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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

16/03/2014 07:36

Usando apenas o azul, artista plástica recria ambiente na menor sala de museu

Elverson Cardozo
Ana Ruas realizou intervenção na menor sala do Marco. (Foto: Arquivo Pessoal)Ana Ruas realizou intervenção na menor sala do Marco. (Foto: Arquivo Pessoal)

Utilizada, geralmente, para exibições de quadros, gravuras e desenhos, a “salinha” do Marco (Museu de Arte Contemporânea), em Campo Grande é, para a artista plástica Ana Ruas, um dos espaços curiosos e provocantes que, agora, ela usa para mais uma intervenção – Plano B - que integra a primeira Temporada de Exposições 2014.

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Ana recriou os planos do ambiente usando apenas a cor azul, sua favorita. O assunto é a própria sala. De um lado, ela projetou as sombras das duas colunas que existem no local e, na parede do fundo, reproduziu a imensa porta de vidro.

O trabalho deixa o visitante em dúvida sobre o que é real e o que é ilusão. E é essa a proposta. A artista quis dar um novo significado para a menor sala do museu, classificada por ele como “número um”. “Eu faço com que a pessoa, ao invés de olhar só para frente, como é comum em uma exposição de desenho, olhe, também, para cima. Mostro que sala não está só na altura dos olhos”, disse.

O desenho, nas palavras de Ana, cria um diálogo entre a arquitetura, efêmera, que só existe durante o período de exposição, e a pintura. O Plano B, neste sentido, indica não só uma segunda opção de uso da “salinha”, mas mostra, ainda, que o espaço não é tão pequeno como se imagina.

Foto mostra sombra das colunas físicas e reprodução da porta. (Foto: Arquivo Pessoal)Foto mostra sombra das colunas físicas e reprodução da porta. (Foto: Arquivo Pessoal)

As sombras, que evidenciam as duas colunas, por exemplo, foi uma forma de mostrar que elas existem. “Minha intenção não é camuflar os elementos da arquitetura e, sim, avisar que eles estão lá. O trabalho resume-se em duas colunas brancas e o desenho da porta”, contou, ao dizer que a ocupação foi feita considerando os metros quadrados e não os lineares. “A sala não se limita às paredes e sim ao espaço todo que nós, que nosso corpo, ocupa”, concluiu.

Perfil - Natural de Machadinho, Rio Grande do Sul, Ana Ruas vive e trabalha em Campo Grande desde 1996. A artista desenvolve trabalhos individuais, cria projetos de intervenções urbanas e de arte-educação.

Em 2011, inaugurou o Ateliê Ana Ruas, um espaço aberto que reúne artistas, curadores e profissionais de diversas áreas com propostas transdisciplinares.

Serviço - A primeira Temporada de Exposições no Marco estará aberta à visitação até o dia 1º de junho, de terça a sexta, das 12h às 18 horas. Sábados, domingos e feriados, o horário é das 14h às 18 h.

O Museu fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Outras informações podem ser obtidas no telefone (67) 3326-7449.




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