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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

25/10/2011 14:09

Pela 1ª vez em 40 anos de carreira, Geraldo Espíndola assume “culpa” por CD

Ângela Kempfer
Pela 1ª vez em 40 anos de carreira, Geraldo Espíndola assume “culpa” por CD

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Desde que começou a compor, há mais de 40 anos, Geraldo Espíndola tem ao lado um aparato de músicos e até maestro. Mas depois de tanta interferência ele resolveu assinar sozinho um trabalho e se prepara para lançar CD com 14 músicas inéditas.

Sem dúvida, um dos maiores compositores de Mato Grosso do Sul brinca ao resumir a proposta. “Sou 100% culpado. O CD é só meu e de um técnico, não há mais ninguém”.

As composições são mais para “Vida Cigana” do que “Kikio”, dois hits do compositor, a primeira regravada mais de 120 vezes, segundo os amigos.

“Estava revoltado comigo mesmo. Sempre tinha alguém opinando, nunca fiz nada com a minha cara. Tenho mais de 400 amigos músicos, muitos queriam tocar comigo de graça, mas agora é a minha vez.”

Extremamente simpático (como sempre) e jovem (como há décadas), Geraldo não tem pudor em comentar que até agora não conseguiu compor o que busca.

“Quero alguma coisa diferente, que ninguém inventou, mas simples, direta. Fico me perguntando até que ponto estou sendo imbecil ou verdadeiro. Só vou lançar o CD quando eu encontrar isso”.

Os Espíndolas...Os Espíndolas...

Ele tirou algumas canções da gaveta, de parcerias nunca gravadas, mas não em papéis preenchidos. Geraldo garante que guarda tudo na memória, sem precisar escrever uma linha. “Sou capaz de guardar uma música por 40 anos”.

Mas também tem facilidade de esquecer, quando a música é uma decepção. “Ouço e penso, como pude compor essa droga? O que aconteceu comigo? Daí esqueço.”

A diferença que busca é a marca que espera deixar para outras gerações, “para que lá na frente alguém procure e ache nesse CD a janela que estava buscando, o arranjo que queria, a letra que emociona”.

A ideia inicial era concluir o novo trabalho em janeiro, mas ele não tem pressa. É a primeira vez sem direção e também a primeira experiência com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura. O músico conseguiu R$ 15 mil, quantia que nem sequer paga o estúdio, reclama Geraldo, mas é uma conquista depois de 40 anos de carreira e músicas símbolos do Estado.

Geraldo assegura que nunca pensou em viver outra vida, de muito dinheiro ou grandes produções. “Gosto de ser palhaço, mas não quando tenho de ser, quando alguém manda eu ser. Gosto quando eu quero ser palhaço”.

Geraldo e a nova geração.Geraldo e a nova geração.

Sem preconceito, elogia Luan Santana e confessa que quer mesmo é compor um “chicletinho”, aquela música que gruda no ouvido e virá sucesso. “Adoro chiclete”, ri.

Compara o gurizinho de Jaraguari a Almir Sater, pelo preparo e paciência para a fama. “Na nossa geração, o Almir tinha a estrela. Alguém colocou a mão na cabeça dele e disse: você vai dar certo. O mesmo acontece com o Luan. O menino tem alguma coisa que ninguém tem. É a estrela”.

O músico administra o sucesso de anos com pagamentos à associação do Rio de Janeiro, para garantir direitos autorais e recebe, com muito suor, “pequenas fortunas mensais”, diz.

Vovô recente, ao mesmo tempo em que fala com brilho do neto de 2 anos, “que já pega no violão como o avô”, ele diz a gargalhadas que está se preparando para morrer. “Tenho 60 anos, tenho de pensar no que é inevitável e no que eu vou deixar”.

O pai já completou 95 anos, uma mostra de que muita coisa ainda deve sair da cabeça de Geraldo. “Papai é lúcido, tanto que não quer mais ouvir. Ficou surdo, mas diz que não tem nada mais para ouvir mesmo”.

