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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

28/07/2016 08:14

No Spotify, bandas e cantores daqui tentam emplacar canções pelo Brasil

Naiane Mesquita
Arizona Nunca Mais aderiu ao Spotify para divulgação das músicas Arizona Nunca Mais aderiu ao Spotify para divulgação das músicas

Serviços de streaming revolucionaram a forma como as pessoas se relacionam com a televisão e também com a música. Além do Netflix, o Spotify está espalhado pelos celulares e computadores de muita gente e isso influencia diretamente na forma como as bandas e cantores apresentam e divulgam o trabalho.

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Em Mato Grosso do Sul, a lista de artistas no serviço é longa. Marina Peralta, Guga Borba, Bella Xu, Codinome Winchester, Arizona Nunca Mais, Café com Leite, Jennifer Magnética, além de outros não tão independentes, como os músicos sertanejos. Para entrar no serviço é preciso ter a música registrada, com código e de preferência com a ajuda de uma editora, mas também pode ser de forma independente, procurando diretamente uma agregadora. No próprio site do streaming há o caminho, com algumas partes em inglês.

Deixando a burocracia de lado, atualmente a editora Mart, por exemplo, tem músicos cadastrados em plataformas digitais, entre eles, Mochileiros, Jennifer Magnética, Grupo Acaba e até a Delinha. Depois de realizar o registro da música, a editora envia as informações para uma agregadora, como a One Rpm, que encaminha para as plataformas, como o Spotify ou Itunes.

Jennifer Magnética está há dez anos no mercado e agora também no SpotifyJennifer Magnética está há dez anos no mercado e agora também no Spotify

O vocalista e guitarrista da banda Arizona Nunca Mais, Heitor Menezes, afirma que a primeira preocupação da banda era de gravar uma material de qualidade antes de entrar de vez nas mídias digitais. “Sabíamos do potencial de abrangência que essas mídias tem e não queríamos divulgar um material mal feito, queríamos um pouco de qualidade antes de tudo. O caminho é muito fácil, qualquer um pode fazer, mas é necessário ter sua composição registada,t udo certinho para recolhimento dos direitos autorais da obra”, afirma.

A banda ainda é formada por Renan Max Faetti, na bateria e Heitor Chavez, no baixo. “Nós estamos começando a medir os resultados agora, pois temos uma média de 150 plays por dia em diversos lugares do País, como Várzea Grande, Fortaleza, Belo Horizonte, Cuiabá e até Rio Branco, no Acre”, explica.

O serviço funciona como o Netflix, o serviço de streaming mais popular atualmente, ou seja, mostra as sugestões de acordo com as preferências do usuário. Há o serviço gratuito, mas também o premium, em que ouvinte paga por mais cobertura e zero propagandas.

Para Rodrigo Faleiros, que divide o palco da Jennifer Magnética ao lado de Diogo Zarate e Jean Stringheta, por causa do serviço sempre há alguém gravando um Snapchat com a canção da banda. “O Spotify ajuda pacas, claro. Temos retorno de amigos e outras pessoas que escutam e incluem músicas da Jennifer Magnética em suas playlists. Vira e mexe somos surpreendidos com um Snap do Spotify de alguém, tocando alguma música nossa e o fato de estar nessa plataforma torna ainda mais fácil pra maior parte das pessoas escutar o nosso trabalho”, acredita.

Em outras redes sociais também há retorno. “Por conta de nossa editora e distribuidora de direitos autorais, temos como verificar as execuções de cada música, local e conta do Spotify e já vi execuções de vários pontos do País, como Nordeste e Pará, por exemplo, onde tem um número legal de ouvintes, Sudeste, Sul. O retorno geralmente vem pelo Facebook, por mensagens na página da banda”, descreve Rodrigo.




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