destes materiais gravados aqui com materiais de bandas de outros lugares do país, como era feito antes de existir a internet. Juberto e Felipe pretendem fazer um show no Holandês Voador, gravar e lançar em fita casete.

As fitas poderão ser compradas na Terror Rock Street Wear Shop, localizada no Box 157 da Feira Central e também no bar Holandês Voador, que fica na rua Antônio Maria Coelho esquina com avenida Calógeras.




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