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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

17/03/2016 06:23

Amigas deixam emprego e viajam 2.500 km em busca de aventuras na Bahia

Naiane Mesquita
As cinco amigas que deixaram tudo para trás em busca de aventura (Foto: Eveline Cássia)As cinco amigas que deixaram tudo para trás em busca de aventura (Foto: Eveline Cássia)

As mochilas foram jogadas no porta malas, de resto só um colchão e um tapete de yoga complementam a bagagem das cinco amigas. Aventureiras, elas saíram de Bonito até a Bahia, percorrendo 2.500 quilômetros de estrada, sem medo dos desafios e com um motivo nobre, aproveitar o melhor da vida.

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As meninas encontram praias lindas pelo caminho (Foto: Eveline Cássia)As meninas encontram praias lindas pelo caminho (Foto: Eveline Cássia)

“Somos em cinco, mas uma vai deixar o grupo daqui uns dias. Ai seguiremos em quatro. Tivemos a ideia de vir para cá de forma muito descontraída. Uma amiga nossa já tinha vindo para a Bahia de Kombi com a namorada dela na época e achamos muito legal. Começou comigo e uma outra amiga, a Thamyres”, relembra uma das viajantes, a enfermeira Eveline Cassia Larrea Rocha, de 24 anos.

Para que toda a história funcionasse, elas precisaram pedir demissão dos empregos. “Começamos a planejar em outubro, mas tínhamos que cumprir aviso”, diz, sem arrependimento nenhum. De Bonito, as jovens vieram para Campo Grande e depois seguiram para São Paulo, tudo contando com a hospedagem de amigos, uma forma de economizar. “Em São Paulo pegamos a quinta integrantes, que estava na Espanha. Fomos para o Espírito Santo, atravessamos o Rio de Janeiro, rumo ao norte do Espírito Santo. Levamos quase 24 horas para chegar em Conceição da Barra”, afirma.

Café da manhã em camping de Cumuruxatiba, na Bahia (Foto: Eveline Cássia)
Café da manhã em camping de Cumuruxatiba, na Bahia (Foto: Eveline Cássia)

O local nem estava na rota das meninas, que chegaram por volta das 2 horas da manhã e precisaram dormir na Orla da Praia. “Obras na estrada, paradas para comer, chegamos 2 horas da manhã, não tinha nada aberto. Três meninas dormiram no carro, eu tenho um tapete de yoga, e uma amiga um colchonete. Fomos até a orla da praia e dormimos la, atrás de um quiosque. Acordamos bem cedo, tomamos café na padaria e seguimos para Itaúnas, que era o nosso destino”, se diverte.

Em Itaúnas, no Espírito Santo, um camping salvou o dia. “Achamos um que tinha quartos. Duas meninas ficaram neles e mais duas na barraca. Pechinchamos o valor e o quarto saiu de R$ 25,00 por R$ 15,00. A dona, tia Toninha emprestou colchonete porque eu não tinha. O tempo todo ficamos falando o quanto estamos tendo sorte, encontrando pessoas boas, as pessoas sempre dizem sejam bem vindas”, acredita.

Essa economia na hospedagem ajuda Eveline, Clara, Vanessa, Thamyres e Tamires Arce a aproveitar a gastronomia maravilhosa dos lugares praianos. “Como moqueca, beber uma cervejinha, sempre dividindo as coisas. Quando fazemos uma refeição fora, a outra é no camping”, aponta.

Em média, as meninas gastaram R$ 150,00 cada uma para percorrer os 2.500 km. “Muito mais barato se pensar o preço das passagens de avião e a autonomia de parar no caminho, tomar um banho de mar e seguir estrada”, pontua.

Praia de Costa Dourada, no primeiro dia delas na Bahia (Foto: Eveline Cássia)Praia de Costa Dourada, no primeiro dia delas na Bahia (Foto: Eveline Cássia)

A primeira vez que pisaram na Bahia foi em Prado, onde conseguiram um quarto que seria para três pessoas, mas fizeram caber as cinco. “Super bonitinha, com piscina, café, dividindo saiu R$ 28,00 para cada. Foi ótimo, um luxo, ter uma cama e agora estamos em Cumuruxatiba, onde conseguimos um camping por R$ 10,00, enquanto outras meninas que priorizaram o conforto arrumaram um hostel super lindinho por R$ 25,00”, descreve.

A bondade encontrada pelo caminho é tanta, que até caipirinha elas conseguiram batendo de bar em bar. “Tudo fechou cedo, não tinha mercado aberto às 20 horas. Então fomos tentar limão nos restaurantes. Acabamos ganhando um saco de açúcar, três limões de uma lanchonete e mais um de um restaurante e três de um trailer de lanches. Foi muito legal”, ri.

Apesar de serem meninas, elas contam que não foram desencorajadas a seguir viagem em nenhum momento. “O fato de virmos de carro foi o que mais impressionava. As pessoas sempre falavam nossa que legal, vocês são corajosas. O fato de sermos meninas parecia que redobrava a preocupação, era para ter juízo, prestar atenção na estrada. Mas achei bacana das nossas famílias o fato de sentirem que éramos capazes”, comemora.

O próximo destino ainda está em estudo. “Seguimos mais uns 500 km até Itacaré e mais umas quatro paradas. Porto Seguro ainda estamos resolvendo e sentindo. Sentimos que já cumprimos a missão no lugar, ai seguimos, se valer a pena ficamos”, define.




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