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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

23/09/2014 22:37

Parceria entre Ancine e Prefeitura disponibiliza R$ 540 mil para audiovisual

Eduardo Penedo e Aline Araujo
Parceria vai contemplar quatro filmes campo-grandenses. (Foto: Marcelo Victor)Parceria vai contemplar quatro filmes campo-grandenses. (Foto: Marcelo Victor)

Uma parceria entre a Ancine (Agência Nacional de Cinema) e a prefeitura de Campo Grande disponibilizará R$ 540 mil reais para produções profissionais do audiovisual da capital morena. Na noite desta terça-feira (23), foi assinado simbolicamente o edital de Seleção para Produção Audiovisual da Ancine. Assim, a Fundação de Cultura de Campo Grande se credencia para repassar os recursos da Agência Nacional. A Fundac será co-financiadora e gestora dos recursos a serem repassados ao setor cinematográfico da Capital.

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Segundo a diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo(PSC), a prefeitura de Campo Grande entra com R$180 mil de recursos e a Ancine disponibiliza R$ 360 mil, totalizando os R$ 540 mil.

Juliana Zorzo comenta que a intenção do edital é tirar um pouco de recursos do eixo Rio-São Paulo e destinar para outros estados. Ela explica que para conseguir o recurso várias exigências têm de ser atendidas. “A cada um real que a prefeitura destina. A Ancine duplica o valor. Eu estou muito feliz por ver os colegas do cinema aqui. Isso aqui nunca aconteceu em Campo Grande e estamos muito satisfeitos, mas a nossa capital tem que ser mais reconhecida no cinema”, comenta.

Para dar exemplo de que Mato Grosso do Sul tem potencial para o cinema, o prefeito Gilmar Olarte lembra da novela Pantanal, gravada no Estado e produzida pela extinta TV Manchete, escrita por Benedito Ruy Barbosa, e dirigida por Jayme Monjardim. “Nós conseguimos passar para todo o mundo essa novela. Porque não podemos sediar eventos de cinema de alto nível. Cultura é uma produção”, comenta.

Ele explica ainda que acredita na cultura e que tem que dar autonomia para os gestores para poder cobrar resultados. ”Como eu canto e toco trompete, a cultura é muito importante para mim. Investir na cultura é importante. Cultura é produção”, argumenta.

O produtor cultural Thiago Morais, 27 anos, avalia o edital como uma evolução para o audiovisual do Estado. “É uma grande vitória para o audiovisual. Faz mais de quatro anos que nos articulamos algum investimento ou apoio”, comenta.

A produtora de audiovisual Mariana Senna, 36 anos, resume o audiovisual como uma paixão é fica feliz e pelos recursos que a Ancine vai repassar para o cinema de Campo Grande. “É uma paixão. Somos movidos pelo amor a arte cinematográfica. Quando você vê um filme sendo feito, as pessoas trabalhando para dar certo são apaixonantes. Aqui no Estado está faltando investimento, mas com o edital vai ser mais um caminho para conseguir recursos”, avalia.

O jornalista e produtor audiovisual Airton Fernandes, 30anos, explicou que o fundo só vai contemplar quatro filmes profissionais. E o primeiro quesito para participar e ser pessoa jurídica com isso selecionando os participantes do edital. Ele comenta ainda que está feliz pelo incentivo que o audiovisual está recebendo. “É respeito quando vem um recurso para o audiovisual. É importante. Aumenta a alta estima de quem produtos e faz circular recursos no Estado”, argumenta.

O cineasta Filipe Silveira explica que com maior verba pode ser feito histórias maiores e fazer um intercambio para o cinema com trocas de pessoas daqui para outros estados. “O filme é todo difícil para construir. Depois que está pronto e mais difícil. Com o Fundo da Ancine é possível separar uma quantia para utilizar na distribuição do filme”, finaliza.




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