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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

22/06/2015 08:12

Amiga ajuda a pagar a festa para ver a noiva realizar o sonho de casar

Naiane Mesquita
Silvana e Laura fizeram amizade ainda na adolescência e hoje vão casar com apenas um mês de diferença (Foto: Fernando Antunes)Silvana e Laura fizeram amizade ainda na adolescência e hoje vão casar com apenas um mês de diferença (Foto: Fernando Antunes)

No dia 19 de setembro, Silvana Cambui de Lima vai subir ao altar em uma cerimônia íntima para 80 convidados. Tudo foi planejado para ser um momento inesquecível do casal, e apesar do pouco investimento, a confecção à mão de parte da decoração vai tornar tudo ainda mais bonito.

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O desejo da auxiliar administrativo de usar um vestido de noiva e ali, em meio aos amigos e a familiares, se unir ao homem da sua vida, é muito profundo. Vem de sonhos antigos da infância e que agora finalmente se tornarão realidade por meio de outro grande amor da sua vida.

Na festa de 15 anos de Laura, o carinho das duas já era forte Na festa de 15 anos de Laura, o carinho das duas já era forte

O anjinho da guarda, ou melhor, a amiga de infância responsável pela maior surpresa da vida de Silvana, é a campo-grandense Laura Castro. As duas se conheceram quando tinham 15 anos de idade e dividiam a turma do oitavo ano do ensino médio.

Com personalidades distintas, Laura era a faladeira enquanto a amiga era mais tímida, as duas se uniram de uma forma que hoje é impossível imaginar onde começa a diferença de personalidade de uma e de outra.

Quase 13 anos depois, as duas dividiram todas as fases da vida e não poderia ser diferente hoje. Com o seu casamento marcado para outubro, Laura tomou uma decisão que muitos considerariam maluca. Comprou, de presente, o buffet e o local da festa da amiga. E ainda participou de um concurso que daria direito a bem-casados de graça. Com tudo em mãos, ela marcou a data da cerimônia e entregou, com contrato e tudo, para a amiga.

“Eu estava com meu casamento marcado e ela estava noiva, comprando uma casa para morar com o futuro marido. Eu fiquei pensando que o sonho dela sempre foi se casar, com festa e vestido, e esse nem era muito o meu sonho. Na época, eles resolveram garantir a casa primeiro e adiar a festa. Não queria que ela não tivesse a oportunidade de realizar esse sonho”, diz Laura.

O gesto que deixou todo mundo de cabelo em pé, inclusive o noivo de Silvana, assustou no início, mas emocionou logo em seguida.

“Ela sempre fez isso. Ela sempre foi essa amiga que se preocupa com o que você gosta, como você se sente. Ela me deu tudo isso tão de coração, pelo nosso laço que é tão eterno, que dura tanto tempo”, diz Silvana, com um sorriso que parece impossível sair do seu rosto.

A maioria de nós sonha muito com o amor, com um sentimento capaz de superar os desafios cotidianos, que alivie com um pouco de carinho os dilemas e as alegrias da vida. Vivemos em busca desse companheirismo, que muitas vezes é sacramentado no matrimônio e outros no caminhar de todos os dias.

Para Silvana, ela tem sorte de ter dois grandes amores no altar do dia 19. “Vamos ser madrinha uma da outra. Minha festa será em setembro e a dela um mês depois. Foi tudo maravilhoso, um pouco corrido, porque tivemos um seis meses para organizar, mas que será muito especial”, acredita.

Relembrar a história das duas fez Laura se emocionar um pouquinhoRelembrar a história das duas fez Laura se emocionar um pouquinho

Se depender da tradição que une as duas, as cerimônias serão perfeitas. Quando Silvana diz que essa não é a primeira vez que a amiga move montanhas para realizar um sonho dela, a noiva está lembrando de uma certa formatura do ensino médio a cerca de dez anos atrás.

“Nossas mães trabalhavam no Colégio Dom Bosco e éramos bolsistas lá. No final do ano ia ter a festa de formatura da nossa turma e eu lembro que era uns R$ 80 para participar. Mas, os pais dela passaram por um problema financeiro e não poderiam ajudar", conta Laura.

Mesmo não sendo na época, amiga de Silvana, a então adolescente resolveu ajudar. "Ela era tímida e eu sempre fui mais faladeira. Achei que todo mundo deveria participar da festa. Reuni umas amigas para fazer uma vaquinha, mas ninguém ajudou. Pareceria que R$ 10 era muito para todo mundo. Resolvi falar com um professor e ele me disse para ficar tranquila que eles iriam ajudar”, relembra Laura.

Ao falar cada uma dessas palavras, o jeitinho meio durão de Laura logo foi substituído pela emoção. “Não chora amiga”, consola Silvana.

Para as duas, recordar todo esse tempo é difícil, mas especial. “Sei que meu presente foi de grego. Que um casamento é muito mais que o buffet e o salão, mas eu acredito que é muito importante para ela”, afirma Laura. Silvana desmente. “Você já fez muito. Não tenho como agradecer”.




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