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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

08/11/2013 06:55

ONG que comprou Cine Cultura de "porta fechada" investe bem longe daqui

Anny Malagolini
Entrada do Cine Cultura. (Entrada do Cine Cultura. (

O Cine Cultura foi fechado em 2010, mas quem costumava frequentar o espaço em Campo Grande nunca se conformou e em 2012 até criou uma página no Facebook “Volta Cine Cultura”. Não teve jeito, para conseguir algo parecido agora, será preciso começar do zero. O projeto foi comprado pela ONG “Nelito Câmara” e funciona em Ivinhema, uma cidade de 21 mil habitantes a 284 quilômetros da Capital. 

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Quando o pai faleceu, Ricardo Câmara, de 38 anos, quis homenagear o ex-deputato Nelito Câmara continuando o trabalho em uma ONG. Entre os investimentos, a organização mantém a cultura como meta e desde 2008 vem incentivando o cinema na pequena cidade, uma exceção no interior de Mato Grosso do Sul.

Sem interessados em Campo Grande, o Cine Cultura foi vendido pelo dono do espaço alternativo, o empresário Nilson Rodrigues. A entidade levou a ideia de "portas fechadas" e fixou o projeto no interior. Com ajuda de patrocinadores e investidores, a ONG comprou todo o maquinário e estrutura, desde cadeiras, carpete e acervo, tudo por R$ 100 mil.

"Fui atrás de interessados e conseguimos comprar, mas não levamos o nome, apenas os equimentos", explica Ricardo. Em Ivinhema, o cinema foi rebatizado como “Cinelito”. Filmes comerciais também são exibidos, aos finais de semana. De segunda a quinta, o lugar continua com a proposta original, que é exibir produções “cult”, fora do circuito, garante Ricardo. Os ingressos custam R$ 12,00 e a capacidade e espectadores por sessão é de 88 pessoas.

Boa surpresa - Ivinhema surpreende pela vontade de movimentar o cinema. Neste ano, apresenta já a 10ª edição do “Festival de Cinema do Vale do Ivinhema”, de 10 a 17 de novembro.

A mostra nasceu em uma escola, no ano 2000, ganhou notoriedade e, além de produções locais, criadas por estudantes, o evento também recebe documentários, longas e curtas filmados no Brasil. 

O professor de Língua Portuguesa e produção de texto, Leonimar Bacchiegas, de 39 anos, foi quem começou o burburinho. Ele conta que a príncipio quis criar um canal, para que os alunos começassem a ler. “Queria que tivessem mais contato com a linguagem técnica do cinema, era uma maneira de estimulá-los, a se interessar pela leitura”, explica.

Apreciador da arte, mas sem entendimento técnico, Leonimar conta que entrou no mundo do cinema junto com alunos. “Mostrava cinema, mas tinha viés comercial. Fui mostrando a arte, com discussão mais cabeça, mas com a sabedoria de um cinéfilo, apenas”.

Os alunos começaram a criar curtas, com produções simples, e o projeto foi ganhando respeito dos educadores, que viram na atividade o aumento do interesse pelos estudos.

O festival cresceu e ganhou apreciadores e colaboradores. Em 2008, além das produções escolares, ele teve exibições e estreias nacionais.

Neste ano a programação, tem homenagem a violeira Helena Meirelles, com o documentário “A Dama da Viola”. A produção foi gravada na cidade. Outra produção que será exibida é o filme “Palavra Cantada”. Também tem oficinas de introdução ao cinema, desde técnicas utilizadas na construção de um roteiro. 

Confira a progração do festival aqui




Boa inciativa de quem se interessa pela cultura e pelo incentivo!
Feio é a pessoa ter coragem de criticar e fazer piada da coragem de quem investe!
Comentário desagradável e desnecessário, Sra. Paula Saldanha.
 
