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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

31/12/2014 06:56

Um ano e tanto, se comparado aos que me encolhi, me ceguei e engoli sapos

Lenilde Ramos
Lenilde durante viagem aos EUA, em 2014.Lenilde durante viagem aos EUA, em 2014.

Nessa virada de ano, começo vendo que 2014 somado dá 7: número emblemático. Com certeza, um ano e tanto, se comparado aos tantos em que me encolhi, me ceguei, me calei e me especializei em engolir sapos.

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O ano de 2014 confirma uma revolução pessoal que ficou bem clara em 2012, justo o ano em que o mundo ia acabar, mas que, para mim marcou um novo começo. Então, começo dizendo que este é o ano em que aprendi a ter coragem e a lutar pelo que vale a pena.

É como diz Gabriel O Pensador: "Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente".

A energia começou a circular na passagem do ano, num Réveillon diferente sem uma gota de álcool, onde me diverti à beça, rodeada de amigos, de alegria, de música e de amor. Precisei envelhecer para descobrir que existe vida além de um litro de whisky.

Janeiro começou que nem foguete. Estava de saída para a Itália para incrementar a divulgação de minha "Storia Senza Nome", quando fui surpreendida pelo convite para fazer parte do Projeto MS Visto pelo Mundo, em Nova Iorque. Foi uma ginástica mexer na logística, mas valeu a pena.

Em março já estava voando para os states. As fotos falam do acontecido. De lá fui para a Itália e foi outro circuito maravilhoso, entre trabalho, visitas, encontros e reencontros memoráveis.

Voltei de lá com o patrocínio para reeditar "História Sem Nome" e, no meio dessa produção, incrementei o grande varejo que é minha carreira musical: tocar para todo mundo, de gregos a baianos, cristãos a muçulmanos.

Rapaz, como toquei este ano: do Palácio da Cultura a batizado de boneca. Sou um camelódromo musical! Também neste ano aprendi a selecionar melhor o que canto e a pensar melhor no conteúdo. Chega de cantar bobagem. Já tem muita gente fazendo isso.

Bem, lancei o livro em julho e caí na estrada com gosto. Quem pensou que eu ia ganhar dinheiro com o livro, errou, porque vendo e compro passagem.

Em 2015 o projeto é mirar mais longe e o alvo principal é Rio e SP, onde já estou botando as manguinhas de fora. Meu livro já está sendo traduzido para o inglês e estou cultivando dois amigos: um na França e outro na Alemanha. De repente...

Nesse 2014, não perdi Manoel de Barros, nem ninguém que tenha passado para o outro plano. Foi um privilégio conviver e aprender com eles. E, o presente mais bonito: vou ser vovó. Que delícia!

Para completar, estava almoçando quiabo quando Marisa Machado me liga confirmando para cantar na posse do governador Reinaldo Azambuja. Então, vamos para outro Réveillon com luz, paz, amor e começar o ano trabalhando.

Deus escreve certo por linhas bem tortas, né? Eu nem discuto..




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