Ele não perde o contato com os músicos mais jovens. “Vivo com eles por aí, mas enquanto tá todo mundo na cachaça, tô na água mineral”. E cita algumas bandas que admira. “”Tem o Louva Dub, o Curimba, tantas outras. Queria que o Estado conseguisse mostrar isso para o Brasil”.

No dia 18 de novembro, Geraldo Espíndola mostra algumas das músicas inéditas em show no Pantanartes, rua Eduardo Santos Pereira, 1231, entre as ruas Brasil e 25 de Dezembro.

No palco.No palco.
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Amo muito nossa cidade e nosso Estado e acho que todo Talento daqui merece todo nosso respeito e valorização, cada ARTISTA tem sua Geração e em cada uma delas existem um tipo de musica para determinado Gosto, Com Certeza esse PROJETO DO GERALDO só nos trará mais cultura e deixara muitas riquezas para as proximas gerações que ainda estão por vim, pois SUCESSO NÃO ACABA NUNCA. PARABENS GERALDO
 
Shirley C. Silveira em 27/10/2011 12:10:01
Estou nas ultimas paginas de 50 anos a mil, assim como Lobão, Geraldo tem conteúdo para uma biografia que também pode ser transformada em filme.
 
Walter Luiz em 26/10/2011 11:20:53
Grande Geraldo, te acompanho desde a adolecencia, já curti suas canções em várias fases da minha vida, algumas me remetem a grandes momentos do passado. É um prazer ser teu fã. Abraço.
 
Claudio Macedo em 26/10/2011 10:10:29
Parabéns ao Geraldo pela carreira. Agora é deplorável essa atitude “conciliadora” do Geraldo de passar a mão na cabeça de um falso-músico como esse Luan Santana. Que é isso? Compara-lo ao Almir! Deveria ter mais respeito com os seus fãs e com a verdadeira música que não é esse êiêiêi de baixo calão desse tal Luan. Por favor, Geraldo você só pode estar intimidado pelo poderio midiático que promove esses cantorzinhos! Sei que no fundo você não gosta do Luan e não deve sujar seus ouvidos em casa com esse tipo de som. Nesse caso falar é fácil, difícil e ouvir!
 
Alcindo Camargo em 26/10/2011 04:03:00
Mano Geraldo, não me canso de aprender com vc todos os dias o significado da sinceridade, da verdade e da humildade. Obrigado pelo que vc foi, é e sempre será
na minha vida!
bjs
 
Jerry Espíndola em 26/10/2011 03:42:34
Parabéns Geraldo e toda a familia Espíndola, Beto, Sérgio, Celito, Jerry, Alzira, Tete, enfim todos; bom saber de vosso pai. Adoro muitas de suas, ou melhor, das músicas de voces, como as citadas na matéria, Chalana de Prata, muito bom ouvir o som do Mato Grosso do Sul. Vou aguardar o lançamento desse teu novo trabalho em que parece q queres olhar p dentro de ti.
 
Erudilho Nabuco em 25/10/2011 11:07:42
Geraldo, não me esqueço de você cantando em festivais de Campo Grande nos anos 70 uma música singela e. vencedora . A letra falava de sonhos "Ponha na sua cabeça um pedaço de nuvem. Ponha na sua cabeça um pedaço de céu. Ponha tudo na cabeça antes que a idade venha; fazendo desacreditar no papai noel".
 
Susi Mavis em 25/10/2011 10:10:19
Esse é 1 poeta de verdade ,compos a liguagem da terra ,marcando sempre em tempo sua faze em varias época...Parabéns Grande Compositor e Amigo.
 
Roberto de Abreu em 25/10/2011 09:51:58
Ângela, estou te aplaudindo em pé, belíssima matéria!! Sou fãzasso do Geraldo e desejo todo sucesso do mundo nesse novo trabalho.
http://rodadaalegria.blogspot.com
 
Sidnei Garcia de Freitas em 25/10/2011 08:39:10
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