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14/05/2014 12:09

Com lembranças de Bela Vista, filme sobre Ney Matogrosso estreia amanhã

Ângela Kempfer
Cena de Olho Nu. (Foto: Elis Regina)Cena de Olho Nu. (Foto: Elis Regina)

O filme estreia amanhã, mas provavelmente não deve chegar às salas de cinema de Campo Grande, apesar de falar um pouco de Mato Grosso do Sul. “Olho Nu” trata da carreira de Ney Matogrosso, é a narrativa da vida e da obra dele, uma história que começou em Bela Vista, onde o artista nasceu em 1941.

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No Brasil, o lançamento é esperado desde 2012. Hoje, por exemplo,a Folha de São Paulo, em parceria com o Cine Livraria Cultura, promove uma pré-estreia gratuita do filme dirigido por Joel Pizzini.

Diretor e protagonista têm uma história com Mato Grosso do Sul. O carioca Joel Pizzini cresceu em Dourados e desde que começou a fazer cinema fala das coisas daqui. Estreou com o curta-metragem Caramujo-Flor, sobre a poesia de Manoel de Barros. Filmou “Glauces, Estudo de um Rosto”, com todas as faces da artista sul-mato-grossense Glauce Rocha. Também contou em documentário a saga das “500 Almas” guató, os índios canoeiros do Pantanal.

Já Ney Matogrosso é de Bela Vista, apesar de hoje em dia ser muito mais carioca, onde vive desde 1966. Ele só volta ao Estado para shows. Mas em 2012 retornou à cidade natal para gravar cenas de Olho Nu. Mesmo assim fez questão de dizer que pouco do passado importa, principalmente, na construção do artista reconhecido nacionalmente, um dos ícones mais irreverentes da música brasileira.

O filme já foi exibido no ano passado no 10º Amazonas Film Festival, em Manaus, em sessão elogiada. Ao fim, Ney resumiu: "É uma fatia da minha história e do meu pensamento". Sempre transparente, ele chegou a dizer que sentiu falta de ser mais exposto. Relatos sobre uso de drogas como o LSD ou o contato com o Santo Daime, na década de 1980, foram assuntos pouco ou nada explorados por Pizzini.

O trabalho rendeu 500 horas de material inédito ou recuperado durante pesquisa em formatos diversos, em 16 mm, Super 8, Betamax, de arquivo pessoal do cantor. Há cenas consideradas raras, como a de Ney se maquiando antes de ir ao palco com o Secos e Molhados, na década de 1970, e uma entrevista concedida ao comediante e cantor Grande Otelo.

Na história de Ney, surge também a faceta política e cultural da época da Bossa Nova e o Tropicalismo. Na parte mais sentimental, surgem duas cenas sobre Cazuza, publicamente o grande amor da vida de Ney Matogrosso.

Em Campo Grande há um movimento na tentativa de trazer o filme para os cinemas da cidade, apesar de já ter sido exibido no ano passado no Festival de Ivinhema e aqui mesmo em Campo Grande, na rede Cinépolis, durante o Festival Cine Vídeo América do Sul, inclusive, com a presença do próprio Ney.

“O filme já venceu alguns festivais, dentre eles, o Festival In-Edit de Documentários Musicais em São Paulo, no título de Melhor Filme sob os votos do júri popular”, justifica a turma que criou evento no Facebook para sensibilizar as grandes redes. 

Mas mesmo que não chegue por aqui, a boa notícia é que Olho Nu deve virar uma série no Canal Brasil até 2015.




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