Magda Correa em 08/11/2013 13:58:30
Inacreditável! Ele comprou por cem mil reais um monte de cacaréco velho? Isso que é jogar dinheiro fora. Sobre o projetor do CineCultura, o antigo proprietário comprou de um cinema falido e fechado em Dourados, a preço de banana velha! Quase pagaram para ele levar embora o equipamento. Ele achou quem pagasse cem mil reais por aquilo?! Kkkkkk
 
Paula Saldanha em 08/11/2013 11:05:20
Muitas palavras difíceis de serem compreendidas e pouquíssimo conteúdo que se aproveite nesses comentários , a pois a " parada" e simples Ivinhema teve coragem e peito para assumir um cinema que a capital do estado não soube usar , e para os criticos de ONG's Digo por conhecer de perto as a que esta nao , possui vinculo nenhum politico , tive o prazer de ser aluno do curso de teatro da mesma e produzir alguns filmes e documentarios onde em momento algum tivemos interferencia politica , talvez falem da realidade de campo grande por nao consiga manter uma ONG sem apoio politico mas digo e afirmo o CINELITO e a FUNDACAO NELITO CAMARA caminha com suas próprias pernas , e claro convido os amigos para que se façam presentes no festival e desfrutem de um pouquinho de cultura sul-mato-grossen
 
Igor Augusto em 08/11/2013 09:55:20
Nestor Medeiros, assino embaixo a sua opinião.
 
Paulo José Alcântara em 08/11/2013 09:14:00
João Vitor, "mas sempre" é uma afirmação perigosa dado seu generalismo. Algumas ONGs podem até ter um lado enigmático, mas a maioria delas presta um nobre papel combatendo as mazelas sociais gritantes no Brasil. Não sei se você conhece o trabalho da ONG em questão, mas até onde eu sei, quem saiu ganhando foi a população de Ivinhema que ganhou o cinema da capital que eu mais gostava de frequentar.
 
Diogo Banzer em 08/11/2013 08:50:03
Aliás, o próprio produto "cinema" já se encontra em decadência. Com a concorrência da informalidade (pirataria virtual, camelô, boliviano com a bolsa cheia de DVDs que te interpela enquanto você está comendo pizza), os filmes passaram por uma democratização que não mais espera o cinema para a sua completude. Ainda mais com relação a filmes artísticos/dramáticos/estrangeiros: o público que se interessa por essas perfumarias dá o seu jeito de assistir, e não fica esperando a boa vontade das escassas cópias de rolo de filme terem a OPORTUNIDADE de chegar em rincões como Campo Grande, com MESES de atraso de seu lançamento, e para um público que contabilizamos na palma de duas mãos.
A verdade é que o CineCultura precisava de um benfeitor, e Ivinhema teve esse benfeitor.
(2/2)
 
Nestor Medeiros em 08/11/2013 08:30:27
O buraco sempre é mais embaixo...
As considerações que devem ser pesadas sobre o fechamento do ÚNICO cinema de arte que Campo Grande possuiu vão muito além do mero saudosismo. Pois muitos dos saudosos, com certeza, nem frequentavam o cinema pra manter o mínimo de lucro que uma empresa desse ramo tão árido precisa ter pra se manter em funcionamento. Muitos dos saudosistas tratavam o CineCultura como um brinquedo raro, bonitinho e motivo de orgulho, mas do qual nunca brincavam, e se confortavam com a ideia de que um dia brincariam com ele - esse dia só veio a chegar depois que o brinquedo passou pra outras mãos (tão típico do ser humano).
(1/2)
 
Nestor Medeiros em 08/11/2013 08:26:54
Campo-grandense não merece as poucas opções culturais que tem. Por isso não pode reclamar. O povo de Campo Grande não tem bagagem cultural pra fazer manter aberto um cine cult. Só lamento a vocês, povo triste.
 
Paulo José Alcântara em 08/11/2013 08:24:23
A maioria das chamadas ONGS (Organizações Não Governamentais) têm um lado enigmático. Ora, são ditas "NÃO GOVERNAMENTAIS", mas sempre estão ligadas a partidos políticos, políticos ou ex-políticos, como no caso em tela.
 
João Vitor dos Santos em 07/11/2013 15:43:44
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