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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

14/06/2016 07:10

Filme segue o rastro de grandes tesouros enterrados após a guerra

Naiane Mesquita
Cena do filme “La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados” Cena do filme “La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados”

É comum ouvir dos mais antigos as histórias sobre enterros, tesouros guardados durante a Guerra do Paraguai e que teriam o poder de tornar rico quem os encontrasse. Para achá-los só há um caminho, o mostrado por fantasmas que estão presos para sempre em seus pertences. Foi na trilha desses relatos que o cineasta e professor Paulo Alvarenga gravou o filme “La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados”, que mostra como a lenda se tornou tão viva no Paraguai a ponto de ser difundida em sua fonteira com Mato Grosso do Sul.

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“Eu cheguei ao território indígena kadiwéu em 2002. Vim com minha mulher, que também é professora, e meus três filhos viver em uma aldeia em Porto Murtinho. Foi lá que eu conheci pela primeira vez a história dos enterros. O território indígena kadiwéu é grande, tem cerca de 500 mil hectares e compreende várias cidades como Corumbá, Bonito, Bodoquena, além de Porto Murtinho”, relembra Paulo.

O nome Plata Yvyguy vem do guarani e significa tesouro enterrado. Há muito misticismo por trás das histórias de enterro. Reza a lenda que cada um seja guardado pelo real dono do tesouro no passado e que quando ele lhe mostra o caminho significa que deseja se desprender daqueles objetos. Em Bonito, onde Paulo mora, os fazendeiros da região são os responsáveis por perpetuar essas lendas. Mas, ao contrário do País vizinho, os jovens pouco conhecem dos Enterros.

“Conversei com muitas pessoas, muitos moradores de Bonito me contaram essas histórias há ano, precisei procurá-los novamente para gravar o filme. Também segui o rastro dos Enterros até o Paraguai. Fui até Assunção há um ano e meio atrás e descobri que o povo paraguaio guarda muito mais essa história entre eles, do que aqui. Qualquer criança sabe sobre as histórias da plata yvyguy”, descreve.

Marcelo Felipe Sampaio dirige o longa-metragem ao lado de Paulo. Há duas versões do filme, uma de 52 minutos que tem um formato mais próximo da televisão e outra de 1h10 dedicada ao cinema. “Não é apenas um documentário. É um filme de mistério, em que ficção e realidade se misturam. Em dois meses tivemos 1.400 mil acessos no trailer, o que parece ser bom, já que a divulgação é quase nula”, acredita Paulo.

Como os Enterros sempre impressionaram Paulo, ele já havia produzido um curta em 2010 sobre o assunto, que chegou a ser apresentado em Nova York, Londres, Barcelona, Buenos Aires e Miami. “Estou tentando apresentar na Feira Literária de Bonito e em outros festivais nacionais na cidade, mas ainda não tem nada certo”, deseja.




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