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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

04/10/2013 06:45

A ginástica dos vendedores nas portinhas com menos de 1m de largura

Paula Maciulevicius
O comércio onde Fernando trabalha é só essa portinha. Para passar por 1m de largura, ele precisa mover o balcão. (Fotos: João Garrigó)O comércio onde Fernando trabalha é só essa portinha. Para passar por 1m de largura, ele precisa mover o balcão. (Fotos: João Garrigó)

Ali está a verdadeira otimização de espaço. Um pavor aos claustrófobos. De tudo o que já se viu no centro da cidade, na rua 13 de Maio, os corredores chamam atenção, ainda mais quando na loja em que se conserta relógios, para o vendedor entrar, é preciso mover o balcão de atendimento para fora.

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Se bandido tentar roubar, o atendente não tem saída. O trabalho se resume a uma porta de 1m de largura. Acima, o anúncio de que a fachada passa por reformas, isso porque até quem não tem nem espaço precisa se adequar aos projetos de fachadas do Centro da cidade.

Apesar de ser bem estreito, a loja é como um corredor e a compensação está na esticadinha. O comércio vai mais fundo, ainda que entre um balcão e outro, seja preciso andar de lado. Cliente ali é um por vez. Uma mulher, apesar de baixa estatura, mas com uma bolsa grande ocupa todo o espaço, por exemplo. É impossível conseguir se movimentar em dois para por no balcão o que se deseja arrumar.

 

Em 98 cm, Nilson mede dois palmos de largura que lhe sobram do cantinho onde vende empadas.Em 98 cm, Nilson mede dois palmos de largura que lhe sobram do cantinho onde vende empadas.

"Por isso é tudo organizado e um por vez. O próximo fica aguardando", explica Fernando.

Por R$ 2,50, as empadas na rua 14 de Julho tem bastante saída, mas é do tipo comprar e levar. Nem mesmo o dono do cantinho, Nilson Braga de Araújo, consegue ficar por muito tempo ali. Na brincadeira ele mede a largura do micro espaço que ocupa. "São dois palmos que sobram, no total tem 98cm, mas lá para dentro, por causa de um azulejo, fiquei com 94".

De altura, Nilson tem 1,68m, e muito gingado para trabalhar ali. No entrar e sair, só andando de lado mesmo e ainda cuidando com a cabeça. É que em 98 cm, Nilson conseguiu colocar a estufa dos salgados, um balcão, uma prateleira, o microondas, um freezer de refrigerantes e de quebra uma pia. "Nossa, isso aqui. Já senti na pele da cabeça", fala apontando para uma das quinas da prateleira.

Pergunto se a otimização de espaço, ou os cantinhos mesmo como o dele são tendência por aí. A resposta é de empreendedor que viu numa largura menor do que uma portinha, a chance de lucrar. "São as oportunidades. Eu estou no coração do Centro da cidade, num pontinho desse e vendo bem", garante.




Este comerciante têm um atendimento diferenciado de outros de maior porte no tratamento individual "olho no olho" conhece os clientes pelo nome é educado e precisa vender. Então contradiz a cultura local do comerciante de loja que atende mal o cliente que chega com dinheiro e paga à vista. Ele conversa chama o cliente pelo nome, ouve as boas notícias do local, sabe passar informações coerentes e dá novidades sempre sobre os produtos, pois no "boca a boca" aumenta suas vendas e por necessidade de vencer no espaço urbano, oferece de atender melhor e bem tratar as pessoas. Muito melhor atendimento significa mais vendas, seu cliente volta e traz mais outro. Outro fato conhece muito bem o produto, cliente e serviço com fatos agregados ao produto oferece um diferencial a mais que é o respeito.
 
Carlos Alberto Catalani em 04/10/2013 09:09:40
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