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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

17/04/2016 07:45

Peixes voltam ao Córrego Prosa, em ação para ocupar com arte os espaços públicos

Naiane Mesquita
Os peixes de Pedro Guilherme e o de Marilena Grolli, pendurada na escada (Foto: Naiane Mesquita)Os peixes de Pedro Guilherme e o de Marilena Grolli, pendurada na escada (Foto: Naiane Mesquita)

Pendurada no alto de uma escada, em uma altura que costuma assustar os mais medrosos, a artista plástica Marilena Grolli pintava tranquilamente no Córrego Prosa. A intervenção urbana integra uma série de ações da Confraria Sociautista, organizada pelo artista plástico Pedro Guilherme, que fez sua primeira intervenção na tarde de sábado em Campo Grande.

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Vários aristas participaram da ação, colorindo o local Vários aristas participaram da ação, colorindo o local

A ideia surgiu a partir de um ensaio escrito pelo artista plástico Pedro Guilherme, 49 anos. Os peixes sempre rodearam a história dele, o responsável pela instalação incrível de várias fileiras de peixe dentro do córrego Prosa.

“O ensaio fala um pouco da nossa história, da colonização e do povo brasileiro, que é um povo rico, acolhedor e que sofre tanto com essa política, mas que não tem voz, não consegue expressar sua insatisfação, por isso 'sociautista'. Os autistas são pessoas ricas, criativas que as vezes apenas não expõem”, explica.

Nesse processo de reflexão, Pedro criou a Confraria, que reúne 35 artistas, não só plásticos, como escritores e atores. “Aqui nós pensamos nas operações policiais que estão sendo realizadas no País. O nome da intervenção é Operação Piracema. Em breve vamos realizar outras ações, a partir do dia 29 de abril, que é quando acontece a outra reunião da Confraria”, diz.

A artista plástica Marilena Grolli acredita que ocupar espaços públicos é mandar um recado aos governantes, que ignoram a arte sul-mato-grossense. “Estamos ocupando primeiro os espaços públicos e depois os que nos são por direito, mas que nunca tem obras de artistas daqui, como o Marco (Museu de Arte Contemporânea). Nós somos desvalorizados pelos gestores da nossa cidade, do nosso Estado”, acredita.

Pedro ressalta que os peixes devem permanecer durante a semana, enquanto os desenhos no concreto da ponte serão mantidos. “Além das obras de arte, vamos fazer um pequeno show com músicos locais e performances. A ideia é crescer o movimento e ocupar cada vez mais os espaços públicos”, frisa.

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