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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

20/01/2014 17:12

"Rolezinho" é movimento passageiro e mira o preconceito, diz sociólogo

Luciana Brazil
Shopping Campo Grande pode ser alvo do rolezinho no próximo domingo (Foto: Angela Kempfer/Arquivo)Shopping Campo Grande pode ser alvo do "rolezinho" no próximo domingo (Foto: Angela Kempfer/Arquivo)

Polêmico, o fenômeno “rolezinho” despertou nos últimos dias em todo país uma discussão delicada. Como lidar com o movimento sem desrespeitar o desconhecido passou a ser, de fato, um questionamento pertinente.

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Para o sociólogo Paulo Cabral, o “rolezinho”, assim como as manifestações da classe média em junho do ano passado em todo país, é um movimento passageiro. Na Capital, o primeiro "rolezinho" deverá ocorrer no próximo domingo, a partir das 16h, no Shopping Campo Grande

“É um movimento insatisfatório e quando a gente coloca pra fora aquilo que queremos manifestar, reclamar, a gente se sente melhor e segue a vida. É passageiro como as manifestações em junho do ano passado. É um fenômeno localizado”, justificou o sociólogo.

Cabral concorda que o novo movimento nascido nas redes sociais e que já mobiliza a sociedade “não é caso de polícia”, como disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo.

Porém, ele alerta que, assim como qualquer outra aglomeração, o “rolezinho” deve ser monitorado pela segurança pública para evitar problemas de ordem. “Sempre que acontecem aglomerações, seja ela pelo motivo que for, e em qualquer lugar, deve haver o monitoramento, o cuidado da polícia, porque pode haver o descontrole. O monitoramento inibe os excessos”.

Segundo ele, podem ter vândalos infiltrados em qualquer tipo de manifestação.

Mobilizando de forma consistente a sociedade, o movimento provoca e interfere na “ordem” dos lugares. “A ordem é ‘justa’ enquanto cada um está no seu lugar. Mas quando um tenta ocupar o lugar do outro é que acontece o problema”.

No imaginário, as pessoas já concretizam o “rolezinho”, explicou. “Se as pessoas imaginam que serão atacadas por um menino da periferia e já pensam no estereótipo, isso causa questionamento de suas posições”, explica.

Apesar de o preconceito ser incessantemente questionado, o sociólogo garante que o medo e a preocupação são “compreensíveis”. “As pessoas se sentem ameaçadas pelo desconhecido. Os lojistas estão com medo de um arrastão e os consumidores com medo de uma agressão, de um ataque”, argumenta.

“O estereótipo dos jovens é a imagem de uma pessoa que alguém chamou de ‘perverso’. O oposto do mauricinho, da patricinha e isso choca o chique”.

Justificando o imaginário como o motivador, muitas vezes, para o preconceito, Cabral diz que “o movimento já aconteceu aqui porque as pessoas já estão se mobilizando”. "A partir do momento que as pessoas se mobilizam isso já faz parte do imaginário".

O que não pode deixar de ser lembrado, mais uma vez, é a força das redes sociais, seja no momento de unir uma classe, como na hora de disseminar manifestos. “O ‘rolezinho’ provoca uma discussão, incomoda, e as redes sociais servem de palco”.

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O "rolezinho" serve para nos alertar de quão baixa é a qualidade intelectual, bem como o senso crítico da maioria dos jovens brasileiros, jovens que poderiam se manifestar acerca de assuntos pertinentes ao desenvolvimento do nosso pais. Essa é a prova de que estamos fazendo tudo errado no que tange a educação pública, o futuro por muitos esperado, agora se mostra burro e de fácil manipulação, o que tem na cabeça desses moleques? Cadê a consciência politica? Tornaram-se massa de manobra para desviar a atenção do que realmente importa.
As autoridades não podem compactuar com a impunidades desses vândalos, eles precisam aprender que, apesar dos corruptos, nesse país tem leis e que foram feitas para melhorar a vida das pessoas, não podemos concordar com esses cabeças - ocas.
 
José Passos em 22/01/2014 22:51:04
porque não fazer rolezinho na biblioteca do horto. a população é contra o rolezinho devido aos saques e brigas registradas.
 
samuel vosni em 21/01/2014 11:42:59
Esse tal "movimento" é uma afronta e ameaça à tranquilidade das pessoas de bem (pobres, ricos, pretos, brancos, amarelos, etc...)
As "manifestações" desses grupos compostos, na sua maioria, de desocupados (marginais da periferia, usuários de droga,etc...), as autoridades não deveriam permiti-las em ambientes privados como shoppings... O CUSTO pra manter uma loja nestes centros comerciais É CARO e um dia perdido por causa destes vândalos, é um dia de prejuízo para TODOS (proprietários, empregados e clientes).
Não concordo nem com as "autoridades" de São Paulo (em campanha eleitoral), nem com a imprensa irresponsável que apoia ou "valoriza" estas manifestações.
 
paulo chappel em 21/01/2014 11:22:45
Movimento social em área particular? Faça-me o favor né!!!
 
