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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

22/12/2015 10:34

Sem ter de onde tirar dinheiro, coreógrafos lançam campanha por verba cultural

Naiane Mesquita
Grupos de dança reclamam sobre atraso no pagamento dos editais da Funarte (Foto: Fernando Antunes/Companhia Dançurbana)Grupos de dança reclamam sobre atraso no pagamento dos editais da Funarte (Foto: Fernando Antunes/Companhia Dançurbana)

Longe de ser apenas um problema municipal, o atraso no pagamento dos editais alcança níveis nacionais. Com a hashtag #artesemcalote, grupos de dança de Campo Grande estão denunciando a falta de repasse dos investimentos desde 2014, o que gera a não realização de apresentações, festivais e estudos sobre cultura no país.

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O coreógrafo da companhia Dançurbana e membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais, Marcos Mattos, afirma que a Funarte (Fundação Nacional das Artes) acumula dois anos de não pagamento dos editais. “Em 2014 foi aberto o processo público, vários projetos foram aprovados, mas não houve o repasse. Nós aprovamos um festival de dança pela Arado Cultural em 2014 e até hoje nada”, afirma Marcos.

Artistas publicaram foto na internetArtistas publicaram foto na internet

De acordo com o coreógrafo, o problema se repetiu em 2015. “Aprovamos o Cerrado Abierto, que era um projeto para acontecer em 2015, e o Corpomancia aprovou uma residência do espetáculo Sem Cerimônia. Um bailarino, RalferCampagna também foi contemplado em um edital de novos criadores e não recebeu”, explica.

Membro do conselho, Marcos frisa que a campanha pela internet é em âmbito nacional. “É um manifesto com o apoio de pessoas do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, quem participa do Conselho para que a Funarte possa nos dar uma resposta. Eles começaram a fazer o pagamento dos editais de 2014, priorizando os de circulação e de produtores negros”, indica.

Marcos aproveita e diz que o manifesto acaba se tornando propício com o atual momento em que a cultura de Campo Grande se encontra, sem o pagamento desde 2014 dos editais FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais) e Fomteatro (Fundo de Fomento ao Teatro) da prefeitura.

“Também temos projetos aprovados pelo município. Eles vão acontecer, só estamos esperando a liberação desse dinheiro”, acredita.

No Facebook, junto com a hashtag, Marcos assina o manifesto ao lado de outros coreógrafos, como Renata Leoni, que já foi contemplada com vários prêmios pela Funarte e MinC (Ministério da Cultura). “Estamos lançando a campanha #artesemcalote,como forma de anunciar e questionar o descaso com que o Ministério da Cultura vem tratando a única instituição federal que tem se dedicado a promover ações para dança entendida como arte. O objetivo da campanha, é pressionar o MINC a reconhecer e fortalecer a Funarte no organograma de seu funcionamento/orçamento. O atraso no pagamento do Prêmio Klauss Vianna de Dança (2014/2015), é uma evidente demonstração de descaso com a principal ação que envolve a sociedade civil como proponente e executora de ações para dança como arte no Brasil”.




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