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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

24/12/2013 06:11

Curta trash acaba com magia do Natal e transforma Papai Noel em assassino

Elverson Cardozo
Papai Noel, no filme, virou um ser assustador. (Foto: Divulgação)Papai Noel, no filme, virou um ser assustador. (Foto: Divulgação)

Larissa Anzoategui, e o namorado, Ramiro Giroldo, conseguiram, em pouco mais de 10 minutos, acabar com a magia do Natal. Ele, como roteirista. Ela, como diretora, maquiadora, produtora e tudo mais. Os dois, juntos, criaram o “Natal, Vade Retro!”, um curta-metragem de terror trash onde o Papai Noel é um ser horrendo, assassino. Nem Simone, a cantora oficial dessa época, aquela que ninguém aguenta mais ouvir, foi poupada.

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O filme, trágico, porém cômico, não é recomendado para criancinhas e nem para quem não quer perder o encantamento da data. Também pudera. O bom velhinho, personagem principal, aparece assustador, com cara de zumbi.

A descaracterização do clima natalino é o ponto forte da produção, feita em casa, com ajuda de parentes e amigos. Professora de artes e amante do cinema, Larissa já havia se aventurado em outros trabalhos, em São Paulo, onde morou e montou uma produtora.

Em Campo Grande há 1 ano, ela e o namorado decidiram “brincar” novamente. “A gente pensou na imagem do Papai Noel que dá medo. Acho meio terrível aquele cara de vermelho, que desce pela chaminé e entra na casa”, explica.

A predileção pelo gênero – terror – falou mais alto. “Não tem jeito. Você tem que transformar em monstro”, diz. A ideia surgiu no meio do ano, em julho, mas o trabalho só foi finalizado agora, há duas semanas. A gravação, que durou 15 horas – das 16h às 7h -, foi na casa da irmã, na Vila do Polonês.

Teve ser “a toque de caixa” porque tudo foi feito na base da colaboração. O elenco é composto por colegas e parentes, inclusive o sobrinho, único ator mirim da atração. O cinegrafista era um amigo, de São Paulo, que só ficaria na cidade durante dois dias.

Lenda dá vida à estória macabra. (Foto: Reprodução)Lenda dá "vida" à estória macabra. (Foto: Reprodução)

Apesar da correria, deu certo. O curta, construído com recursos de animação é capaz de fazer qualquer um rir, de tão trash. “Papai Noel Filho da Puta”, da banda punk Garotos Podres, é uma das trilhas sonoras.

Para a atriz Fernanda Mont Serrat, de 20 anos, que integra o elenco, o filme, apesar da veia cômica, é uma crítica social. “Tem muita gente que acredita naquela coisa de natal ser lindo e perfeito, mas não é só isso. Tem o lado ruim e o bom. Enquanto muita gente está na ceia, em um lugar legal, outros estão se ferrando”.

Na opinião de Fernanda, a magia do natal, aquilo que a propaganda faz questão de ressaltar, é outra coisa chata. Ela garanta que, na infância, tinha medo do velho de branca que gostava de conversar com criança. No fundo, o motivo era outro: “Eu pedia uma coisa, um bicicleta, por exemplo, mas quando ia ao shopping e encontrava ele ganhava uma balinha”, brinca.

A intenção do roteirista, Ramiro Giroldo, era exatamente essa: desconstruir a magia do Natal, tratar a data de forma sarcástica e provocar. “Talvez tenha alguém que não goste, mas é uma brincadeira’, afirmou.

O curta metragem foi produzido com recursos próprios, a exemplo de outros trabalhos. O maior gasto foi com a passagem do diretor de fotografia, de São Paulo, mas tudo não passou de R$ 400,00.

Sinopse - O “Natal, Vade Retro!” gira em torno de uma lenda macabra. No início, quando tudo começou, Papai Noel foi amaldiçoado por entregar presentes a meninos e meninas carentes. Isso nunca havia sido feito antes e, por isso, uma terrível maldição é lançada.

“Forças maiores” se revoltaram com o ato do bom velhinho e lhe impuseram uma única condição paras as próximas entregas: se alguma criança o visse deixando os pedidos, ela teria de matá-la, sem dó ou piedade.
Para contextualizar, no curta, uma mãe conta essa lenda ao filho. À noite, o menino vê o velhinho de vermelho, com a cara coberta de larvas, deixar os presentes ao pé da árvore.

Por pouco uma tragédia não acontece. Felizmente, ou infelizmente, Simone, a cantora do “Então é Natal”, tem lá seus poderes. Assista e divirta-se:




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