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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

31/08/2016 09:55

Bisneto do Marechal Rondon traz peso do sobrenome a MS para divulgar filme

Naiane Mesquita
Coronel Benjamin é bisneto de Rondon e assim como ele seguiu a carreira militar (Foto: Fernando Antunes)Coronel Benjamin é bisneto de Rondon e assim como ele seguiu a carreira militar (Foto: Fernando Antunes)

Assim como todo mundo da família, o Coronel Benjamin Acioli Rondon do Nascimento, 55 anos, faz questão de carregar o sobrenome do bisavô famoso. Parte importante da história do País, principalmente do Mato Grosso uno, o marechal que desbravou boa parte desse território, aumentando as linhas telegráficas e entrando em contato com famílias indígenas, foi representado no filme “Rondon – O Desbravador”, que estreia nos cinemas amanhã (1º).

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Em Campo Grande para visitar a família e o filho que faz faculdade na cidade, o bisneto Benjamin Rondon aproveitou para realizar a divulgação do filme que conta parte da história do bisavô. O longa estrelado por Nelson Xavier no papel principal, na verdade é resultado de uma série de TV exibida na Rede Globo apenas nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “A ideia inicial do Rodrigo Piovezan, quando ele veio falar com a família a primeira vez, era um filme desde o início. Mas, o projeto não deu certo e a Globo Filmes abriu para a realização de uma minissérie. Agora, foi transformado em filme e irá estrear nos cinemas daqui”, explica Benjamin Rondon.

Rondon foi importante desbravador brasileiro (Foto: Divulgação)Rondon foi importante desbravador brasileiro (Foto: Divulgação)

O filme estreia em 16 cinemas brasileiros, incluindo os três de Campo Grande e um de Dourados. “De início seria apenas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, agora incluíram Varzea Grande, Ribeirão Preto, entre outros cinemas do País”, indica.

Marechal Rondon é conhecido principalmente pelo trabalho que desenvolveu no Centro-Oeste. Ele nasceu em Mimoso, hoje Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso, em 1865 e chegou a ser indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em 1957, um ano antes da sua morte, pelo trabalho de defesa dos povos indígenas. “O Marechal é descendente da avó materna dos Terenas e dos Guará e da avó paterna do Bororó. Ele tem três descendências indígenas, então isso que levou ele a não prejudicar a terra indígena e o povo. A ideia era integrar, ele se considerava um invasor”, ressalta.

Hoje, Benjamin tem ideia da importância da obra do bisavô, mas nem sempre foi assim. “Eu não vi a história dele no ensino fundamental, acabei conhecendo mesmo o Rondon quando entrei para o Colégio Militar. O nome do Rondon é muito mais difundido no ensino militar do que no civil”, explica o Coronel.

Cenas do filme Rondon, o Desbravador (Foto: Divulgação)Cenas do filme Rondon, o Desbravador (Foto: Divulgação)

Quando descobriu a origem da família, o pai explicou que por isso todos os filhos da família Rondon carregavam o nome famoso. “Meu pai me mostrou no livro, apontou e disse, por isso você tem esse sobrenome. O Rondon teve sete filhos, seis mulheres e um homem. A minha mãe é neta desse filho homem. Mesmo assim, nós mantemos o Rondon, todas as netas, bisnetas, fazemos questão de manter isso”, ressalta.

Esse orgulho é natural e costuma chamar a atenção de outras pessoas. “No cotidiano nem todo mundo associa, mas na vida militar é bem difundido. Tanto que meu nome de guerra era Rondon desde o estudo no Colégio Militar”, frisa.

Benjamin explica que tem dois braços da família também. “O Marechal na verdade se chamava Cândido Mariano da Silva, mas ele perdeu os pais aos três anos de idade, foi criado até os 10 pelo avô e depois por um tio, que lhe deu o sobrenome Rondon. Esse tio veio de São Paulo morar no Mato Grosso porque tinha brigado com a família. Eu conheci há muito tempo uma senhora que morava em Campo Grande que tinha o sobrenome Rondon e era descendente dessa família de São Paulo, dos que tinham ficado”, confirma.

Com o filme, Benjamin e toda a família esperam que o Marechal seja mais conhecido pela população, assim como o sua obra para os Estados. “Recentemente inauguraram um museu sobre o Marechal em Mato Grosso e agora o filme. Isso nos enche de orgulho e principalmente de responsabilidade, de carregar o nome de uma personalidade tão essencial para a história do País”, acredita.




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