Sergio Arantes em 21/01/2014 10:04:09
MINHA SUGESTÃO É QUE PRIMEIRO SE MONITORE OS ORGANIZADORES DESSE "NEGÓCIO DA SHINA" . QUE ELES SEJAM RESPONSABILIZADOS PRIMARIAMENTE POR TUDO O QUE ACONTECER; SEGUNDO, QUE SE OS LOCAIS EM QUE ISSO SERÁ FEITO TEM A APROVAÇÃO DOS COMERCIÁRIOS; E EM TERCEIRO LUGAR QUE HAJA NO LOCAL PROMOTORES DE JUSTIÇA, E AUTORIDADES COMPETENTES. PARA QUE SE HOUVER EXAGEROS E A POLICIA TIVER QUE AGIR, ELA NÃO SEJA "BODE EXPIATÓRIO" COMO SEMPRE ACONTECE. O BANDIDO POUSANDO DE INOCENTE E A POLICIA FICANDO COMO TRUCULENTA, OU BANDIDA. ESSA JUVENTUDE SEM EDUCAÇÃO DE BERÇO, SÓ QUER BADERNA, SOMBRA E AGUA FRESCA;
- POR QUE NÃO VÃO TRABALHAR?????
 
JARY GUASINA em 21/01/2014 09:46:58
Juvenal, mandou bem. Vai fazer um rolezinho nos hospitais e no lar de idosos, e aproveitem para levar alguma alegria a quem precisa. Bando de desocupados. Aposto que levantar a "capivara" das pessoas envolvidas nesses movimentos, vamos encontrar um bando de desocupados e estudo nem pensar. Mas pensando bem bem: para que trabalhar e estudar se temos a bolsa vagabundos dada pelo PT.
 
Jardel Caetano em 21/01/2014 09:23:39
Até hoje não vi ninguém sugerir um 'rolezinho' pra limpar uma praça, um asilo, ou algo assim... Trabalhar ninguém pensa! Ajudar os necessitados nem pensar! E ainda temos que aguentar pessoas falando que é um 'fenômeno' natural.. nos poupem...
 
Emerson Renato Balbuena Leão em 21/01/2014 09:21:13
Muitas destas pessoas que se dizem discriminadas na verdade, são pessoas que não sabem se portar em ambiente algum, aí fica difícil que ninguém olhe torto. O fato de ser pobre não significa que você deva ser escachado exagerado em suas atitudes bem como em palavreado. Há uma diferença muito grande em não saber falar corretamente "ao meu ver não há problema algum" e o não saber falar "que na minha opinião é o cumulo" pois de cada três palavras quatro são palavras de baixo calão, já ouviram aquela frase: "sou pobre mas sou limpinho". Por tanto o preconceito na verdade em sua maioria é provocado, é evidente que existem aqueles que o fazem de maneira cruel discriminando pessoas que não sabem se defender. Esse tipo de movimento é perigoso pela proporção que pode tomar.
Responsável?
 
Gilson Gomes em 21/01/2014 06:43:57
meu ex.professor de segundo grau e faculdade e meu ex.colega de trabalho na secretaria de desenvolvimento social em 1980......paulo cabral muito obrigado pelo seu posicionamento sempre integrado com massas obrigado por ser meu amigo e ex.professor tudo que sei das massas aprendi com vc parabens cara...............vc e o senhor sociólogo estaremos la no roleziinho no shope cg eu e meu radinho tomando um sorvete com a galera......abracos,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
 
PAULODORADINHO em 21/01/2014 02:19:23
convidem OUTRO SOCIÓLOGO para fazer essa análise! Que tal um psicólogo social??!!!
Pô !!!! esse professor tem "monopólio" nessa cidade???
 
matheus lemes franco em 20/01/2014 20:08:29
Não aguento mais ouvir sobre esse tal de 'rolezinho'.
A respeito de tal 'movimento', simplesmente compactuo com as ideias do governador de S. Paulo.
Entendo que shopping não seria o melhor lugar para demonstrar 'insatisfação', que também não pode e não deve ser feita com quebra-quebra, furtos, roubos, e etc.
Sugiro que se façam um rolezinho numa biblioteca ou num local onde se faz matrícula escolar, pois duvido que os participantes desses rolezinhos tem mais do que 5 anos de permanência em uma unidade escolar. O governo dá a escola, alimentação, material didático e vestuário. Embora é sabido que a educação pública seja de má qualidade, acredito que se o aluno se empenhar, ele pode compensar as debilidades do sistema e ser alguma coisa na vida. Não com rolezinho.
 
Juvenal Coelho Ribeiro em 20/01/2014 18:12:14
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